A magia do aniversário

Aniversários sempre tiveram grande significado pra mim. Depois que Otto nasceu, comemorar os aninhos dele têm sido ainda mais mágico.

No primeiro aninho fizemos festa, que eu também adoro e achei que era importante para selar o primeiro ano de vida depois de uma chegada meio bagunçada, eu diria rs.

Nos anos seguintes, optei sempre por viagens. Por toda vivência e bagagem que uma viagem traz. Poder aprender vivendo, conhecer coisas novas: lugares, comidas, pessoas. Acho encantador. E, com o passar dos anos e aumento do entendimento dele, ele também tem achado.

Esse ano, pensando em um lugar que fosse bem divertido pra ele, fomos ao Beto Carrero. Normalmente eu faço mil pesquisas, sei tudo sobre o destino antes. Mas, dessa vez, me informei sobre o básico e necessário para ficar numa boa localização e garantir ingressos com antecedência. Só. E, talvez por isso, foi uma grata surpresa. Não criei expectativas, e mesmo assim, elas foram atendidas com muito sucesso.

O parque é imenso, cheio de experiências, bonito e muito bem cuidado. Interessante conhecer a história de empreendedorismo do homem por trás deste sonho que ele fez virar realidade.

Para o Otto, diversão garantida. Ele assistiu aos shows com os olhinhos vidrados. Tomou sorvete, correu, deu risada, viu muitos bichos: “Estou vendo animais que eu não sabia que existiam”, ele disse.

E, de forma espontânea, no dia do aniversário dele, ele disse: “Mamãe, estou me divertindo muito”. E, pra mim, nesse momento o tempo parou e a missão tinha sido cumprida.

Mas a cereja do bolo é o presente:

“Mamãe, hoje é meu aniversário?”

“Sim, filho”

“Mas no aniversário tem que ter presente também 😂”

Então ele escolheu um hot wheels. Ver o carro do show que ele tinha acabado de assistir materializado naquele brinquedo, foi elevar toda empolgação à máxima potência!

Voltou empolgado com as novidades e dizendo que vai contar tudo para os amigos da escola. E eu, com o coração cheio de amor e muitas lembranças boas.

Os incríveis 3 anos

Se os 2 anos são considerados a adolescência dos bebês e chamados de terríveis 2 (em referência ao terrible two, em inglês), por aqui não teve nada disso. Em compensação, os 3 anos vieram cheios de emoções e mudanças.

Foi o momento de dar tchau para a chupeta, para a fralda, o quarto passou pela transformação de quarto de bebê para quarto de criança, com cama de solteiro. E, por falar em quarto, é lá que agora ele dorme todas as noites. E é lá que ele quer continuar quando acorda assustado no meio da noite; prefere minha presença ali ao lado dele do que correr para a minha cama.

São cada vez mais palavras, conversas e percepções novas. Ele já se enxerga como indivíduo, que tem sentimentos e vontades.

Foi também o ano em que enfrentamos uma internação na UTI que nos deixou marcas, mas que também nos fortaleceu e ensinou muito, além de aumentar ainda mais nosso laço e conexão.

Foi aos 3 anos que ele vivenciou a primeira festinha da amiguinha da escola. E como ficou feliz de de estar brincando com todos os amiguinhos com quem passa boa parte dos dias.

Me peguei pensando em tudo isso esses dias e fiquei reflexiva, relembrando tudo, pensando na importância desses marcos, como isso contribui para o crescimento e amadurecimento dele. Mas também me pega um pouco de jeito porque cada vez mais vou me distanciando do bebê (que ele já não é há muito tempo, sei disso – ele mesmo gosta de dizer que é um menino grande), que cresce mais a cada dia.

Ainda tem alguns meses até que acabem os 3 anos e outras coisas ainda devem acontecer. Mas, por enquanto, já posso dizer que são incríveis 3 e que vão ficar marcados na minha memória como fase de transição do bebê para o “menino grande”, como ele diz, me deixando saudade das fases que passaram, mas também me enchendo de orgulho do grande menino que ele está se tornando.

Incentivando a autonomia nas crianças

Sempre busco encorajar Otto a ter autonomia e ser independente porque acredito que dessa forma ele vai crescer e se tornar um adulto mais forte e capaz. Mas já me peguei, nesse caminho, preocupada com a opinião alheia, o famoso julgamento: o que vão pensar? Que não sou uma boa mãe, não ajudo e deixo que ele “se vire sozinho”.

Eis que durante meus estudos aprendi que quando fazemos coisas pelas crianças, diminuímos a capacidade de aprendizagem delas.

Sim, porque é fazendo que se aprende a fazer. O simples ato de tomar água em um copo de vidro, por exemplo. Elas não vão saber logo de cara, vão derrubar água algumas vezes até entender como se faz.

Veja bem, não estamos o tempo todo com elas e em algum momento vamos falhar. Por isso, é importante que elas saibam agir de forma autônoma.

Claro que ser permissivo demais também não é legal. Mas encontrar um caminho entre o meio termo vai ser de grande valia para que as crianças não percam a vontade de aprender. Quando elas percebem que são capazes de fazer algo sozinhas, se sentem felizes, fazendo parte do meio em que vivem e encorajadas a aprender mais.

Livro: Pais que evoluem

Educar não é instintivo. Educar de forma assertiva é ciência. Precisamos compreender como nossas palavras e atitudes como pais influenciarão a vida dos nossos filhos por muitos e muitos anos.

Li esse livro recentemente e foi muito especial. Não é mais um livro sobre como educar os filhos, sobre técnicas para acabar com as birras ou tantas fórmulas mágicas que vemos por aí quando o assunto é criação de filhos.

Ele fala, principalmente, sobre autoconhecimento. Para conhecer e criar bem nossos filhos, precisamos primeiro nos conhecer muito bem, entender nossos sentimentos e saber por que tomamos certas decisões.

A autora, educadora parental e especialista em inteligência emocional e perfil comportamental, começa falando sobre a nossa infância. A maneira como fomos criados, as crenças que adquirimos de nossos pais e cuidadores refletem diretamente na nossa maneira de ser mãe ou pai.

Ela conta que ficava perdida quando tinha dois filhos pequenos e não sabia como reagir às birras e outros comportamentos das crianças. O maternar não estava sendo leve e prazeroso, mas a estava esgotando emocionalmente. Só quando ela entendeu que precisava mudar o próprio mindset (maneira de pensar e agir), é que o comportamento de seus filhos iria mudar, as coisas tomaram outro rumo e ela deu uma guinada em sua jornada da maternidade.

Através do livro pude revisitar momentos da minha infância e criação de modo geral e também me aprofundar mais na jornada do autoconhecimento. Quando vivemos o momento presente e nos tornamos conscientes de nossas ações, tudo flui melhor, inclusive na maternidade/paternidade.

A autora nos convida a uma importante reflexão: educar não é instintivo e também não basta se autoconhecer para educar bem. Educar exige conhecimento. Não existe receita e ninguém nos ensina. Mas precisamos aprender como desenvolver essa importante missão.

A leitura é leve, de fácil compreensão e nos leva a importantes reflexões e a nos voltarmos para dentro de nós primeiro para então podermos nos doar e ajudarmos nossas crianças a se desenvolverem em seu potencial máximo.

Leitura bem válida para pais que buscam uma comunicação mais assertiva com os filhos e também para aqueles que estão buscando se conhecer melhor para assim poder exercer uma criação com apego e ajudar os filhos a se desenvolverem para se tornarem adultos confiantes e capazes.

Educação emocional – a nossa responsabilidade por um mundo melhor

A pandemia deixou claro que educação não é responsabilidade exclusiva do ambiente escolar.

Pudemos sentir na pele a dificuldade de ensinar, nos sensibilizar e valorizar ainda mais os profissionais que passam a maior parte do dia com filhos de lares e culturas diversas.

Eu, particularmente, achei essa parte uma ótima oportunidade de exercitar ou desenvolver a tão falada empatia.

Aplico treinamentos em ambientes escolares e sempre procuro despertar ou reascender nos professores a responsabilidade e privilégio de fazer parte diretamente da criação da nova sociedade.

Assim como eles, também somos responsáveis por esse novo mundo, afinal nossas crianças de hoje serão os adultos de amanhã.

A pergunta não deve ser mais aquela de que mundo você quer deixar para os seus filhos, mas sim: Que filhos você tem preparado para o mundo?

As duas últimas gerações não possuem preparo emocional suficiente para lidar com as necessidades desse novo momento. Claro, que passamos tempo desenvolvendo tantas outras competências consideradas mais importantes, mas inteligência emocional não foi uma delas.

Hoje, mais do que nunca é necessário o desenvolvimento da inteligência emocional. O despertar para a humanização, a nossa reintegração com a natureza e recursos ambientais e, a melhoria nas relações entre a sociedade nunca esteve tão em evidência.

Nós temos responsabilidade na geração dessa nova sociedade e o nosso papel quanto pais e cuidadores é ensinar, através do exemplo, nossos filhos a terem inteligência emocional e todas as habilidades que a compõe, não só para serem adultos bem-sucedidos em todas áreas, mas como adultos capazes de conduzir um novo modelo de sociedade.

Adultos melhores, criam crianças melhores.

Boa semana, responsabilidade, luz e sucesso.


Esse texto foi escrito por Flávia Gimenes, empreendedora, terapeuta, leader coach e advogada fundadora da Líder de Si Desenvolvimento e Evolução. Sigam no Instagram @lidersesi.de para acompanhar conteúdos enriquecedores sobre autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e liderança humanizada.

O melhor professor de criatividade que você pode ter é seu filho

É comprovado que uma das principais competências do futuro é a criatividade. Já existem profissionais aplicando cursos para que os adultos se redescubram criativos.

Muito maluco isso, já que precisamos da criatividade desde sempre e, principalmente quando adultos, para enfrentar as adversidades.

Meu mestre em criatividade, Murilo Gun, diz que a criatividade é a arte de resolver problemas. Concordo, já que a neurociência explica que somos nós quem os cria.

Peraí! Você está dizendo que eu inventei esse problema que estou enfrentando hoje?

Inventou não, mas classificou no seu sistema mental como um problema, ou seja, você enxergou ele como problema.

Normalmente chamamos de problema as situações em que não temos capacidade e conhecimento imediato para lidar.

Perceba como o conceito de problema é simples.

Daí surge a necessidade de sermos criativos e buscar dentro do nosso repertório de conhecimento, experiências e até meio social possibilidade de resolver.

Outra ferramenta muito eficiente para que a sua criatividade seja ativada é observar e aprender com os pequenos em casa. A criança é expert em criatividade, passe um tempo dedicada a observar uma criança brincando e perceba o poder de criação e visualização que ela tem.

Como ela faz de um tapete uma piscina, um armário uma cabana, como seus bonecos podem voar. E, perceba também, como eles buscam dentro do seu mini repertório formas de solucionar seus problemas.

Inspire-se nas crianças, aprenda com elas a arte de combinar informações e criar algo totalmente novo. Esse é o verdadeiro conceito de inovação.

Boa semana, luz e sucesso!


Esse texto foi escrito por Flávia Gimenes, empreendedora, terapeuta, leader coach e advogada fundadora da Líder de Si Desenvolvimento e Evolução. Sigam no Instagram @liderdesi.de para acompanhar conteúdos enriquecedores sobre autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e liderança humanizada.

Você escuta seu filho com atenção?

Puxando o gancho da coluna da @liderdesi.de dessa semana (se você ainda não, corre lá pra conferir; você pode ler aqui) e de algumas leituras que tenho feito, fiquei pensando nisso.

Quantas vezes estamos de corpo presente com nossos filhos, mas com a cabeça longe, olhando o celular, pensando no trabalho, nas tarefas de casa por fazer ou em qualquer outro assunto que não seja… os filhos.

Para manter a conexão com as crianças (já falei sobre isso aqui e aqui) e estar emocionalmente presente, é preciso estar ali de fato. Olhar nos olhos, prestar atenção, escutar atentamente. Esses pequenos momentos que podem parecer sem importância, fazem muita diferença na formação dos nossos filhos. E a lembrança de pais emocionalmente ausentes pode marcar de maneira irreparável a vida adulta.

As crianças, assim como os adultos, gostam de sentir ouvidas e amadas. Por isso, faço esse convite a você hoje: olhe nos olhos do seu filho e escute com atenção o que ele tem a dizer. Todos vão sair ganhando.

Vamos refletir juntos e trocar ideias. Deixe aqui seu comentário!

A relação entre autoconhecimento e criação de filhos

O autoconhecimento tem sido um tema frequente na vida já há algum tempo. E, dia desses, parei para pensar e pude notar que se intensificou ainda mais depois do nascimento do Otto.

Eu sou aquela pessoa das teorias e dos livros. Gosto de me pautar em quem entende mais do que eu para tomar minhas decisões e poder medir o que funciona pra mim e o que não.

Depois que Otto nasceu eu tinha a preocupação de cuidar dele da melhor maneira e entender como funciona o universo dos bebês. Mas além disso, passei a ter uma preocupação de como cuidar de mim para poder ser uma boa mãe e cuidar bem dele.

E é aí que entra o autoconhecimento. Sabe aquela frase “para ver a mudança no mundo, seja você a mudança primeiro”? Ela se aplica perfeitamente para os filhos também. A gente precisa estar bem e refletir isso para poder cuidar bem.

A mudança vem de dentro pra fora. Reflete nas nossas atitudes e, consequentemente, no comportamento e atitude dos nossos filhos. E é incrível ver essa magia acontecendo. Estou só no início dessa caminhada, tenho muito a aprender ainda, mas já colho frutos.

Não sou perfeita, cometo falhas. Me sinto mal quando isso acontece. Mas consigo enxergar a situação sob outro ângulo e saber onde errei para poder melhorar depois. Isso é autoconhecimento também.

Apesar de muitas pessoas torcerem o nariz para esse assunto, ele é fundamental para todas as áreas da vida: no trabalho, nas relações interpessoais, na construção da sua marca pessoal – todos nós temos uma- e, claro, na criação dos filhos. Quanto antes as pessoas se derem conta disso, melhor será para elas e para o mundo. Quem também está nessa jornada?

Entendendo as birras

birras

Há alguns dias fiz um post sobre como sobreviver às birras (se você não leu, pode ler clicando aqui). Hoje volto ao assunto porque sei que é algo comum e que acontece com frequência em todas as famílias. Mas hoje vim explicar um pouco melhor sobre o que são para entendermos e lidarmos melhor com essa questão.

Emoções são a energia que controla o cérebro humano, segundo pesquisadores. Também são emoções as informações que tendem a nos ajudar a tomar decisões sobre o que precisamos fazer para ficarmos seguros e saudáveis. As birras são essas emoções que as crianças não sabem controlar nem como expressar. Representam alguma necessidade não atendida. Compreender o porquê das birras – e como lidar – ajuda a manter a calma e a postura durante uma explosão emocional.

Crianças têm os mesmos sentimentos que os adultos, mas não têm palavras nem habilidade para lidar com eles ou controlar seus impulsos. Cabe a nós, como pais, entendermos o que levou à birra, quais sentimentos se acumularam. Quando entendermos isso, além de sabermos que não é algo pessoal, ajuda a não entrarmos no caos.

Ceder pode ser a solução?

Ceder talvez resolva o problema na hora, mas traz efeitos negativos em longo prazo.

Quando cedemos nossos filhos aprendem que devem fazer o que for necessário para conseguir o que querem. “Sei como fazer para me darem o que quero”. Eles repetem comportamentos que “funcionam”.

Não fale, apenas aja

Muitas vezes, uma atitude séria, firme e gentil vale muito mais do que palavras.

Seu filho está aos gritos no shopping porque você não comprou o brinquedo que ele queria. Você pode pegá-lo no colo, de maneira calma, gentil e firme, e, em silêncio, leva-lo para algum lugar mais tranquilo.

Nomeie os sentimentos dele (fiz um post no insta ontem mesmo sobre isso, leia aqui). “Você ficou triste porque não compramos o brinquedo”.

Dê um tempo para ele se acalmar e reativar seu cérebro. Valide os sentimentos dele. Repetindo ações como essas, com o tempo ele deve aprender a lidar com as próprias emoções (lembre-se que as crianças não aprendem vendo apenas uma vez, elas aprendem por repetição, é preciso paciência).

Respiração como aliada para acalmar (você e seu filho)

Para lidar com as birras, o importante antes de tudo é se acalmar (sei que na prática não é tão simples).

Pesquisadores explicam que respirações calmas e focadas ajudam o cérebro a se reconectar, então a habilidade de pensar claramente e procurar soluções é restaurada.

Portanto, respire fundo e conte até dez. Acalme-se. Depois de se acalmar, ajude seu filho a se tranquilizar também. É muito importante que você o ajude, pois regulação emocional é uma habilidade que leva alguns anos para ser dominada.

Sei que na prática não é tão fácil. Mas quando saímos do piloto-automático e passamos a enxergar a situação por outro ângulo, tudo começa a fazer sentido e começa a mudar. Quando você muda sua atitude, seu filho vai mudar a dele também, passando a se comportar de maneira diferente. A mudança deve partir de você para que ele aprenda. Lembra que as crianças aprendem pelo exemplo? Mas também vai ser preciso um pouquinho paciência, já que não vai ser logo na primeira vez que ele vai entender. Mas no fim vai dar certo e vocês terão uma relação muito melhor, com mais entrosamento e conexão.

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Como sobreviver às birras?

Sei que não existe fórmula mágica e também não se cria filhos com dicas. Mas as birras são parte do dia a dia com crianças e é um assunto que toca os pais. Então reuni aqui algumas informações que podem ajudar a lidar com a dita cuja quando acontecer. Porque vai acontecer. Cedo ou tarde, em casa ou na rua. Então vamos juntas passar por ela.

Acalme-se

Primeiro de tudo, lembre-se que as crianças aprendem observando. Dê o exemplo. Você agirá de maneira mais assertiva quando estiver calma. Para e respire profundamente para conseguir lidar melhor com a situação.

Dê segurança

Leve seu filho a um local seguro (onde ele não se machuque) ou mais reservado (se estiver em público). Afaste-o de objetos que podem ser atirados ou machucar a criança. Tente não gritar nem dar sermão (neste momento, só será mais fogo na fogueira).

Não ceda

Quando você dá à criança o objeto desejado – o motivo da birra – você ensina que esta é uma boa ferramenta para conseguir o que quer. Fique firme e seja gentil até que a explosão se acalme.

Não leve para o lado pessoal

Mesmo que a birra aparente ser. Seu filho só não tem habilidade de controlar as emoções nem de se expressar de maneira eficiente.

E então, o que achou do conteúdo? Como eu disse, não existe fórmula mágica, mas se pararmos, observarmos a situação sob outra perspectiva, conseguimos lidar melhor com ela. Esse texto é baseado nos conceitos da disciplina positiva, que ensina a agir com firmeza e gentileza, sempre. Acredito que quando vamos por esse caminho, dá certo e nossa relação com as crianças flui muito melhor.

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Dez formas de praticar a disciplina positiva

Já falei aqui que estou lendo o livro Disciplina Positiva para crianças de 0 a 3 anos e estou apaixonada. É um conceito muito respeitoso e amoroso para usar na criação dos filhos. Nos ensina muito sobre eles, mas, principalmente, sobre nós mesmos. Cada vez mais tenho certeza de que criar filhos e autoconhecimento andam de mãos dadas. No livro as autoras apresentam dez ideias para que possamos colocar a disciplina positiva em prática e vou falar sobre elas aqui.

1 – Antes de corrigir, se conecte com seu filho

Já falamos aqui no blog sobre conexão com filhos. Você pode ler sobre o tema aqui e aqui. Antes de chamar atenção do seu filho, você pode criar conexão dizendo: “Eu te amo e a resposta é não” ou através da validação dos sentimentos dele: “Eu sei que você não quer parar de brincar, mas agora é hora de ir dormir”. A autoconsciência é muito importante para que se possa perceber quando está em uma luta de poder com as crianças. Ao se dar conta disso, recue e mude de atitude, isso fará com que seu filho mude a dele também.

2 – Envolva as crianças nas atividades cotidianas

Em vez de apenas dizer (ou mandar) ao seu filho o que fazer, envolva-o nas decisões e atividades. Pergunte: “Onde colocamos sua fralda?” ou “Qual livro você quer ler?”. Quando a criança ainda não fala, diga a ela: “Agora nós vamos guardar os brinquedos”, mostrando a ela o que fazer.

3 – Tenha rotinas

Sempre acreditei na importância da rotina para os pequenos (e para os adultos também!) e desde que Otto nasceu, confirmei essa necessidade. Crianças pequenas aprendem com repetição e consistência. Se você tiver rotinas para atividades diárias como dormir, jantar, banho etc, vai ser muito mais tranquilo.

4 – Seja respeitoso para ensinar seu filho a respeitar

Crianças aprendem respeito ao ver como isso acontece na prática. Faça pedidos com respeito. “Precisamos ir embora do parquinho em cinco minutos. Quer ir ao balanço mais uma vez?”

5 – Tenha senso de humor

Uma criança que rejeita uma ordem pode responder com animação a um convite divertido para jogar. “Será que você pode escovar os dentes e colocar o pijama antes do papai?”

6 – Seja empático

Tenha empatia pelo seu filho quando ele chora (ou faz uma birra). Talvez ele esteja frustrado com a própria falta de habilidade em expressar o que ele deseja. Empatia envolve compreensão e conexão. Se quiser sair do parque e seu filho não, dê um abraço e valide seus sentimentos. “Você está chateado porque quer ficar no parque, mas agora é hora de ir embora.” Se você mimar seu filho deixando que fique no parque mais tempo, ele não terá oportunidade de aprender com a experiência de que pode sobreviver a essa frustração – e ele pode aprender que você pode ser manipulado.

7 – Acompanhe seu filho com ação gentil e firme

Às vezes, quanto menos se fala, melhor. Isso pode significar redirecionar o comportamento do seu filho ou mostrar o que ele pode fazer em vez de punir pelo que ele não pode fazer. Pode ser tirar a criança do escorregador, sem dizer nada, quando ela se recusa a sair, em vez de entrar em discussão ou batalha de vontades.

8 – Tenha paciência (mesmo)

Você pode precisar ensinar coisas ao seu filho muitas e muitas vezes até que ele entenda. Exemplo: você pode ensinar uma criança pequena a compartilhar, mas ela não entende o conceito para fazer isso sozinha. Compartilhar requer tempo, prática e controle de impulso mais desenvolvido. Não leve o comportamento do seu filho para o lado pessoal.

9 – Supervisione, distraia e redirecione

Fale menos e aja mais. Crianças pequenas precisam de supervisão. Se a criança se dirige a uma porta aberta, pegue-a silenciosamente pela mão e leve-a onde deve ir. Mostre a ela o que ela pode fazer em vez do que ela não pode. Quando você entender que as crianças realmente não entendem o NÃO da maneira que você acha que elas deveriam, faz mais sentido usar distração ou redirecionamento (tem post sobre isso no insta, clique aqui).

10 – Seu filho é único!

As crianças se desenvolvem de maneira diferente e têm diferentes pontos fortes. Quando você espera de uma criança algo que ela não pode dar só trará frustração. Portanto, ajuste sua expectativa. Seus sobrinhos podem se sentar silenciosamente em um restaurante por horas, já seus filhos ficam nervosos depois de 10 minutos, não importa o quanto você os prepare. Ajuste sua expectativa!

Observe seu filho e aprenda como ele é único. Apresente novas oportunidades e atividades; descubra seus interesses, o que ele pode fazer sozinho e o que precisa de ajuda.

E então, gostou das dicas? São preciosas e para usar na vida! Deixe seus comentários e compartilhe com quem puder se interessar.

Energia emocional e comunicação não verbal na criação dos filhos

energia emocional

Bebês e crianças pequenas aprendem sobre o mundo dos relacionamentos através dos sinais não verbais, expressões faciais e energia emocional.

Ouço essa questão da energia desde sempre e acreditava, mas não tinha tanta certeza se era assim mesmo que funcionava, sabe como é? Até que Otto nasceu e pude comprovar na prática.

“Quando a mãe se senta para amamentar se sentindo aborrecida, cansada ou irritada, o bebê choraminga, fica inquieto e não se acalma para mamar. Um bebê de poucas semanas de vida pode sentir a tensão no corpo da mãe, a rigidez muscular nos braços dela e ouvir as batidas do coração enquanto ele está próximo ao peito da mãe.” (do livro Disciplina Positiva)

Não é de se estranhar, afinal, o bebê saiu do ventre da mãe, existe, claro, uma ligação muito forte. Na UTI fazia canguru com Otto e ficava muito tempo com ele deitado no meu peito. Era tão gostoso. Hoje, às vezes, para pegar no sono, ele deita a cabeça no meu peito. Gosto de pensar que ele quer ouvir meu coração, como quando era recém-nascido.

Sabendo que as crianças estão tão sintonizadas com a nossa energia, é bacana que tentemos (apesar de nem sempre ser possível) nos acalmar e relaxar o máximo possível, e encontrar maneiras de construir uma conexão amorosa e de confiança com nossos filhos.

Um ambiente calmo é mais prazeroso e muito mais saudável para todos que ali convivem. Quando você desacelera, foca no momento presente e em perceber a energia dos membros da família, é capaz de perceber melhor o humor e as necessidades do seu filho.

Às vezes, uma birra aparentemente descabida ou uma agitação intensa pode ser reflexo da energia dos pais. Respire fundo e olhe com atenção ao seu redor para conseguir se conectar consigo mesma e com sua família. Como está a energia e comunicação não verbal na sua casa?

Em busca da minha melhor versão como mãe

 

“A qualidade no que você oferece é muitas vezes afetada por seu próprio humor e emoções humanas. O estresse, a exaustão ou a preocupação afetam a maneira como você interage com seu bebê ou sua criança – e, consequentemente, a maneira como ele percebe você e a si mesmo.”

(Trecho do livro Disciplina Positiva)

 

Sempre defendo a importância de mães e pais terem um tempo para si mesmos, tanto individualmente como enquanto casal. Relaxar e fazer coisas das quais gostamos, não nos torna menos mães ou menos pais. Pelo contrário, nos torna pessoas mais leves e preparadas para lidar com nossos filhos com mais tranquilidade.

Se conhecer e identificar as próprias emoções também é importante (inclusive nossa coluna escrita pela Flávia, da @liderdesi.de sobre autoconhecimento trata do tema semanalmente aqui no blog; basta clicar na tag “autoconhecimento” para ver todos os textos). Não podemos ensinar aos nossos filhos características que não temos em nós mesmos. É preciso resolver conflitos internos para que se possa mudar por completo a maneira de interação com seu filho.

Sempre ouvi que agitação, medo e nervosismo são passados para a criança. Uma mãe tranquila tem filhos mais tranquilos. E pude comprovar isso com Otto desde pequeno. Sempre fui muito calma na maneira de cuidar dele, inclusive ouvi isso de várias pessoas quando ele era bebê. Sempre andei com ele por todos os cantos sozinha com muita leveza e tranquilidade e ele sempre foi um bebê muito calmo.

Isso corrobora a teoria de que o que fazemos e a maneira como nos comportamos como pais ensinam muito mais do que as palavras. Os chamados “neurônios-espelho” fazem com que a criança “imite” ações e comportamentos que visualiza nos pais.

Isso é uma coisa que de certa forma me “preocupa” um pouco, já que penso que preciso ser minha melhor versão todos os dias para que meu filho cresça absorvendo um bom exemplo.

Também em busca dessa melhor versão, procuro me conhecer melhor, entender, avaliar comportamentos – especialmente como mãe – para que possa sempre fazer diferente e melhor. Sair do piloto-automático e viver as situações no momento presente. Estou apenas no começo dessa jornada, mas tenho certeza de que, apesar de um pouco dolorosa às vezes, ela vale muito a pena.

E por aí, você mãe tem cuidado do seu autoconhecimento?

Comunicação não-violenta para educar

A comunicação não-violenta é uma ferramenta que vem sendo muito explorada nos últimos anos por melhorar, significativamente, as relações.

E como uma das mais lindas e profundas conexões acontece no ambiente familiar, entre pais/cuidadores e filhos, como não utilizá-la para estreitar ainda mais os laços e facilitar o diálogo no dia a dia?

Ela se baseia em 4 princípios: observação, sentimento, necessidade e pedido.

Quando a criança chora ou faz birra, ela está expressando uma necessidade não atendida. Com a sequência que a CNV nos traz, é possível estarmos mais atentos a encontrar essa necessidade para atendê-la ou, caso não seja possível atender, propormos algo que possa amenizar/substituir aquela necessidade no momento.

Observe, sem julgar, o que está acontecendo, por exemplo: tirei algo que não podia mexer da mão da criança e ela chorou. Em seguida, identifique os sentimentos despertados nela e quais as necessidades que baseiam esses sentimentos (ela ficou nervosa, triste, irritada, chateada). Demonstre a ela que entendeu, acolhendo seus sentimentos e, depois disso, a depender da idade estimule na criança a fase do pedido, ensine-a a pedir e explicar aquela necessidade. Ainda no mesmo exemplo, ela pode estar com necessidade de atenção, de companhia, por isso está mexendo em coisas que, se não for a primeira vez que tomou bronca, já sabe que é proibido.

Elas são capazes de entender tudo o que lhes é ensinado, esse papo de que “a criança não entende” é balela. Ela pode não ter um conjunto de informações completo que lhe permite racionalizar todos os elementos de uma situação ou diálogo, mas já está fazendo registros cerebrais e sinápticos.

Fazer uso dessa técnica irá te ajudar a manter-se presente nas situações, prevenir problemas a longo prazo e intensificar as suas conexões. Mas, como qualquer outra, exige treino e constância. Mesmo que em algumas situações, você esqueça de aplicar, faça depois. Retome e analise a situação e como poderia ter agido se tivesse observado, identificado sentimentos e necessidades e estimulado o pedido.

Conte nos comentários se gostou da dica e se quer saber mais sobre Comunicação Não-Violenta aqui no blog.

Luz e Sucesso!!!


Esse texto foi escrito por Flávia Gimenes, empreendedora, terapeuta, leader coach e advogada fundadora da Líder de Si Desenvolvimento e Evolução. Sigam no Instagram @liderdesi.de para acompanhar conteúdos enriquecedores sobre autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e liderança humanizada.

Conexão entre pais e filhos

conexão pais e filhos

“O que seu pequeno mais precisa aprender nos primeiros três anos de vida não se encontra em cartões de memorização ou telas eletrônicas. O desenvolvimento do cérebro consiste na conexão com outras pessoas, e o cérebro do seu filho foi feito para buscar conexão desde o momento do nascimento. A forma como você e os outros cuidadores do seu filho se relacionam com ele – como conversam, brincam e cuidam – é, de longe, o fator mais importante no desenvolvimento de um bebê ou criança pequena.”

(Trecho do livro Disciplina Positiva)

 

Essa frase do livro Disciplina Positiva explica claramente o que é importante para nossos filhos.

Esteja presente com seu filho: cante músicas, olhe nos olhos, brinque junto, leia um livrinho para ele, encoraje-o a ser criativo e explorar o mundo, atenda prontamente aos chamados dele, dê colo. Isso é gerar conexão entre vocês.

Crianças querem se sentir conectadas e protegidas. Assim, crescerão adultos fortes e capazes.

Como está a conexão por aí?

Tenha um caderninho do “tem que”

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Uma das maiores queixas que recebo dos meus clientes que têm filhos é a falta de tempo de qualidade com eles. O famoso “nunca tenho tempo” ou “quando estou com eles estou dividida entre brincar e fazer as outras coisas”.

A primeira coisa que você precisa saber é que não está fazendo nem uma coisa e nem outra de maneira integral e verdadeiramente entregue. Trabalhar pensando que devia dar mais atenção aos filhos ou estar com os filhos pensando no que tem para entregar no dia seguinte, ambos têm peso negativo igual.

A Programação Neurolinguística nos ensina a arte de tirar da cabeça e colocar no papel. Então, pensando nessa teoria, quero te ensinar o famoso e funcional CADERNINHO DO TEM QUE.

É um exercício que vai te ajudar a aproveitar de maneira genuína os seus momentos. Como qualquer outro hábito ou mudança de comportamento, serão necessárias a prática e repetição.

Separe um caderninho de papel ou então faça no seu bloco de notas do celular, o importante é que você registre imediatamente a tarefa secundária que te atrapalha a cumprir a primária. Toda vez que estiver fazendo algo e vier aquele pensamento de que deveria estar fazendo outra coisa, anote no caderninho. Anote como se transferisse aquele pensamento para o caderno em forma de tarefa futura, algo que você vai fazer em outro momento ou se programar para fazer. Volte e se entregue naquilo que estava fazendo.

Perceba que a maior parte das coisas que você pensa que deveria fazer não poderiam ser feitas naquele momento ou então, existem fatores ainda não identificados que te impossibilitam de fazer.

Faça o teste do Caderninho do Tem Que e ensine para as pessoas que vivem mais preocupadas com o que deveriam fazer do que com as coisas que estão fazendo.

Viva sempre no momento presente e aproveite todas as possibilidades.

Luz e Sucesso!


Esse texto foi escrito por Flávia Gimenes, empreendedora, terapeura, leader coach e advogada fundadora da Líder de Si Desenvolvimento e Evolução. Sigam no Instagram @liderdesi.de para acompanhar conteúdos enriquecedores sobre autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e liderança humanizada. 

A construção do amor incondicional

imageMesmo antes de pensar em ser mãe, sempre ouvi relatos de mães que tentavam descrever o amor de uma mãe por um filho, e diziam que ele vinha desde a barriga, criando vínculo dia a dia já durante a gestação.

Sinto dizer que comigo não aconteceu dessa forma. Claro que sempre nutri bons sentimentos pelo meu filho na gravidez. Mas não sentia aquele amor louco e incondicional que várias mães dizem sentir.

Já no hospital, quando fui internada por conta da pré-eclâmpsia (leia mais sobre o tema aqui), conversei sobre isso com a psicóloga que me acompanhou enquanto estive lá. Expliquei que não conseguia imaginar meu filho e também não me via como mãe (apesar de ter o sonho da maternidade). Ela explicou que isso é normal. Para algumas mulheres acontece assim mesmo. Ela disse que é difícil amar alguém que a gente “não conhece”, apesar de fazer parte da gente.

Esse amor vai ser construído dia a dia, após o nascimento. Quando mãe e filho passarem a se conhecer e reconhecer aqui fora. Como seres individuais que são, mas com uma ligação eterna.

E assim foi comigo e Otto. Ele chegou, ficou um bom tempo na UTI Neonatal sendo cuidado por outras pessoas (que talvez o conhecessem melhor que eu naquele período), até que veio para casa e então pudemos, finalmente, construir o nosso amor incondicional.

Passados os primeiros dias de medos, inseguranças e aflições, passamos a nos reconhecer. Cada suspiro, cada jeitinho, cada mania, coisa que só mãe e filho são capazes de entender.

E não vou escapar do clichê aqui: o amor só cresce a cada dia. Cada sorriso, cada gracinha, cada descoberta (e todo dia são tantas) que encantam e nos fazem explodir de amor.

Quando algo de ruim acontece, o coração para! E eu fico pensando por que não pude evitar? Ou: preferia que tivesse acontecido comigo (outro clichê)…

Só sei que essa construção é linda e vem sendo sólida. Espero que seja assim até o fim dos meus dias porque não consigo imaginar minha vida sem essa explosão de amor. O então revelado amor incondicional…