Livro: Como superar seus limites internos

Este é o título para a nova edição de A Guerra da Arte, best seller de Steven Pressfield. O prefácio é da professora de filosofia Lúcia Helena Galvão, que também tem no Youtube, uma aula bem completa sobre o clássico livro.

O livro, embora seja bem voltado para quem trabalha com criatividade, é bem-vindo para todo mundo. O autor nos apresenta a resistência, essa força invisível contra quem temos que lutar todos os dias para realizar nossas tarefas.

Afinal, quem nunca procrastinou, se diminuiu ou se sentiu incapaz? Colocando à frente de si mesmo obstáculos que só nós mesmos podemos retirar para fazer acontecer. Me lembrou muito o livro Grande Magia (clique para ler meu post sobre), de Liz Gilbert. Ela também fala sobre focar no trabalho puro e simples, o famoso sentar e fazer. Sem se importar com os outros, em agradar os outros, ou se vão rir da gente, o que vão pensar etc.

Faça por você. Nesse caso, seja egoísta. Faça porque você gosta e vai te fazer bem. Sente-se todos os dias e execute seu trabalho da melhor maneira possível. Só assim você sai da inércia, há movimento e o universo vai conspirar a seu favor.

É um livro rápido de ler (li praticamente em um fim de semana), fácil, gostoso e ainda acalentador. Acredito que haja identificação com todos os leitores. Todos nós já passamos por situações semelhantes as descritas pelo autor. Na minha opinião, é uma leitura bem útil e que vale muito a pena!

“Desprezo a resistência. Não permito que ela me bloqueie. Sento-me e trabalho.”

“Porque, quando nos sentamos todos os dias para trabalhar, algo misterioso começa a acontecer. Um processo é posto em movimento, e, por ele, inevitável e infalivelmente o céu vem em nosso auxílio. Forças invisíveis perfilham nossa causa, e o acaso reforça nosso objetivo.”

Livro: A Biografia Humana

Através de uma metodologia própria, a psicóloga conduz os consultantes (ela não gosta de chamá-los de pacientes) por uma viagem pela própria vida, passado, origens, para tentar solucionar problemas do presente.

Ela explica sobre os personagens que muitas vezes “vestimos” para conseguir sobreviver após situações traumáticas vividas na infância.

As descobertas muitas vezes são surpreendentes. Interessante para quem tem filhos por mostrar como o discurso materno e atitudes do pai podem mudar drasticamente a maneira como a pessoa vive e se relaciona. Quem não tem, acaba olhando em perspectiva e tentando montar o quebra-cabeças da própria vida, relembrando da infância e adolescência para montar a própria biografia.

Livro: Mulheres visíveis, mães invisíveis

Trata-se de uma coletânea de textos da psicopedagoga Argentina, Laura Gutman, que foram publicados em revistas espanholas.

Ela aborda a maternidade de maneira ampla, passando por gravidez, puerpério, criação de filhos, ser mãe e mulher, vida profissional, vida do casal, entre outros.

São textos bem profundos, e, ainda que tenham algumas linhas de pensamento com as quais não se concordo, me senti muito tocada pelo olhar da autora.

É um livro para pais e mães, especialmente grávidas e mães de bebês pequenos, mas também pode ser interessante para quem não tem filhos, já que aborda infância, pela qual todos nós passamos um dia e pode tocar o leitor de alguma forma.

Livro: A Grande Magia

Peguei a indicação na internet e essa leitura não poderia ter vindo em melhor momento! Elizabeth Gilbert, também autora do best seller Comer Rezar Amar, fala neste livro sobre viver de maneira criativa – sem medo.

Foram tantos insigths que não sei nem por onde começar. O livro é direcionado para todas as pessoas que vivem ou querem viver de sua arte. Entenda por arte atividades como música, escrita, pintura, dança, enfim. A autora nos desafia a viver mais motivados pela curiosidade do que pelo medo.

Isso porque muitas vezes sentimos medo de expor nossas artes, nossas criações. Especialmente nos dias atuais, onde todos são (ou podem ser) criadores de conteúdo e fazer disso sua arte. Temos ideias, mas morremos de medo de expô-las.

Temos medo porque nos preocupamos com a opinião e julgamento alheios. Elizabeth é categórica em dizer que não assume tarefas adicionais, como tentar policiar o que as pessoas pensam de seus livros depois de prontos. E acrescenta: “Você é livre, pois todo mundo está ocupado demais consigo mesmo para se preocupar com você”.

Inicialmente, ela se refere à inspiração e à criatividade como seres energéticos que vivem nos rodeando, esperando que um ser humano se aproprie e dê vida a eles. A esse fenômeno ela chama de grande magia.

Ele vem e vai, não se pode esperar que esteja o tempo todo disponível. É preciso deixar ir. E para alimentá-lo, ela aconselha, devemos estar em constante movimento. Não importa se a inspiração está presente ou não, ela se senta diariamente em sua escrivaninha e faz o que mais ama: escrever.

E quando a inspiração aparece, é preciso agarrá-la, pois se você perder o timing, ela vai pousar no colo de outra pessoa disposta a colocar tal ideia em prática. Como aconteceu em uma história super curiosa que ela divide logo no início do livro.

As lições que ela nos deixa nesse livro são muitas: ame seu trabalho, não desista do seu sonho, trabalhe duro, não se preocupe com o que os outros pensam e o principal: seja grato antes, durante e depois de todo o processo.

Livro: A coragem de ser imperfeito

Brené Brown é pesquisadora e estuda a vulnerabilidade há muitos anos. Uma palestra sua em um Ted Talks é sucesso na internet e Netflix (vale a pena conferir). E, como acho que cada livro aparece no momento certo da nossa vida, agora foi a vez desse que eu gostei muito.

Ela aborda principalmente a vulnerabilidade, mas também a vergonha e o medo de julgamentos que todos nós temos em algum momento da vida.

Ela defende a ideia de nos jogar, aparecer, nos mostrar. Sem medo. Sem vergonha.

“Em vez de nos sentarmos à beira do caminho e vivermos de julgamentos e críticas, nós devemos ousar aparecer e deixar que nos vejam. Isso é vulnerabilidade. Isso é a coragem de ser imperfeito. Isso é viver com ousadia.”

Falei que o livro veio a calhar para o momento, pois sempre fui muito tímida e com imensa dificuldade de exposição, especialmente agora, na era das mídias digitais. Ela, inclusive, cita a coragem de blogueiros e influenciadores que colocam o rosto diante de, muitas vezes, milhares de pessoas para expor posicionamentos e opiniões, passíveis de críticas e julgamentos.

No âmbito familiar, ela fala sobre como, enquanto mães e pais, estamos sujeitos ao estigma de bons e maus, sendo analisados e julgados muitas vezes. E frisa que não existe perfeição, temos que estar preparados para tomar decisões ruins e cometer erros nessa jornada.

Para mim, foi importante essa leitura para entender que todos somos imperfeitos, mas se supera aquele que tem coragem de caminhar para a arena da vida e dar o melhor de si. E como ela diz: “O desejo de nos expor nos transforma. Ele nos torna um pouco mais corajosos a cada vez.”

Ainda não estou totalmente segura para subir na arena da vida, mas tenho certeza que estou no caminho, com pequenos passos a cada dia. Com muita coragem e resiliência chegarei lá.

Livro: Síndrome da impostora

Esse livro escrito pela Rafa Brites, apresentadora, escritora e facilitadora de jornadas, fala sobre aquele sentimento que acredito ser comum em todas nós – ou pelo menos, a maioria: a sensação de vergonha, embaraço e paralisação que nos faz duvidar de nós mesmas o tempo todo.

A síndrome da impostora, acredite, acomete muito mais gente do que você imagina. Muitas delas, mulheres notáveis e com grandes feitos para a sociedade e para o mundo. Mas, por algum motivo, elas não se acham boas o suficientes e acreditam que, em algum momento, “suas máscaras vão cair”.

Dedicada a ajudar pessoas no que ela chama de revolução pessoal, Rafa compartilha nesse livro situações que nos trazem esses sentimentos e nos convida a fazer uma viagem interna para tirarmos a síndrome da impostora da nossa vida.

Digo para dentro porque, além de as respostas estarem todas dentro de nós, é importante também saber que enquanto estivermos procurando aprovação externa, nunca seremos boas o suficiente. Se nossa medição for sempre pela régua alheia, o resultado nunca vai ser bom, afinal, o outro é diferente da gente.

E aproveito para tocar num ponto que sempre venho falando aqui e no meu Instagram @fabiolamininel (se ainda não segue, é só clicar para seguir): a importância do autoconhecimento. Quanto mais nos conhecemos, entendemos nossos sentimentos e vulnerabilidades, melhor podemos lidar com situações como a síndrome da impostora.

“…antes mesmo de nos apresentar ao mundo, temos que saber quem somos. O caminho do autoconhecimento é o capítulo inicial de toda mudança.”

Esses e muitos outros insights preciosos são compartilhamos nesse livro com o qual eu não poderia me identificar mais. Acredito que todo mundo vai se reconhecer em pelo menos um dos exemplos citados. Leitura valiosa para quem sofre da síndrome da impostora, para quem busca o autoconhecimento e para todas as outras pessoas, especialmente as mulheres. Indico muito!

“A ideia é que, quanto mais nos amamos, mais aceitamos nossas vulnerabilidades.”

Livro: Pais que evoluem

Educar não é instintivo. Educar de forma assertiva é ciência. Precisamos compreender como nossas palavras e atitudes como pais influenciarão a vida dos nossos filhos por muitos e muitos anos.

Li esse livro recentemente e foi muito especial. Não é mais um livro sobre como educar os filhos, sobre técnicas para acabar com as birras ou tantas fórmulas mágicas que vemos por aí quando o assunto é criação de filhos.

Ele fala, principalmente, sobre autoconhecimento. Para conhecer e criar bem nossos filhos, precisamos primeiro nos conhecer muito bem, entender nossos sentimentos e saber por que tomamos certas decisões.

A autora, educadora parental e especialista em inteligência emocional e perfil comportamental, começa falando sobre a nossa infância. A maneira como fomos criados, as crenças que adquirimos de nossos pais e cuidadores refletem diretamente na nossa maneira de ser mãe ou pai.

Ela conta que ficava perdida quando tinha dois filhos pequenos e não sabia como reagir às birras e outros comportamentos das crianças. O maternar não estava sendo leve e prazeroso, mas a estava esgotando emocionalmente. Só quando ela entendeu que precisava mudar o próprio mindset (maneira de pensar e agir), é que o comportamento de seus filhos iria mudar, as coisas tomaram outro rumo e ela deu uma guinada em sua jornada da maternidade.

Através do livro pude revisitar momentos da minha infância e criação de modo geral e também me aprofundar mais na jornada do autoconhecimento. Quando vivemos o momento presente e nos tornamos conscientes de nossas ações, tudo flui melhor, inclusive na maternidade/paternidade.

A autora nos convida a uma importante reflexão: educar não é instintivo e também não basta se autoconhecer para educar bem. Educar exige conhecimento. Não existe receita e ninguém nos ensina. Mas precisamos aprender como desenvolver essa importante missão.

A leitura é leve, de fácil compreensão e nos leva a importantes reflexões e a nos voltarmos para dentro de nós primeiro para então podermos nos doar e ajudarmos nossas crianças a se desenvolverem em seu potencial máximo.

Leitura bem válida para pais que buscam uma comunicação mais assertiva com os filhos e também para aqueles que estão buscando se conhecer melhor para assim poder exercer uma criação com apego e ajudar os filhos a se desenvolverem para se tornarem adultos confiantes e capazes.

Inteligência emocional em quatro passos

 

A Inteligência Emocional é considerada a grande chave para o sucesso dos seres humanos.

Sentir é algo que as máquinas não podem fazer por nós, então que tal nos dedicarmos cada vez mais ao gerenciamento dessas emoções?

No momento enfrentamos uma crise planetária, fomos convidados a nos isolar e ter contato apenas conosco e com os aqueles que convivemos diretamente.

Um desafio para um mundo que não está tão acostumado a olhar para dentro e nem encarar seus problemas relacionais de frente.

A Inteligência Emocional é a caixinha de primeiros socorros essencial para os dias de hoje, principalmente, e eu gosto de dividi-la em 4 passos. São eles:

AUTORRESPONSABILIDADE

É nessa fase que o Piloto Automático é desligado e começamos a agir e não reagir.

Assistimos atentos às nossas ações, como se acompanhássemos um seriado. E então nos conscientizamos de que nossos resultados são sempre frutos das nossas ações e escolhas.

Até mesmo aquilo que alguém faz para nós, depende do nosso consentimento.  Se você quer desenvolver a sua Inteligência Emocional, aceite de que é o responsável por todos os resultados da sua vida, os bons e os ruins.

Autorresponsabilidade não é culpa, é liberdade.

AUTOCONHECIMENTO

O segundo passo é o autoconhecimento. Se deseja gerenciar as suas emoções, é preciso saber quem você é, do que você gosta, quais são seus talentos e habilidades e também quais as suas vulnerabilidades.

Para isso existem muitas ferramentas e profissionais espalhados por todos os cantos, com diferentes maneiras de te ajudar.

Leia livros e faça listas, escreva sobre você e sobre seus sentimentos, com frequência.

AUTOCOMPAIXÃO

Esse terceiro passo é muito importante, afinal de contas você está numa jornada de desenvolvimento e muita coisa vai mudar no caminho.

Na busca pela Inteligência Emocional você identificará comportamentos incoerentes com uma pessoa que entende e gerencia suas emoções, diálogos agressivos, atitudes impulsivas, etc.

E para todas essas situações você deverá acionar o botão da autocompaixão. Aceitar que até aqui você fez o melhor com as informações que você tinha e que daqui em diante pode fazer melhor.

Se abrace, se ame e se valorize, você está em evolução.

EMPATIA

Entender o outro é um dos principais passos para quem deseja ter Inteligência Emocional.

Aceitar e validar os sentimentos e intenções externas faz com que você consiga enxergar além do que uma discussão propõe, além do que uma briga expõe.

Além disso, só é empático aquele que carrega consigo a ideia de que todo mundo está certo dentro do seu ponto de vista e que nossa missão é respeitar e não convencer da nossa verdade.

Assim, há menos gasto de energia e melhor convivência em todos os grupos.

Espero que faça sentido para você trilhar esses 4 principais passos e iniciar o desenvolvimento da sua Inteligência Emocional.

A vida deve ser leve, feliz e abundante, esteja consciente para aproveitar.

Luz e Sucesso!


Esse texto foi escrito por Flávia Gimenes, empreendedora, terapeura, leader coach e advogada fundadora da Líder de Si Desenvolvimento e Evolução. Sigam no Instagram @liderdesi.de para acompanhar conteúdos enriquecedores sobre autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e liderança humanizada. 

 

 

Indicações de livros sobre maternidade

Fiz aqui um compilado dos livros que li ano passado e incluí alguns títulos sobre gravidez e outros assuntos relacionados à maternidade que já havia lido há tempos e podem ser interessantes também. Já fiz post sobre alguns deles separadamente aqui no blog, agora estão todos reunidos para consultar mais facilmente.

origens mágicas vidas encantadas

Origens Mágicas, vidas encantadas – Deepak Chopra

O famoso médico indiano fala nesse livro sobre gravidez e nascimento principalmente do ponto de vista espiritual. Segundo ele, vivências de acalento ainda no útero podem nutrir uma pessoa até a morte.

Ele fala sobre as mudanças no corpo durante a gravidez e ensina posturas de ioga para o relaxamento da mulher nesse momento em que há dor e cansaço. Defende ainda exercícios para facilitar o parto normal e também dá dicas de mantras e estimula a meditação.

Ele explica que o bebê, ainda na barriga, tem conexão direta com os pensamentos e emoções da mãe. E que é essencial a mãe se manter em equilíbrio para o bem-estar de ambos.

Foi um dos primeiros livros que li quando descobri que estava grávida e foi de grande valia em diversos aspectos. Ele traz paz, nos faz mergulhar dentro de nós mesmas.

Uma curiosidade: um dos primeiros conselhos do livro é que a gestante crie um diário para registrar a gravidez, escrevendo como se sente. Acho que não só gestantes deviam ter esse hábito.

“Ao ouvir seu diálogo interior, você vai entrar em contato com seu bebê e com lugares mais profundos do seu íntimo. Escrever um diário pode ajuda-la a se tornar mais presente na vida.”

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o que esperar

O que Esperar Quando Você Está esperando – Heidi Murkoff, Arlene Eisenberg e Sandee Hathaway

É um verdadeiro guia para as grávidas. Explica absolutamente TUDO desde antes da gravidez, quando o casal ainda está planejando um filho, até o pós-parto e puerpério.

Eu consultei muito durante a gravidez e era incrível como explicava exatamente cada sintoma em determinada fase em que eu estava. Mas aconselho a usar realmente como um guia. Uma leitura contínua pode ser bem cansativa.

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a encantadora de bebês

A Encantadora de Bebês – Tracy Hogg e Melinda Blau

Também pode ser considerado um guia. Lembro que cheguei nele nos primeiros dias com o Otto em casa. Estava desesperada com ele acordando a cada três horas e eu feito um zumbi o dia todo! Rsrs

Encontrei respostas para muitas dúvidas e descobri que sem querer eu fazia coisas consideradas “certas” na visão das autoras, como manter uma rotina bem estabelecida.

Mas ela tem opiniões que podem ser controversas e contrárias a de outros autores, como por exemplo, acostumar o bebê a dormir sozinho no berço. É uma leitura válida como um guia, conforme falei antes. Pegue o que for bom para você, o que não for, desconsidere.

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Bésame Mucho – Como criar seus filhos com amor – Carlos Gonzalez

Pai e pediatra, o autor fala sobre diversos assuntos do universo da parentalidade como sono, amamentação, choro, ciúme e tantos outros, explicando suas teorias e falando sobre as quais é contra.

Ele defende, por exemplo, que os filhos devem dormir na cama dos pais. Também controverso. O livro é bem embasado e tem muitas pitadas de bom humor, mas achei um tanto chatinho em alguns momentos, quando ele explica diversos estudos com famílias por todo o mundo.

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meu jeito de ser mãe

Meu Jeito de Ser Mãe – Fernanda Rodrigues

A atriz Fernanda Rodrigues, autora do blog Cheguei ao Mundo, descreve como é a experiência de ser mãe da Luísa e do Bento. Ela também compartilha dicas, conta histórias engraçadas e perrengues que passou com os dois.

Mais do que isso, tenta mostrar como é possível equilibrar todos os papéis que desempenhamos além de ser mãe: o de esposa, filha, profissional, enfim.

Leitura rápida e simples. Mas quem procura uma leitura mais profunda e romantizada da maternidade, não vai encontrar nesse livro.

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eu mãe e pai

Eu, Mãe e Pai – Mariana Kupfer

A apresentadora do programa Amar Maternidade conta sua trajetória para se tornar mãe-solo. Aos 34 anos, ela sentiu o desejo da maternidade falar mais alto e, sem ter um parceiro para dividir esse sonho, decidiu fazê-lo sozinha. Através de uma inseminação artificial utilizando um banco de sêmen americano, ela engravidou e deu à luz Victoria, hoje com 10 anos.

Ela também mostra o caminho das pedras para quem pretende encarar tratamentos de fertilidade e reprodução assistida. E fala sobre as diferentes configurações familiares, tão comuns hoje em dia.

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Livro: Besame mucho – como criar seus filhos com amor

As dúvidas na criação de filhos são muitas. Além de trocar ideias com amigos, gosto de ler para saber o que os especialistas têm a dizer sobre o assunto.

Este livro, escrito pelo pediatra e pai de três filhos, Carlos González, traz teorias sobre assuntos como sono, amamentação, cama compartilhada, comportamento das crianças e muitos outros. Tudo embasado em estudos e na história. Como era com nossos antepassados, como é hoje. E o principal: ele confronta muitas teorias com as quais não concorda como “tem que deixar a criança chorando”, quando tudo que nossos filhos precisam é de muito amor e carinho (não à toa o título do livro). Além de fazer críticas pertinentes a teorias como essa, ele usa de uma ironia cômica na medida.

Ele nos ensina a olhar para a criança e para esse universo do cuidar/criar por outra perspectiva. Eu, pelo menos, não percebia algumas coisas. Ele nos mostra que a criança é um indivíduo, que tem necessidades que precisam ser respeitadas e atendidas. Crianças precisam de atenção.

Sobre prematuros, universo sobre o qual tratamos aqui no blog, ele fala:

“Um dos grandes avanços no cuidado dos bebês prematuros é o método mãe-canguru: tirá-los da incubadora o maior tempo possível e colocá-los no colo das mães. Observou-se que assim os bebês engordam mais, adoecem menos e seu ritmo cardíaco e respiratório mantém-se mais estável (o que indica que sofrem menos).”

Método que pude comprovar o quanto faz bem para o bebê enquanto Otto esteve na UTI Neo. Fazíamos pele a pele, ou método canguru, todos os dias, por, pelo menos, uma hora. Era incrível como ele ficava calminho e aconchegado. Fazia bem para nós dois.

Enfim, a essência desse livro é amor. Cuidar dos filhos com muito amor, carinho e de maneira respeitosa é o que fará dessas crianças bons adultos. “As crianças ‘educadas’ a gritos gritam. Crianças ‘educadas’ a bofetadas batem”, de acordo com o Dr. González. Cabe a nós darmos bons exemplos aos nossos filhos para que se tornem adultos sensatos e equilibrados.

“O amor de uma criança é puro, absoluto, desinteressado.”

Livro: Eu, Mãe e Pai

eu, mãe e pai_mariana kupfer

 

De tempos em tempos pretendo dividir aqui algumas dicas de leitura que sejam relacionadas à maternidade, educação infantil e assuntos que sejam interessantes compartilhar. Para esse primeiro post, escrevi sobre o livro “Eu, Mãe e Pai – A Maternidade independente como escolha”, da Mariana Kupfer.

Mariana Kupfer, apresentadora do programa Amar Maternidade, conta nesse livro sua trajetória para se tornar mãe-solo. Aos 34 anos, ela sentiu o desejo da maternidade falar mais alto e, sem ter um parceiro para dividir esse sonho, decidiu fazê-lo sozinha. Através de uma inseminação artificial utilizando um banco de sêmen americano, ela engravidou e deu à luz Victoria, hoje com 9 anos.

Ela foi corajosa por ter feito a escolha de passar por uma gravidez sozinha, mas teve também que encarar uma carga emocional forte: teve hiperêmese gravídica (uma complicação que causa náuseas e vômitos demasiados que chegam a provocar desidratação): chegou a vomitar 40 vezes em um dia e tinha enxaqueca de nível sobrenatural (palavras dela), além de fortes dores nas costas, causadas pela hérnia de disco. Seu médico atribuiu ao lado psicológico um papel importante nesse quadro.

Mariana mostra o caminho das pedras para quem pretende encarar tratamentos de fertilidade e reprodução assistida. Conta em detalhes como funcionam, estimativas de preço, exames necessários, fala um pouco sobre os bancos de sêmen aqui e no exterior e ainda cita o congelamento de óvulos, para mulheres que planejam engravidar mais tardiamente.

Outra parte bacana e bem interessante do livro são os depoimentos que ela colheu de pessoas que têm diferentes configurações de família, tanto aquelas que fizeram tratamentos de fertilidade para engravidar, quanto casos de barriga de aluguel e pais e mães adotivos, dois pais, duas mães, enfim, cada vez mais comuns em nossa sociedade hoje.

É um livro sobre amor, e a maior lição que ela ensina aqui é a coragem de não se importar com a opinião alheia, “de se livrar do medo, dos julgamentos e dos preconceitos em prol de um sonho genuíno e legítimo”. Vale para todos nós, se você tem um sonho, siga forte até ele, não importa o que os outros pensem ou digam. Ela diz que se tivesse se importado com o que os outros dizem, não teria se tornado mãe. Teria deixado de realizar um sonho e viver esse grande amor por sua filha. Cabe uma boa reflexão.