Por que?

Mamãe, por que o porco espinho é marrom? Por que o sol se põe no mar? Por que alguns amigos têm irmãos e outros não tem? Por que alguns adultos têm filhos e outro não? Para que serve o sonho? O sonho é tipo uma televisão, né, mamãe?

Ufa! Essas são só algumas das centenas de perguntas que o menino, no auge dos seus 4 anos faz diariamente para a mãe. Na ânsia de descobrir e devorar o mundo. Numa tentativa de entender como cada coisa funciona. É lindo de ver, mas também pode ser exaustivo responder tudo. Principalmente porque ela não tem todas as respostas.

Mas ela gosta de deixá-lo livre para pensar, perguntar e criar. As crianças têm uma criatividade muito peculiar. Dizem que o adulto criativo é a criança que não morreu. Então, ela faz o possível para que essa criança cresça, mas nunca perca a essência pura e criativa.

Ela sabe que nós nem sempre teremos todas as respostas mesmo. Mas acredita na importância de nunca deixar de ser curioso e de fazer as perguntas necessárias. É isso que move as pessoas e move o mundo. Então, enquanto houver um por que daquele garotinho cheio de vida, ela vai dar asas para que essa chama acesa dentro dele nunca se apague. Porque se tem algo que pode realmente mudar o mundo, são as razões impulsionadas por tantos por quês não respondidos.

Um novo mundo

Quando se é mãe, por alguns momentos pode parecer que o tempo demora a passar e que algumas fases nunca vão terminar. Como o puerpério, com um micro bebê que demanda muito, consome noites de sono e nos deixa cansada e emocionalmente esgotada.

Curiosamente, essas fases vão embora e, num piscar de olhos, a criança já fez 1, 2, 3 anos… Meu filho vai fazer 4 anos no próximo mês – e tem horas que até eu desacredito do quão rápido isso aconteceu.

Mas o fato é que cada momento é único e cada fase é diferente. Ano passado ele deixou de ser um bebê, largou chupeta, fralda, várias mudanças. Agora, nesse ano, estamos adentrando um novo mundo: o das atividades além da escola.

Ele começou aulas de natação e taekwondo. E é interessante assisti-lo conhecendo essas novidades. Na natação começa a ganhar confiança. Mas o que mais me chamou a atenção foi o taekwondo: ele vai trabalhar disciplina, concentração, companheirismo e trabalho em equipe, respeito pelo professor e pelos coleguinhas… a despeito do desastre que foram as primeiras aulas (rs), acredito no processo e logo ele vai conseguir assimilar e aprender muito.

Por ora, fico aqui, do meu lugar de mãe, observando tudo acontecer, a evolução dele como criança, orgulhosa, claro, mas, acima de tudo, aprendendo junto. É um novo mundo encantador. E, embora me sinta saudosa do bebezinho que até outro dia estava no colo, estou entusiasmada com esse novo mundo e muitos outros que ainda virão.

Sono compartilhado

Quando a gente se torna mãe, passa a conhecer conceitos que antes nem imaginava. Um deles é o sono compartilhado, quando o bebê / criança dorme no quarto dos pais.

Quando chegou da maternidade, meu filho passou a dormir em um um mini-berço no meu quarto, por sugestão da pediatra e também porque nos sentíamos mais seguros assim, já que ele era prematuro, além de tudo.

Ele foi crescendo, o mini-berço diminuindo, ele aprendeu a pular o tal do berço e muitas vezes dormia na nossa cama. Aos seis meses, a pediatra já tinha dito que ele estava preparado para ir para o próprio quarto. Mas aquela comodidade, misturada com uma preguicinha de ensinar a criança a dormir sozinha, ter que perder noites de sono novamente, quando tudo já caminhava muito bem – obrigada, não era uma opção atraente.

O mini-berço então deixou de servir; pelos motivos acima tive a ideia de colocar o colchão do berço ao lado da minha cama. Assim, ele estaria no meu quarto, mas teria sua “própria cama”.

Lá se foram 3 anos e meio (😂). É, minha gente, maternidade é isso: pagar a língua no crédito e no débito!

Agora ele já tem uma cama de solteiro, com seu telhado e tendinha. Estava todo animado no início. Mas na hora do vamos ver, ficou desconfiado, assustado. Não queria dormir. Já são quatro noites que ele pega no sono na própria cama, no próprio quarto. Do jeito que eu imaginava: eu ali do ladinho dele, depois de contar uma história ou assistir um desenho juntos.

Ele ainda levanta de madrugada e vai correndo pra minha cama. Também pudera, tanto tempo fazendo isso, não é de se esperar que ele vá mudar de uma hora pra outra, né? A sensação é de ver o tempo voar, ver meu menino crescer, se tornar autônomo e independente. E, apesar da nostalgia de perder meu bebê, vem o orgulho da criança que ele está se tornando e do trabalho que fazemos como família. Com sono compartilhado ou não, o importante é ele saber que sempre vai ter um colo quentinho pra correr quando ele quiser.

A importância do lúdico em período de isolamento

Já é sabido da importância do brincar e que crianças aprendem através de brincadeiras e vivências. Também já foi comprovado cientificamente que brincar não faz bem apenas para as crianças, mas também para os adultos: alivia o estresse.

Hoje, nesse contexto que vivemos, em que pais e filhos passam cada vez mais tempo juntos em casa, pode ser desafiador conciliar trabalho e brincadeiras com os filhos.

Nesse momento, qualidade é melhor que quantidade. Mais vale tirar pequenos períodos do dia para dar atenção às crianças, com brincadeiras curtas, mas de verdadeira interação por parte dos pais, do que passar o dia apagando incêndios, tentando fazer a criança se distrair enquanto você tenta trabalhar. Estabelecendo isso como rotina, eles passam a entender que tem o tempo deles, mas também tem os momentos em que precisam brincar sozinhos.

Aqui em casa já retomamos as aulas presenciais. Otto passa meio período na escola. Chega em casa por volta de 14h30, toma banho, faz um lanche e então tem a tarde livre para brincar. Como já gastou bastante energia na escola, fica tranquilo, brinca bastante sozinho.

Geralmente procuro deixar esse tempo para estar com ele. Mas se preciso trabalhar no computador, por exemplo, sento perto dele e ele me vê enquanto brinca, percebo que isso o deixa mais calmo.

À noite, começamos com a rotina de leitura antes de dormir visando diminuir o tempo na frente da televisão, que acaba agitando muito as crianças. Ele se mostrou bem animado com a novidade. Após a leitura, luzes apagadas e hora de dormir. São momentos de conexão entre nós e de tranquilidade minutos antes de pegar no sono, o que o faz dormir melhor.

Além de toda importância para o aprendizado e desenvolvimento, o brincar também deixa memórias e cria laços. Ainda que não se esteja brincando junto, é importante interagir, mostrar interesse. No futuro, esses vínculos estarão fortalecidos e esse período deixará boas memórias de um tempo caótico lá fora, mas de amor e companheirismo aqui dentro.

Educação emocional – a nossa responsabilidade por um mundo melhor

A pandemia deixou claro que educação não é responsabilidade exclusiva do ambiente escolar.

Pudemos sentir na pele a dificuldade de ensinar, nos sensibilizar e valorizar ainda mais os profissionais que passam a maior parte do dia com filhos de lares e culturas diversas.

Eu, particularmente, achei essa parte uma ótima oportunidade de exercitar ou desenvolver a tão falada empatia.

Aplico treinamentos em ambientes escolares e sempre procuro despertar ou reascender nos professores a responsabilidade e privilégio de fazer parte diretamente da criação da nova sociedade.

Assim como eles, também somos responsáveis por esse novo mundo, afinal nossas crianças de hoje serão os adultos de amanhã.

A pergunta não deve ser mais aquela de que mundo você quer deixar para os seus filhos, mas sim: Que filhos você tem preparado para o mundo?

As duas últimas gerações não possuem preparo emocional suficiente para lidar com as necessidades desse novo momento. Claro, que passamos tempo desenvolvendo tantas outras competências consideradas mais importantes, mas inteligência emocional não foi uma delas.

Hoje, mais do que nunca é necessário o desenvolvimento da inteligência emocional. O despertar para a humanização, a nossa reintegração com a natureza e recursos ambientais e, a melhoria nas relações entre a sociedade nunca esteve tão em evidência.

Nós temos responsabilidade na geração dessa nova sociedade e o nosso papel quanto pais e cuidadores é ensinar, através do exemplo, nossos filhos a terem inteligência emocional e todas as habilidades que a compõe, não só para serem adultos bem-sucedidos em todas áreas, mas como adultos capazes de conduzir um novo modelo de sociedade.

Adultos melhores, criam crianças melhores.

Boa semana, responsabilidade, luz e sucesso.


Esse texto foi escrito por Flávia Gimenes, empreendedora, terapeuta, leader coach e advogada fundadora da Líder de Si Desenvolvimento e Evolução. Sigam no Instagram @lidersesi.de para acompanhar conteúdos enriquecedores sobre autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e liderança humanizada.

Você escuta seu filho com atenção?

Puxando o gancho da coluna da @liderdesi.de dessa semana (se você ainda não, corre lá pra conferir; você pode ler aqui) e de algumas leituras que tenho feito, fiquei pensando nisso.

Quantas vezes estamos de corpo presente com nossos filhos, mas com a cabeça longe, olhando o celular, pensando no trabalho, nas tarefas de casa por fazer ou em qualquer outro assunto que não seja… os filhos.

Para manter a conexão com as crianças (já falei sobre isso aqui e aqui) e estar emocionalmente presente, é preciso estar ali de fato. Olhar nos olhos, prestar atenção, escutar atentamente. Esses pequenos momentos que podem parecer sem importância, fazem muita diferença na formação dos nossos filhos. E a lembrança de pais emocionalmente ausentes pode marcar de maneira irreparável a vida adulta.

As crianças, assim como os adultos, gostam de sentir ouvidas e amadas. Por isso, faço esse convite a você hoje: olhe nos olhos do seu filho e escute com atenção o que ele tem a dizer. Todos vão sair ganhando.

Vamos refletir juntos e trocar ideias. Deixe aqui seu comentário!

A relação entre autoconhecimento e criação de filhos

O autoconhecimento tem sido um tema frequente na vida já há algum tempo. E, dia desses, parei para pensar e pude notar que se intensificou ainda mais depois do nascimento do Otto.

Eu sou aquela pessoa das teorias e dos livros. Gosto de me pautar em quem entende mais do que eu para tomar minhas decisões e poder medir o que funciona pra mim e o que não.

Depois que Otto nasceu eu tinha a preocupação de cuidar dele da melhor maneira e entender como funciona o universo dos bebês. Mas além disso, passei a ter uma preocupação de como cuidar de mim para poder ser uma boa mãe e cuidar bem dele.

E é aí que entra o autoconhecimento. Sabe aquela frase “para ver a mudança no mundo, seja você a mudança primeiro”? Ela se aplica perfeitamente para os filhos também. A gente precisa estar bem e refletir isso para poder cuidar bem.

A mudança vem de dentro pra fora. Reflete nas nossas atitudes e, consequentemente, no comportamento e atitude dos nossos filhos. E é incrível ver essa magia acontecendo. Estou só no início dessa caminhada, tenho muito a aprender ainda, mas já colho frutos.

Não sou perfeita, cometo falhas. Me sinto mal quando isso acontece. Mas consigo enxergar a situação sob outro ângulo e saber onde errei para poder melhorar depois. Isso é autoconhecimento também.

Apesar de muitas pessoas torcerem o nariz para esse assunto, ele é fundamental para todas as áreas da vida: no trabalho, nas relações interpessoais, na construção da sua marca pessoal – todos nós temos uma- e, claro, na criação dos filhos. Quanto antes as pessoas se derem conta disso, melhor será para elas e para o mundo. Quem também está nessa jornada?

Entendendo as birras

birras

Há alguns dias fiz um post sobre como sobreviver às birras (se você não leu, pode ler clicando aqui). Hoje volto ao assunto porque sei que é algo comum e que acontece com frequência em todas as famílias. Mas hoje vim explicar um pouco melhor sobre o que são para entendermos e lidarmos melhor com essa questão.

Emoções são a energia que controla o cérebro humano, segundo pesquisadores. Também são emoções as informações que tendem a nos ajudar a tomar decisões sobre o que precisamos fazer para ficarmos seguros e saudáveis. As birras são essas emoções que as crianças não sabem controlar nem como expressar. Representam alguma necessidade não atendida. Compreender o porquê das birras – e como lidar – ajuda a manter a calma e a postura durante uma explosão emocional.

Crianças têm os mesmos sentimentos que os adultos, mas não têm palavras nem habilidade para lidar com eles ou controlar seus impulsos. Cabe a nós, como pais, entendermos o que levou à birra, quais sentimentos se acumularam. Quando entendermos isso, além de sabermos que não é algo pessoal, ajuda a não entrarmos no caos.

Ceder pode ser a solução?

Ceder talvez resolva o problema na hora, mas traz efeitos negativos em longo prazo.

Quando cedemos nossos filhos aprendem que devem fazer o que for necessário para conseguir o que querem. “Sei como fazer para me darem o que quero”. Eles repetem comportamentos que “funcionam”.

Não fale, apenas aja

Muitas vezes, uma atitude séria, firme e gentil vale muito mais do que palavras.

Seu filho está aos gritos no shopping porque você não comprou o brinquedo que ele queria. Você pode pegá-lo no colo, de maneira calma, gentil e firme, e, em silêncio, leva-lo para algum lugar mais tranquilo.

Nomeie os sentimentos dele (fiz um post no insta ontem mesmo sobre isso, leia aqui). “Você ficou triste porque não compramos o brinquedo”.

Dê um tempo para ele se acalmar e reativar seu cérebro. Valide os sentimentos dele. Repetindo ações como essas, com o tempo ele deve aprender a lidar com as próprias emoções (lembre-se que as crianças não aprendem vendo apenas uma vez, elas aprendem por repetição, é preciso paciência).

Respiração como aliada para acalmar (você e seu filho)

Para lidar com as birras, o importante antes de tudo é se acalmar (sei que na prática não é tão simples).

Pesquisadores explicam que respirações calmas e focadas ajudam o cérebro a se reconectar, então a habilidade de pensar claramente e procurar soluções é restaurada.

Portanto, respire fundo e conte até dez. Acalme-se. Depois de se acalmar, ajude seu filho a se tranquilizar também. É muito importante que você o ajude, pois regulação emocional é uma habilidade que leva alguns anos para ser dominada.

Sei que na prática não é tão fácil. Mas quando saímos do piloto-automático e passamos a enxergar a situação por outro ângulo, tudo começa a fazer sentido e começa a mudar. Quando você muda sua atitude, seu filho vai mudar a dele também, passando a se comportar de maneira diferente. A mudança deve partir de você para que ele aprenda. Lembra que as crianças aprendem pelo exemplo? Mas também vai ser preciso um pouquinho paciência, já que não vai ser logo na primeira vez que ele vai entender. Mas no fim vai dar certo e vocês terão uma relação muito melhor, com mais entrosamento e conexão.

Gostou do post? Deixe seu comentário e compartilhe com outros pais que possam se beneficiar com esse conteúdo também!

Como sobreviver às birras?

Sei que não existe fórmula mágica e também não se cria filhos com dicas. Mas as birras são parte do dia a dia com crianças e é um assunto que toca os pais. Então reuni aqui algumas informações que podem ajudar a lidar com a dita cuja quando acontecer. Porque vai acontecer. Cedo ou tarde, em casa ou na rua. Então vamos juntas passar por ela.

Acalme-se

Primeiro de tudo, lembre-se que as crianças aprendem observando. Dê o exemplo. Você agirá de maneira mais assertiva quando estiver calma. Para e respire profundamente para conseguir lidar melhor com a situação.

Dê segurança

Leve seu filho a um local seguro (onde ele não se machuque) ou mais reservado (se estiver em público). Afaste-o de objetos que podem ser atirados ou machucar a criança. Tente não gritar nem dar sermão (neste momento, só será mais fogo na fogueira).

Não ceda

Quando você dá à criança o objeto desejado – o motivo da birra – você ensina que esta é uma boa ferramenta para conseguir o que quer. Fique firme e seja gentil até que a explosão se acalme.

Não leve para o lado pessoal

Mesmo que a birra aparente ser. Seu filho só não tem habilidade de controlar as emoções nem de se expressar de maneira eficiente.

E então, o que achou do conteúdo? Como eu disse, não existe fórmula mágica, mas se pararmos, observarmos a situação sob outra perspectiva, conseguimos lidar melhor com ela. Esse texto é baseado nos conceitos da disciplina positiva, que ensina a agir com firmeza e gentileza, sempre. Acredito que quando vamos por esse caminho, dá certo e nossa relação com as crianças flui muito melhor.

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Energia emocional e comunicação não verbal na criação dos filhos

energia emocional

Bebês e crianças pequenas aprendem sobre o mundo dos relacionamentos através dos sinais não verbais, expressões faciais e energia emocional.

Ouço essa questão da energia desde sempre e acreditava, mas não tinha tanta certeza se era assim mesmo que funcionava, sabe como é? Até que Otto nasceu e pude comprovar na prática.

“Quando a mãe se senta para amamentar se sentindo aborrecida, cansada ou irritada, o bebê choraminga, fica inquieto e não se acalma para mamar. Um bebê de poucas semanas de vida pode sentir a tensão no corpo da mãe, a rigidez muscular nos braços dela e ouvir as batidas do coração enquanto ele está próximo ao peito da mãe.” (do livro Disciplina Positiva)

Não é de se estranhar, afinal, o bebê saiu do ventre da mãe, existe, claro, uma ligação muito forte. Na UTI fazia canguru com Otto e ficava muito tempo com ele deitado no meu peito. Era tão gostoso. Hoje, às vezes, para pegar no sono, ele deita a cabeça no meu peito. Gosto de pensar que ele quer ouvir meu coração, como quando era recém-nascido.

Sabendo que as crianças estão tão sintonizadas com a nossa energia, é bacana que tentemos (apesar de nem sempre ser possível) nos acalmar e relaxar o máximo possível, e encontrar maneiras de construir uma conexão amorosa e de confiança com nossos filhos.

Um ambiente calmo é mais prazeroso e muito mais saudável para todos que ali convivem. Quando você desacelera, foca no momento presente e em perceber a energia dos membros da família, é capaz de perceber melhor o humor e as necessidades do seu filho.

Às vezes, uma birra aparentemente descabida ou uma agitação intensa pode ser reflexo da energia dos pais. Respire fundo e olhe com atenção ao seu redor para conseguir se conectar consigo mesma e com sua família. Como está a energia e comunicação não verbal na sua casa?

Em busca da minha melhor versão como mãe

 

“A qualidade no que você oferece é muitas vezes afetada por seu próprio humor e emoções humanas. O estresse, a exaustão ou a preocupação afetam a maneira como você interage com seu bebê ou sua criança – e, consequentemente, a maneira como ele percebe você e a si mesmo.”

(Trecho do livro Disciplina Positiva)

 

Sempre defendo a importância de mães e pais terem um tempo para si mesmos, tanto individualmente como enquanto casal. Relaxar e fazer coisas das quais gostamos, não nos torna menos mães ou menos pais. Pelo contrário, nos torna pessoas mais leves e preparadas para lidar com nossos filhos com mais tranquilidade.

Se conhecer e identificar as próprias emoções também é importante (inclusive nossa coluna escrita pela Flávia, da @liderdesi.de sobre autoconhecimento trata do tema semanalmente aqui no blog; basta clicar na tag “autoconhecimento” para ver todos os textos). Não podemos ensinar aos nossos filhos características que não temos em nós mesmos. É preciso resolver conflitos internos para que se possa mudar por completo a maneira de interação com seu filho.

Sempre ouvi que agitação, medo e nervosismo são passados para a criança. Uma mãe tranquila tem filhos mais tranquilos. E pude comprovar isso com Otto desde pequeno. Sempre fui muito calma na maneira de cuidar dele, inclusive ouvi isso de várias pessoas quando ele era bebê. Sempre andei com ele por todos os cantos sozinha com muita leveza e tranquilidade e ele sempre foi um bebê muito calmo.

Isso corrobora a teoria de que o que fazemos e a maneira como nos comportamos como pais ensinam muito mais do que as palavras. Os chamados “neurônios-espelho” fazem com que a criança “imite” ações e comportamentos que visualiza nos pais.

Isso é uma coisa que de certa forma me “preocupa” um pouco, já que penso que preciso ser minha melhor versão todos os dias para que meu filho cresça absorvendo um bom exemplo.

Também em busca dessa melhor versão, procuro me conhecer melhor, entender, avaliar comportamentos – especialmente como mãe – para que possa sempre fazer diferente e melhor. Sair do piloto-automático e viver as situações no momento presente. Estou apenas no começo dessa jornada, mas tenho certeza de que, apesar de um pouco dolorosa às vezes, ela vale muito a pena.

E por aí, você mãe tem cuidado do seu autoconhecimento?

Comunicação não-violenta para educar

A comunicação não-violenta é uma ferramenta que vem sendo muito explorada nos últimos anos por melhorar, significativamente, as relações.

E como uma das mais lindas e profundas conexões acontece no ambiente familiar, entre pais/cuidadores e filhos, como não utilizá-la para estreitar ainda mais os laços e facilitar o diálogo no dia a dia?

Ela se baseia em 4 princípios: observação, sentimento, necessidade e pedido.

Quando a criança chora ou faz birra, ela está expressando uma necessidade não atendida. Com a sequência que a CNV nos traz, é possível estarmos mais atentos a encontrar essa necessidade para atendê-la ou, caso não seja possível atender, propormos algo que possa amenizar/substituir aquela necessidade no momento.

Observe, sem julgar, o que está acontecendo, por exemplo: tirei algo que não podia mexer da mão da criança e ela chorou. Em seguida, identifique os sentimentos despertados nela e quais as necessidades que baseiam esses sentimentos (ela ficou nervosa, triste, irritada, chateada). Demonstre a ela que entendeu, acolhendo seus sentimentos e, depois disso, a depender da idade estimule na criança a fase do pedido, ensine-a a pedir e explicar aquela necessidade. Ainda no mesmo exemplo, ela pode estar com necessidade de atenção, de companhia, por isso está mexendo em coisas que, se não for a primeira vez que tomou bronca, já sabe que é proibido.

Elas são capazes de entender tudo o que lhes é ensinado, esse papo de que “a criança não entende” é balela. Ela pode não ter um conjunto de informações completo que lhe permite racionalizar todos os elementos de uma situação ou diálogo, mas já está fazendo registros cerebrais e sinápticos.

Fazer uso dessa técnica irá te ajudar a manter-se presente nas situações, prevenir problemas a longo prazo e intensificar as suas conexões. Mas, como qualquer outra, exige treino e constância. Mesmo que em algumas situações, você esqueça de aplicar, faça depois. Retome e analise a situação e como poderia ter agido se tivesse observado, identificado sentimentos e necessidades e estimulado o pedido.

Conte nos comentários se gostou da dica e se quer saber mais sobre Comunicação Não-Violenta aqui no blog.

Luz e Sucesso!!!


Esse texto foi escrito por Flávia Gimenes, empreendedora, terapeuta, leader coach e advogada fundadora da Líder de Si Desenvolvimento e Evolução. Sigam no Instagram @liderdesi.de para acompanhar conteúdos enriquecedores sobre autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e liderança humanizada.