Viver e conviver

Existem diferentes formas de família na vida. A família de origem, que são pai, mãe, irmãos; a família que é construída durante a caminhada: marido, filhos; a família que vem junto de maneira agregada (sogros, cunhados) e, por fim, mas não menos importante, a família que não possui laços sanguíneos, mas desempenha papel importante na vida de um indivíduo. Pessoas que cruzam o caminho e sabe-se que não por acaso.

A convivência e afinidade entre esses membros todos nem sempre tem muito entrosamento e sintonia. Criações, crenças, energias e valores diferentes convivendo. Pode ser muito rico, mas também pode se transformar em uma bomba.

Encontros se fazem necessários periodicamente e então começam a gritar as diferenças. Sabendo disso, ela não se sentia bem, preferia evitar algumas situações e até diálogos numa tentativa de não ir contra seus valores e por se sentir agindo com falsidade ou ainda por não querer receber vibrações negativas.

Então ela entendeu: não adiantava se revoltar e tentar mudar pessoas e evitar situações. Muito menos fechar a cara e gerar mal estar. Todos entram na vida para ensinar alguma coisa. Mesmo que seja fazer enxergar a própria sombra.

Seu papel era agir com empatia – por mais difícil que fosse – e vibrar na boa energia pela qual ela trabalha constantemente para viver bem e em harmonia. Essa é a única maneira eficaz de mudar alguém ou alguma situação. Já diz a frase que ela tanto gosta: “Quando a gente muda, o mundo inteiro muda.”

Na última reunião familiar não houve cara feia, nem mal estar. Mas diálogos cordiais, sem proximidade e aprofundamento. E então ela aprendeu que isso era ter maturidade, demonstrar respeito pelo próximo. E que ela pode viver sem precisar conviver.

Publicado por

Fabiola Mininel

Jornalista, mãe e apaixonada por moda

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