Levantar voo

Quando se é mãe, pressupõe-se conduzir uma criação pautada em permitir que a criança seja confiante e autônoma. Na prática muitas vezes não é assim.

No caso dela, que já havia superado a fase em que achava que deveria fazer tudo pelo filho – muito mais pelo medo do julgamento externo do que por convicção própria – foi assim mesmo, sempre incentivando a criança a criar as próprias asas com confiança.

Até dias atrás, quando chegou o comunicado da escola a respeito de um passeio. O primeiro da vida do menino de 4 anos. Um dia todo em uma fazendinha, aprendendo e vivenciando muitas coisas novas. Embora ele já esteja acostumado a ficar na escola, agora será diferente: ele vai entrar em um ônibus com os coleguinhas e a equipe da escola para começar a explorar esse novo mundo.

Na hora em que leu a mensagem, veio um misto de sentimentos: a alegria pelo primeiro passeio e todas as novas descobertas que vão vir com ele, mas também o aperto no coração por pensar no seu menininho tão pequeno indo passear “sozinho”.

Em nenhum momento cogitou não deixar. Esse é só o começo e faz parte de uma vida de voos a serem alçados. O importante é dar força e estabilidade para ele levantar voo (apesar de sua própria base estar bamba). Mas também saber que ele tem o porto seguro quando quiser aterrissar. É só o início de voos lindos e altos.

Publicado por

Fabiola Mininel

Jornalista, mãe e apaixonada por moda

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