Socializar é preciso (?)

Ela tinha uma personalidade que já foi classificada como bicho do mato, antissocial ou até “a que não se mistura”. Mas com o passar dos anos e um pouquinho de autoconhecimento, ela descobriu que só era um pouco introspectiva mesmo.

Não era do tipo que puxa assunto na fila do caixa ou sai contando a vida para o motorista do táxi. Para adentrar naquele universo particular tão confortável pra ela, era preciso tempo e simpatia. Aquela coisa de “bater o santo, sabe?”

Eis que ela se tornou mãe. E se viu tendo que sair dessa zona de conforto ao precisar socializar com outras mães. É a piscina do prédio, o playground, o parque, as mães da escola. Muitas vezes desejava internamente que não encontrasse ninguém, só para não ter que conversar.

Mas à medida que o filho cresce e sua vida social começa a se estabelecer, o relacionamento com as outras mães passa a se fazer necessário. As mães do prédio e as da escola começam a se tornar mais presentes. E ela começa a perceber que pode ser bom. São experiências trocadas e amizades entre mães e filhos que podem nascer.

E, se percebendo, se observando, e, aos poucos, se abrindo para o novo, saindo da zona de conforto do mundinho particular em que ela sempre gostou de viver, ela foi se permitindo aprender com essas relações e, assim, evoluir.

Afinal, já dizia Aristóteles: o homem é um ser social porque precisa dos outros membros da espécie. Seguindo essa teoria, mesmo que algumas pessoas prefiram ter algum isolamento, ninguém vive bem totalmente sozinho. Embora ela ainda goste muito de estar sozinha, é na presença de novas pessoas que ela se sente vista, ouvida e em constante aprendizado. Estar só é bom, mas socializar também pode ser.

Publicado por

Fabiola Mininel

Jornalista, mãe e apaixonada por moda

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