Sincretismo religioso

Criada por uma mãe muito católica, cresceu frequentando semanalmente as missas de domingo. Foi batizada – pois quem não é vira pagão, segundo a mãe – e fez primeira comunhão.

A mãe ouvia diariamente a missa do padre Marcelo no rádio. Era um ritual sagrado. Mas também flertava com umbanda e espiritismo.

Já adulta, após o falecimento da mãe, passou a se questionar sobre quais desses rituais religiosos fazia sentido para ela. Se não tinham se tornado apenas um hábito, não por convicção, mas por respeito às tradições seguidas por sua mãe.

Chegou à conclusão de que não se encaixa em uma doutrina específica, já que bebe de várias fontes: reza o Pai Nosso e a Ave-Maria todas as noites, acredita em Deus e também fortemente no poder da intuição, da energia; acende incenso diariamente, e, há quase três anos, passou a praticar a meditação, o que a deixa muito centrada e conectada com um poder maior.

Também tem um cantinho com a estátua do Buda e alguns cristais que possuem vibração energética fortíssima e ajudam a afastar as más energias. Uma junção de várias crenças formando sua própria religião.

O importante é a fé depositada em cada um desses pequenos rituais. Por falar nisso, ontem foi dia 1 do mês, dia de soprar canela na porta de casa para atrair prosperidade e fartura.

Publicado por

Fabiola Mininel

Jornalista, mãe e apaixonada por moda

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