Hey, brother!

Há uma semana começou o programa mais amado, odiado, polêmico e controverso da história da TV brasileira. O que o Big Brother tem que faz tanto sucesso há tantos anos? E por que tanta gente tem o sonho de entrar na casa mais vigiada do país?

Eu assistia muito as primeiras edições. Depois fui perdendo o interesse e não tinha muita paciência de assistir. Em 2020, uma edição histórica que bateu recordes de audiência e votação – e que coincidiu com o início da pandemia e isolamento social – não pude deixar de acompanhar.

Fato é que é um entretenimento, gera conexão, assunto nas rodinhas de conversa. E, em todos esses anos, refletiu comportamentos e valores da nossa sociedade e é visível as diversas mudanças ao longo do tempo. Láaa no comecinho, eram muitos corpos sarados à mostra, casais formados, pegação, atitudes machistas. Teve até triângulo amoroso – algo que não sei se seria visto com bons olhos atualmente.

Hoje, além de mesclar pessoas famosas com anônimos, são discutidas questões relevantes como gênero, representatividade, preconceitos, valores. Os corpos bombados e a pegação ficaram em último plano.

Para quem entra, além de estar de olho no prêmio gordo de R$ 1,5 milhão, há a busca por desafio, superação, autoconhecimento, conexão, fama, reconhecimento.

Para quem está aqui fora assistindo, é uma grande oportunidade de observar o outro, conhecer histórias de vida – que são da mais variadas possíveis – e aprender com elas, assistir a competitividade e o que as pessoas são capazes de fazer para atingir um objetivo.

Tudo depende do olhar que é dispensado. Para alguns pode ser classificado como baixaria, entretenimento medíocre. Para outros, entretenimento apenas. Por enquanto, simpatizei com essa edição e sigo com olhar curioso acompanhando.

Publicado por

Fabiola Mininel

Jornalista, mãe e apaixonada por moda

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