A esteira ergométrica

Nunca fui a pessoa de praticar esportes, movimentar o corpo, fazer ginástica. Na escola sempre dava desculpas pra furar a aula de educação física.

Já na adolescência, ensaiei uma temporada rápida de musculação e foi assim também na fase adulta: fazia matrícula na academia, ficava um tempo, depois parava.

Ano retrasado descobri a yoga e me encontrei. Com a ajuda de um canal no YouTube passei a praticar sozinha em casa e, quase dois anos depois, além de adorar, posso ver pequenos progressos que venho conquistando.

Depois foi a vez da corrida. Comecei e me encantei. Mas, depois de uns seis meses treinando e sem conseguir passar muito dos 3km, me senti desmotivada e parei (mas ando com o mosquitinho me picando para voltar).

Fato é que eu sinto que meu corpo quer e precisa de cuidados e movimento. Achei que essa necessidade estava bem preenchida com a yoga, mas não. Na última consulta com minha médica ela foi direta: tem que fazer musculação; o tempo é cruel e não falha. Para fortalecer, só mesmo com musculação.

Eis que semana passada precisei fazer um teste ergométrico (depois dos 30, a gente começa a ampliar o cardápio de exames que precisa fazer). Estava me achando a atleta.

O médico: você não pratica atividade física, né? Só yoga. Atividade física não, né? (🤷🏼‍♀️😂). Não. Praticava corrida, mas parei (tentei aliviar para o meu lado).

Subi na esteira e comecei a caminhar. Ao lado havia uma escala para avaliar o nível de cansaço. Em poucos minutos, quando o médico me perguntou, eu já me sentia “muito cansada” de acordo com a escala. Ele então me pediu pra dar uma corridinha. Tiro de letra, pensei. Num piscar de olhos meu coração já tinha acelerado e eu havia atingido o nível máximo de cansaço. Ok, pode andar, ele avisou.

O exame acabou em torno de dez minutos. Pareciam eternos. O médico explicou que o uso de máscara não ajuda mesmo. Acatei a desculpa para não me sentir tão mal. Mas saí de lá decidida a mudar esse condicionamento físico sedentário. A musculação – por recomendação médica, e a corrida – por gosto pessoal mesmo, definitivamente devem fazer parte da minha vida em 2022 e além.

Publicado por

Fabiola Mininel

Jornalista, mãe e apaixonada por moda

Deixe uma resposta