Bom, ruim ou depende

O exercício de domínio pessoal de hoje refere-se a lente pela qual você enxerga o mundo.

Se olharmos para trás, com certeza existirão situações pelas quais passamos que rotulamos como desastres na época e que hoje, após superadas, reconhecemos como bençãos. Afinal de contas, graças a elas chegamos até aqui, com a maturidade de agora.

Pense em algo pelo qual você esteja lutando agora, você pode escolher enxergar como uma coisa ruim ou como uma coisa boa.

Existe um conto sufi que expressa bem essa ideia:

“Numa antiga aldeia vivia um velho camponês. Ele possuía o cavalo mais bonito do lugar. Todos os vizinhos o consideravam o homem mais feliz do povoado por ter um animal como aquele. Certo dia, ao amanhecer, o camponês foi alimentar o cavalo e descobre que esse havia fugido. Ao invés de cair em consternação, o bom homem suspirou por um instante e então seguiu em suas tarefas diárias.

Tão logo souberam da fuga, os moradores foram à casa do camponês para consolá-lo. O encontraram cuidando da horta. “Meu bom amigo, você deve estar muito triste”, comentou um deles, “perder um cavalo como aquele… que lástima!”. Ao que o camponês apenas respondeu: “coisa boa, coisa ruim… quem sabe?”. Todos ficaram se entreolhando, sem entender ao certo o que significavam aquelas palavras. E o camponês seguiu a capinar.

No dia seguinte, inesperadamente, eis que o cavalo está de volta. E não só isso: trazendo uma égua selvagem com ele. Do outro lado da cerca um vizinho presencia a cena, e a notícia se espalha pelo lugarejo. Era um milagre: o cavalo não só havia voltado, mas tinha trazido consigo uma égua jovem e muito bonita.

Novamente a casa do camponês se encontra repleta de gente. “Você tem muita sorte meu amigo, o cavalo voltar desse jeito! E ainda trazer uma égua! Que felicidade em dobro!”. Ao que o camponês, sem pestanejar, responde calmamente: “coisa boa, coisa ruim… quem sabe?”. Novamente aquelas palavras enigmáticas não encontraram quem as compreendesse.

Ao entardecer daquele mesmo dia, o filho do camponês resolve domar a égua selvagem, mas leva um tombo e quebra uma perna. Nova romaria à casa do camponês. “Meu Deus, que azar”, diz uma mulher. “Sim, se o cavalo não tivesse voltado isso não teria acontecido”, retruca outro. Só para ouvirem o camponês repetir o de sempre: “coisa boa,
coisa ruim… quem sabe?”.

Passaram-se alguns dias. Eis que a região onde ficava a aldeia declara guerra a um reino vizinho. Oficiais do exército visitam o povoado para recrutar soldados. O filho do camponês, enfermo, não foi alistado. Novamente os moradores ecoam em uníssono: “mas que felicidade! Se o filho não tivesse quebrado a perna, ele teria ido morrer na guerra! O
bom Deus gosta mesmo de nosso amigo!”

O camponês, sereno, ouvindo aquilo tudo, apenas responde: “coisa boa, coisa ruim… quem sabe?”. Os vizinhos, ainda sem nada entender, tomam seu rumo. E tudo segue como sempre fora.”

A verdade é que tudo o que acontece na nossa vida, imediatamente rotulamos como bom ou ruim, quando na verdade deveríamos praticar a lei da aceitação de que tudo o que acontece, tem uma razão e traz um benefício, pode ser em resultado ou aprendizado.

O domínio pessoal tem muito a ver com fluir e soltar. Contraditório no primeiro momento falar de domínio e fluidez, mas a verdade é que para despertar a liderança pessoal é preciso que você tenha controle dessas pequenas práticas que abordamos durante esse mês (se ainda não leu, leia os posts anteriores, basta digitar “autoconhecimento” no campo de busca do blog). 

Escreva no seu diário de jornada sobre algumas experiências que você rotulou como ruins na época em que aconteceram e as consequências positivas que elas trouxeram para a sua vida. Não faça esse exercício ao contrário, não pense em como poderia ter sido ruim, a ideia central é a aceitação e percepção de que tudo depende do ponto de vista.

Espero que esse texto tenha despertado bons insights em você.

Luz e sucesso!


Esse texto foi escrito por Flávia Gimenes, empreendedora, terapeuta, leader coach e advogada fundadora da Líder de Si Desenvolvimento e Evolução. Sigam no Instagram @liderdesi.de para acompanhar conteúdos enriquecedores sobre autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e liderança humanizada.

Moda: o moletom veio para ficar – veja como usar

Moletom @slowstyle

Se tem uma peça que deixou a gente apaixonada nessa quarentena foi o moletom. E tudo indica que ele vai sair de casa – quando pudermos circular mais livremente por aí – para o famigerado look do dia (na rua também).

E não estou falando dos conjuntos (eles também estão fazendo sucesso e já falamos sobre eles aqui), mas sim de calça e blusa coordenadas com outras peças editando looks incríveis, inclusive mais chiquezinhos, não só os casuais.

Trouxe aqui algumas opções para mostrar como isso é possível e nos inspirar na edição dos nossos looks!

Nessa seleção estão formas de incorporar o moletom combinando com diferentes peças, como calças e saias, passando pelo casual e até um pouco mais formal. Agora abaixo, as imagens da influencer Helena Lunardelli, que usou uma blusa de moletom e editou looks completamente diferentes, também entre formais e casuais.

Demais, né? O bacana de ter diferentes inspirações é poder expandir a mente e nosso olhar para fazer combinações antes talvez improváveis. E também poder adaptar as peças do nosso armário deixando-o mais amplo e versátil.

Gostou do post? Qual foi o look favorito? Deixa aqui nos comentários, vou adorar saber!

Fotos: Instagram e Pinterest

Viagem com criança durante a pandemia: Novotel Itu

Mostrei no Instagram esse fim de semana (se você ainda não segue, vai lá @amaprematura) nossa primeira viagem para um hotel no interior de SP durante a pandemia após a reabertura com os novos protocolos de segurança.

Estamos passando por um momento muito delicado na nossa história. Tudo novo e desconhecido, natural ter medo. Por ser tudo novidade, há também os comportamentos aos quais estamos nos habituando aos poucos e que devem permanecer por um bom tempo ainda.

A vida está retomando aos poucos, e, com todo cuidado exigido, vamos voltando a fazer coisas que fazíamos antes, mas agora de outra maneira. Cada um no seu tempo. Achamos que seria um bom momento para curtir um fim de semana no interior de São Paulo e aproveitamos o aniversário do Reuber para dar uma fugidinha em forma de comemoração.

Escolhemos o fim de semana mais frio do ano (rs), mas ainda assim foi super gostoso e deu para aproveitar. Quero falar um pouco sobre como tem sido com os protocolos de higiene e segurança e também minhas impressões sobre o hotel.

O que tem de diferente
Geral

Serviços de valet suspenso

Na entrada, todos os hóspedes devem higienizar as mãos com álcool disponível no lobby

Não é permitida circulação sem máscaras dentro do hotel

O hotel está trabalhando com capacidade reduzida e apenas uma das alas de quartos está funcionando

Nos elevadores, apenas uma pessoa por vez ou pessoas da mesma família juntas

Kids club e sauna estão fechados temporariamente

Há totens de álcool em gel espalhados em diferentes pontos do hotel e próximo dos elevadores em cada andar

Check-in e Check-out

Checagem de temperatura de todos os hóspedes

Solicitam que o hóspede assine a ficha de registro e retire a chave do quarto devidamente higienizada (mas no meu caso pediram os documentos novamente, mesmo eu já tendo enviando antes por e-mail para solicitar a reserva)

Preenchimento de questionário com perguntas de saúde

No check-out apenas devolvemos as chaves e conferimos despesas extras; o pagamento já é previamente autorizado para não precisar fazer no balcão

Limpeza dos quartos

A limpeza é feita com produtos industriais indicados pela Anvisa e álcool 70%

Para limitar entrada constante de funcionários nos quartos, a limpeza agora é feita a cada três dias

Para estadias aos finais de semana, não há limpeza, no final do corredor há um ponto para descarte de lixo e toalhas; basta solicitar algo que precise e eles trazem

Os cobertores estão higienizados e lacrados

Restaurante

O buffet foi cercado com um limitador e um funcionário fica na entrada com o álcool em gel para que cada hóspede higienize as mãos

Minhas impressões

Senti falta de poder levar o Otto na piscina porque tem um parque aquático muito fofo com água quentinha. Ele viu de longe e ficou doido para entrar, mas estava bem frio, não tinha como.

Além das piscinas, tem uma sala de jogos e um parquinho ao ar livre onde ele se esbaldou de brincar. Tem um kids club, mas está fechado por conta da pandemia. Há também programação com os recreadores durante o dia todo, mas como Otto ainda não tem idade para participar da recreação, não ficamos muito ligados nisso, ele ficou brincando com a gente mesmo. Mas participou de uma brincadeira de pega-pega (mostrei nos stories, tem um destaque salvo) e assistiu ao teatro circense.

A comida achamos gostosa, mas nada espetacular. Ficamos sabendo depois que teve um “cozinhando com o chef” com harmonização de vinhos, mas perdemos L. Sábado teve feijoada com música ao vivo, super agradável. Havia um funcionário fazendo drinks de caipibreja de limão siciliano (não conhecia), uma mistura de caipirinha com cerveja. Fica gostoso e não muito doce. À noite teve comida japonesa. Domingo no almoço foi churrasco, montaram uma estrutura no terraço, próximo ao restaurante e as carnes estavam bem gostosas.

O hotel é bem novo, todo moderno, quarto bem limpo e com decoração bacana. Eu, particularmente, observo muito isso. Não gosto de hotéis muito antigos.

O que você precisa saber:

Distância de SP: pouco mais de 80km, deu 1 h10 da minha casa

O hotel é superacessível para usar carrinho de bebê. Todo plano e cheio de rampas.

Tem uma copa baby, mas acabamos nem usando porque pedíamos para lavar as mamadeiras no restaurante ou no quarto mesmo.

Quando fiz a reserva me perguntaram se eu queria berço ou cama auxiliar. Solicitei uma cama e quando chegamos lá tinha berço, mas no fim o Otto ficou bem no bercinho mesmo.

Também disponibilizaram (sem eu pedir) uma banheira, apesar de Otto não usar mais, mas achei atencioso.

O estacionamento é de uma empresa terceirizada, portanto, pago à parte. Foi 25 por dia, está com desconto, o preço normal é 35.

O ponto forte pra mim foi a distância. Não queria perder muito tempo de estrada. Achei demais também o parque aquático (apesar de não ter usado). Acho que voltaria só para o Otto poder brincar lá.

Ah, o hotel é pet friendly, mas não sei informações porque o Apollo não foi dessa vez

Serviço

Novotel Itu

Site: http://novotelitu.com.br/

Telefone: (11) 2118-1400 

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Fluxo da vida: dar e receber

A essência da humanidade é a doação, compaixão e caridade. Não é à toa que uma das necessidades básicas do ser humano é a contribuição social.

Todos nós nos sentimos bem quando fazemos algo de bom para alguém, naturalmente. A sensação interna é instantânea.

Mas, mesmo assim, desenvolvemos uma forma de viver centrada no “EU” e essa é uma das razões pelas quais a humanidade se encontra meio (ou totalmente) perdida hoje. Procuramos sempre avaliar como será o impacto de tudo em nós primeiro. Se o seu marido é promovido no trabalho você tende a pensar em como isso afetará você e a sua relação. Se seu filho vai mal na escola ou está num período difícil de desenvolvimento, você tende a pensar o que as pessoas dirão sobre você, como mãe.

O exercício da semana é a autopercepção de quantas vezes aparecem EU, MIM e MEU na sua conversa mental. Frases como: eu não deveria ou deveria ter dito, feito ou sentido; o que vão pensar de mim; eu sou besta por pensar ou sentir isso; por que minha vida ou eu não sou assim como essa pessoa; quão maravilhoso eu sou por isso, tenho que ser reconhecido.

O estresse da nossa vida nasce da ideia de que o mundo não entende o que EU preciso ou quero e não presta atenção em MIM. 

Pare e reflita alguns minutos sobre isso, pense em como tudo o que fazemos tende para o EU/MIM. Reconheça e aceite.

A prática sugerida hoje é que você se desafie a viver centrado no outro, nas necessidades externas. Procure oportunidades de exercitar, ceda o lugar na fila, no transporte, dê passagem a alguém, pegue água para o seu vizinho de mesa no trabalho, segure a porta do elevador para alguém. São atos aleatórios de gentileza que significam autotranscendência e o impacto pode ser surpreendente, mudando toda a energia ao seu redor e retornando a você de maneira multiplicada.

Não é uma prática fácil, então eu sugiro que você encontre um momento do dia para se dedicar a ela. Escolha alguns momentos do dia para fazer coisas em benefício exclusivo do outro. A ideia é pensar em como você pode ser útil para as pessoas que você ama, para quem você não conhece ou para a sociedade em geral.

Espalhe gentileza e luz e seja grato pela oportunidade de ajudar. Transforme o dia de alguém.

Escreva os insights e as mudanças que notar após iniciar a prática desse exercício, tenho certeza que valerá a pena.

Luz e sucesso.


Esse texto foi escrito por Flávia Gimenes, empreendedora, terapeuta, leader coach e advogada fundadora da Líder de Si Desenvolvimento e Evolução. Sigam no Instagram @liderdesi.de para acompanhar conteúdos enriquecedores sobre autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e liderança humanizada.

Moda: Puffer jackets

Sabe aquela jaqueta fofinha e volumosa que esquenta sem ser pesada? É a chamada puffer jackets ou doudone. Veio como tendência para o nosso inverno, mas quase não vimos muitas delas, né?

Dois motivos: o primeiro é que quase não estamos saindo e o segundo é que nosso inverno não veio tão rigoroso. Mas como gosto de ficar por dentro do que está rolando no mundo da moda, trouxe o assunto e as inspirações.

Esse é aquele tipo de peça que independente de estar na moda ou não, é atemporal no closet, a gente consegue usar sempre. Então vamos a ela!

O que acharam? Curtem esse modelo? Ela sai dos looks esportivos e edita muito bem as produções mais arrumadas. Deixa aqui seu comentário me dizendo o que achou!

DIY: repaginada no escritório

Dizem que mudar os ares ajuda a ativar a criatividade. Meu escritório em casa estava sem graça, meio bagunçado, já estava me incomodando há algum tempo. No início do ano resolvi repaginar. Busquei as referências e coloquei a mão não massa – ou melhor, colocamos – @reuberlopes super me ajudou!

Primeiro passo foi escolher o papel de parede para dar outro ar ao ambiente. Escolhi esse modelo branco e rosa bem delicado. Escolhi os quadros que coordenassem com as cores.

Aplicamos o papel e aí veio a pandemia. Ficou tudo pela metade. Então há pouco mais de um mês retomei esse projeto e escolhi a mesa e o armário que eu queria pela internet.

Tudo montado, aproveitei para dar aquela geral, organizar papelada, jogar no lixo o que não é mais necessário e deixar apenas o essencial.

Ficou simples, mas bem clean e com espaço para trabalhar tranquila. É aqui nesse cantinho que eu crio boa parte dos conteúdos que vocês veem aqui no blog! Muito feliz com meu novo home office! Curtiram?

Deixe seu comentário dizendo o que achou!

Aprenda a apreciar e seja grata

Todos nós somos abençoados de alguma maneira, mas talvez nem percebemos.

Culturalmente fomos ensinados a resolver problemas e não a agradecer pelos bons resultados. Exemplo disso é a procura das pessoas pela religião quando algo vai mal e a tendência de esquecer de agradecer quando tudo vai bem.

É como se tudo que está dando certo fosse natural e fosse preciso focar apenas no que ainda não está da maneira como gostaríamos, ou seja, focar no que está faltando.

Fato é que tudo o que você foca, expande. Logo, se você vive sempre focado no que está faltando é mais disso que você verá todos os dias e sentirá mais e mais sensações de escassez e falta. Isso afeta seu estado de espírito e como você se relaciona com você, com os outros e com o mundo.

O exercício de hoje é simplesmente para te despertar para tudo de positivo que existe na sua vida e elevar sua energia. Te preparar melhor para suprir as eventuais faltas que você tenha e ouso dizer que até eliminar algumas que você só acha que tem porque ainda não praticou a apreciação e a gratidão de maneira genuína.

Uma vez por semana, antes de dormir (tem que ser a última coisa que você fará antes de fechar os olhos), dê o seu melhor nesse exercício. Permita que um profundo sentimento de apreciação e gratidão tome conta de você, escreva ou se concentre em coisas pelas quais você se sente grata, desde as mais simples como saúde, família, casa, até o contrato fechado do dia, o resultado do exame, a ligação da amiga, a palavra nova do filho. Enfim, analise seu dia e vá sentindo gratidão pelos detalhes dele.

Sinta de maneira profunda e sincera a ponto de sorrir enquanto pensa e escreve.

Lembre-se que tudo o que você agradecer e apreciar multiplicará na sua vida, então capriche!!

Depois de uns dias praticando esse exercício, perceba e anote no seu diário:

  • se você tem dormido melhor;
  • se você tem acordado mais disposta e otimista;
  • se a qualidade dos seus pensamentos e interações mudaram;
  • se tem se sentido mais pacífica e paciente;

Compartilhe nos comentários também sobre as suas conquistas através desse exercício, nós vamos adorar saber.

Luz e sucesso!


Esse texto foi escrito por Flávia Gimenes, empreendedora, terapeuta, leader coach e advogada fundadora da Líder de Si Desenvolvimento e Evolução. Sigam no Instagram @lidersesi.de para acompanhar conteúdos enriquecedores sobre autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e liderança humanizada.

Moda: a versatilidade dos tricôs

Tem peça mais gostosa do que tricô, que parece abraçar a gente de tão confortável e aconchegante?

Eles têm sido ótimos companheiros nesse nosso inverno meio tímido (pelo menos aqui em São Paulo) em que as temperaturas não são tão baixas, mas sempre dá aquela esfriada no fim do dia.

Sem falar que são versáteis: dá para usar com jeans, saia, short, moletom… e tem também a variedade de cores, dá para levantar o look com tons alegres.

Vamos ver as inspirações que eu trouxe:

Imagens: Instagram

Dá para usar e abusar, não só no inverno porque é uma peça daquelas meia-estação. Super quebram o galho quando bate um ventinho.

Gostou? Deixe aqui seu comentário!

Entendendo as birras

birras

Há alguns dias fiz um post sobre como sobreviver às birras (se você não leu, pode ler clicando aqui). Hoje volto ao assunto porque sei que é algo comum e que acontece com frequência em todas as famílias. Mas hoje vim explicar um pouco melhor sobre o que são para entendermos e lidarmos melhor com essa questão.

Emoções são a energia que controla o cérebro humano, segundo pesquisadores. Também são emoções as informações que tendem a nos ajudar a tomar decisões sobre o que precisamos fazer para ficarmos seguros e saudáveis. As birras são essas emoções que as crianças não sabem controlar nem como expressar. Representam alguma necessidade não atendida. Compreender o porquê das birras – e como lidar – ajuda a manter a calma e a postura durante uma explosão emocional.

Crianças têm os mesmos sentimentos que os adultos, mas não têm palavras nem habilidade para lidar com eles ou controlar seus impulsos. Cabe a nós, como pais, entendermos o que levou à birra, quais sentimentos se acumularam. Quando entendermos isso, além de sabermos que não é algo pessoal, ajuda a não entrarmos no caos.

Ceder pode ser a solução?

Ceder talvez resolva o problema na hora, mas traz efeitos negativos em longo prazo.

Quando cedemos nossos filhos aprendem que devem fazer o que for necessário para conseguir o que querem. “Sei como fazer para me darem o que quero”. Eles repetem comportamentos que “funcionam”.

Não fale, apenas aja

Muitas vezes, uma atitude séria, firme e gentil vale muito mais do que palavras.

Seu filho está aos gritos no shopping porque você não comprou o brinquedo que ele queria. Você pode pegá-lo no colo, de maneira calma, gentil e firme, e, em silêncio, leva-lo para algum lugar mais tranquilo.

Nomeie os sentimentos dele (fiz um post no insta ontem mesmo sobre isso, leia aqui). “Você ficou triste porque não compramos o brinquedo”.

Dê um tempo para ele se acalmar e reativar seu cérebro. Valide os sentimentos dele. Repetindo ações como essas, com o tempo ele deve aprender a lidar com as próprias emoções (lembre-se que as crianças não aprendem vendo apenas uma vez, elas aprendem por repetição, é preciso paciência).

Respiração como aliada para acalmar (você e seu filho)

Para lidar com as birras, o importante antes de tudo é se acalmar (sei que na prática não é tão simples).

Pesquisadores explicam que respirações calmas e focadas ajudam o cérebro a se reconectar, então a habilidade de pensar claramente e procurar soluções é restaurada.

Portanto, respire fundo e conte até dez. Acalme-se. Depois de se acalmar, ajude seu filho a se tranquilizar também. É muito importante que você o ajude, pois regulação emocional é uma habilidade que leva alguns anos para ser dominada.

Sei que na prática não é tão fácil. Mas quando saímos do piloto-automático e passamos a enxergar a situação por outro ângulo, tudo começa a fazer sentido e começa a mudar. Quando você muda sua atitude, seu filho vai mudar a dele também, passando a se comportar de maneira diferente. A mudança deve partir de você para que ele aprenda. Lembra que as crianças aprendem pelo exemplo? Mas também vai ser preciso um pouquinho paciência, já que não vai ser logo na primeira vez que ele vai entender. Mas no fim vai dar certo e vocês terão uma relação muito melhor, com mais entrosamento e conexão.

Gostou do post? Deixe seu comentário e compartilhe com outros pais que possam se beneficiar com esse conteúdo também!

Pratique a atenção plena

Continuamos a nossa série de exercícios de domínio pessoal. Na semana passada começamos a praticar a observação dos pensamentos e entender mais sobre como eles afetam nossas atitudes e energia.

Hoje nós vamos desacelerar e fazer nossas atividades com mais atenção e cuidado. Principalmente aquelas que já estão automatizadas no nosso sistema.

Qual foi a última vez que você sentiu o gosto refrescante da sua pasta de dente? Ou então, sentiu o gosto daquele chocolate que você ama e sempre come?

Estou falando de sentir de verdade, como da primeira vez que você fez!

O desafio dessa semana é fazer todas as suas tarefas sem pressa e isso não significa fazer devagar, mas sim fazer atentamente, prestando atenção nos detalhes, em como você faz e quais as sensações que tem enquanto faz.

Sua conversa mental irá interromper a sua atenção várias vezes durante a prática, valide o pensamento e deixe-o ir. Assim que perceber que está acontecendo, volte a sua atenção imediatamente a sua tarefa e ao seu momento presente.

Respire devagar e profundamente quando sentir dificuldade em manter a atenção, isso irá te ajudar muito. É o que chamamos de meditação ativa.

Pratique também ao conversar com alguém. Preste atenção plena no que a pessoa está dizendo, como está dizendo, no rosto dela, no jeito dela enquanto fala. Saia do contexto e não deixe a sua mente preparar respostas, somente ouça com atenção o que o outro te entrega. Se estiver falando ao telefone, não faça outras tarefas simultaneamente, se possível feche os olhos e concentre-se na voz da pessoa.

Se o seu crítico interno estiver lhe dizendo que você não tem tempo ou que não pode agir assim porque sobra tarefa e falta tempo no seu dia para fazer tudo, saiba que você precisa mais do que imagina desse exercício.

Anote no seu diário de jornada como se sentiu ao praticar a atenção plena, se você se sentiu mais produtiva e quais as atividades que você nem se lembrava mais como era fazê-las de tão automatizado que estava no seu sistema.

Não esqueça de comentar aqui porque a sua experiência pode inspirar e ajudar outras pessoas.

Luz e sucesso!


Esse texto foi escrito por Flávia Gimenes, empreendedora, terapeuta, leader coach e advogada fundadora da Líder de Si Desenvolvimento e Evolução. Sigam no Instagram @lidersesi.de para acompanhar conteúdos enriquecedores sobre autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e liderança humanizada.

Mudança de comportamento: pandemia e o enxoval no Brasil

A chegada da maternidade é um momento muito feliz que envolve sonhos, vontade de ter tudo perfeitinho, do jeito que a mãe idealiza. Mexe com os sentimentos das gestantes.

Todo mundo sabe que as grávidas brasileiras sempre aproveitaram para viajar aos Estados Unidos e conferir a variedade de ofertas de roupas e outros produtos indispensáveis para o enxoval pelo menos nos primeiros anos do bebê. Além da grande oferta de produtos e de bons preços, há também a promessa de itens que não existem aqui no Brasil.

Eu mesma fiz enxoval fora e priorizei os produtos “diferentes” ou que não são fabricados aqui no Brasil. Mas, esse ano, com a chegada da pandemia, essa nova realidade obrigou muitas grávidas a mudarem seus planos e, impossibilitadas de viajar – até sabe Deus quando – elas estão tendo que se virar por aqui mesmo.

Além de não poder viajar, o dólar está nas alturas e aí vem a pergunta: vale a pena mesmo? Acredito que tudo varia do estilo de vida dos pais, orçamento, necessidades. Muitos casais aproveitam a viagem de férias ou usam como oportunidade de uma baby moon e unem o útil ao agradável.

Existe ainda a possibilidade de comprar através dos serviços de personal shopper de lá que redirecionam as compras aqui para o Brasil, mas ouvi dizer que com a alta do dólar + os impostos e taxas de importação não vale a pena.

Tenho acompanhado perfis de personal shopper nos Estados Unidos que atuam aqui também, além de influenciadoras grávidas, em fase de compras do enxoval, que afirmam que hoje o Brasil não fica atrás dos Estados Unidos em nada. Existem boas marcas, especialmente de roupas, com boa qualidade, preço honesto e bem aqui, no shopping mais próximo.

Acredito que ainda assim, muitas gestantes devem estar sentindo falta de poder viajar para fazer suas comprinhas enquanto esperam a chegada do bebê. Não que isso seja de grande importância num momento como o atual, mas como eu disse, maternidade envolve sonho. Enquanto tudo não se normaliza, vamos sonhar e esperar que tudo passe o quanto antes.

Enquanto isso, conta aqui pra mim, você está em fase de enxoval? Como tem sido?

O que você está pensando?

Conforme o post da semana passada sobre o poder do autoconhecimento (clique aqui para ler), hoje começa uma série de exercícios de domínio pessoal e eu sugiro que você tenha um diário de jornada para anotar seus aprendizados, resultados, sentimentos e insights de cada exercício.

Você já deve ter ouvido em algum lugar que você não é o que pensa. Ou então, que se você pensa que pode, está certa. E se pensa que não pode, também.

A verdade é que a nossa mente é um sistema maravilhoso quando sabemos manusear. O primeiro passo é tornar-se consciente do que a sua mente diz, ou seja, de quais conversas estão rolando.

Comece pelo seu primeiro pensamento da manhã, perceba e anote o que vem na sua cabeça assim que você acorda. Vá anotando os pensamentos que identifica e classifique quais deles te elevam e quais te atrasam, abalam ou desanimam. Perceba se seus pensamentos te colocam numa posição de entusiasmo e otimismo, ou se te levam para um lugar de medo e insegurança.

Anote também quanto tempo você permanece nesses posicionamentos, quanta energia você gasta nesses pensamentos.

Dificilmente a sua conversa mental é neutra, então analise com carinho e perceba com sinceridade os caminhos. Para ajudar, você pode colocar um alarme no seu celular para tocar a cada meia hora e te chamar para essa atividade de autopercepção. Confie, será divertido e enriquecedor. Persista, porque a prática vai torná-la uma pessoa melhor.

No final do dia, leia suas anotações, reflita sobre o exercício e escreva sobre:

✓ A frequência com que se pegou pensando coisas negativas sobre você (autocrítica) ou sobre o seu futuro;

✓ A frequência com que você julga e critica outras pessoas, desde a maneira que se vestem até características físicas e comportamentos;

✓ A frequência com que você se compara com os outros, se sentindo melhor ou pior;

✓ Quanto tempo você gasta culpando os outros pelas situações que acontecem no seu dia e pelos seus sentimentos.

Capriche na entrega desse exercício e aproveite os benefícios. Quem fizer comenta aqui para que possamos trocar e nos ajudar.

Luz e Sucesso.


Esse texto foi escrito por Flávia Gimenes, empreendedora, terapeuta, leader coach e advogada fundadora da Líder de Si Desenvolvimento e Evolução. Sigam no Instagram @liderdesi.de para acompanhar conteúdos enriquecedores sobre autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e liderança humanizada.