Escrever um livro

A primeira vez que pensei em escrever um livro foi há mais de dez anos quando assisti Sex and the City pela primeira vez.

Ver Carrie, a protagonista, ali sentada na escrivaninha na frente da janela do charmoso apartamento em Nova York, ou ainda em cafés da cidade; todo o processo de pesquisa que ela fazia e como traduzia tudo que vivia em texto, foram inspiradores pra mim. Sem contar, claro, todo o glamour envolvido numa série como essa.

Pensei até em cursar Letras para colocar esse plano em prática, mas depois mudei de ideia. E uma vez quase me inscrevi em um projeto da Folha para desenvolver um livro em conjunto. Não lembro muito bem, mas havia alguns temas que os candidatos escolhiam, faziam a pesquisa, e, posteriormente publicariam com o apoio do jornal – algo assim. Mas também, não me achei capaz e deixei a ideia de lado.

Eis que essa ideia vem passeando pela minha mente de novo. Antes, sempre que eu pensava nisso, dizia: ah, mas vou falar o que? Não tenho assunto. Então, juntando os registros da minha bagagem interna, me lembrei que o primeiro livro da Carrie (citada no início do texto) foi uma coletânea das suas melhores colunas do jornal em que escrevia. Essa semana comecei a ler um livro sobre maternidade (inclusive fui ao lançamento, postei tudo no insta @fabiolamininel) que também tem esse formato com a união de vários textos.

Também essa semana ouvi um podcast muito inspirador (anota essa dica valiosa aí: @swamilideranca) em que a convidada falava sobre projetos grandiosos para o futuro nos quais ela acredita muito. E então pensei: a gente tem que acreditar nos próprios sonhos, né? Senão quem vai acreditar?

Então resolvi materializar com papel e caneta – ops, teclado e tela do notebook mesmo, nesse caso – essa vontade já na intenção de jogar para o universo e fazer esse movimento em busca dos meus sonhos. Por que não?

Feliz Dia das Mães

Na semana em que é comemorado o Dia das Mães, não tem como não lembrar da minha. Mas desde que eu me tornei uma, esse dia deixou de ser triste e nostálgico e passou a ter outro sentido pra mim.

Minha mãe partiu também em maio, logo depois do Dia das Mães.Mas esse não é um texto triste nem para lamentar a partida da minha mãe. Sim para relembrar e reconhecer a importância do papel dela na minha vida e, agora, por consequência, na vida do Otto.

Sim, porque muito do que sou como mãe devo a ela. Todo carinho, dedicação, doação e valores que ela me transmitiu foram importantes para me formar como pessoa e como mãe. E ela era tão boa que rolou até uma necessidade de trabalhar questões dentro mim para não me comparar e separar a mãe que ela foi da mãe que eu sou.

A comida fresquinha na mesa, as noites sem dormir me esperando chegar, o cuidado e preocupação incansáveis quando eu ficava doente, foram só algumas das formas dela de demonstrar amor. Com ela também aprendi a ser forte apesar de toda fragilidade e vulnerabilidade e a ter alegria e vontade de viver – e como ela teve e lutou pra isso.

Com todo conhecimento sobre a minha mãe e sobre a mãe que estou sendo hoje, espero oferecer ao Otto os valores que considero importantes e as condições para que ele cresça, crie asas e se torne um homem forte, amoroso e bem resolvido. Nesse Dia das Mães, vou celebrar com ele esse papel tão importante na minha vida – o maior deles. E vou relembrar com muito amor toda a jornada da minha mãe enquanto esteve aqui do meu lado. Saudade, dona Helena. E Feliz Dia das Mães.

A primeira vez a gente não esquece

Tem muitas primeiras vezes que são marcantes e ficam na memória. Depois que me tornei mãe, venho colecionando algumas. A última delas foi na semana passada, quando Otto dormiu pela primeira vez fora de casa.

Eu já desconfiava que ele tiraria de letra, mas não achei que fosse tanto. Nem que eu tremeria na base. O combinado era ele dormir na casa do primo (meu sobrinho afilhado) e depois o primo dormir aqui – ambos pela primeira vez.

Planejei um date romântico com o marido e seguimos o plano. Levamos Otto pra casa dos meus cunhados e, chegando lá, dando as coordenadas, me senti um tantinho nervosa. Meio fora do ar. Ele mal se despediu. Saiu correndo sem olhar pra trás. Voltou para dar um beijo porque eu pedi.

Expliquei que iríamos jantar e que qualquer coisa voltaríamos para buscá-lo. Mas ele estava tão empolgado com essa novidade, que isso ficou totalmente fora de cogitação. Chegamos em casa e um tempo depois, a prova de que tudo corria bem: uma foto dele assim que adormeceu.

Respirei aliviada. Por ele ter ficado numa boa, feliz, não ter sofrido, ao contrário, ter curtido muito. E também por ele se mostrar independente, o que facilita em futuras vezes, até em casos de precisarmos que ele fique por algum motivo. Mas ao mesmo tempo – dualidades – um ladinho meu egoísta talvez quisesse que ele sentisse falta, perguntasse.

A gente cria o filho para ele ser independente e autônomo. Quando ele começa a se mostrar assim, a gente quase tem vontade de voltar atrás. Isso é maternar.

Mas para encerrar a história com saldo positivo para o meu lado coruja, quando estávamos saindo de casa para levá-lo, ele disse: “vou sentir muita saudade de vocês”. E o meu coração se encheu não só de saudade, mas também de orgulho por essa vitória que ele conquistou e por ele vir se mostrando tão forte e independente apesar de ser ainda tão novo.

Telefone, pra que te quero?

Para alguém da geração Y, como eu, o telefone já foi um dia item de sobrevivência. Numa infância e adolescência bem analógica, praticamente sem internet e redes sociais (tô entregando muito a idade?), o telefone era primordial para horas de conversa fiada com as amigas.

Minha mãe vivia gritando: “Sai desse telefone!” “A conta vai vir um absurdo!” E eu respondia em minha defesa: “Não fui eu que liguei, foi ela!” e seguia o bate-papo. Só que a conta chegou: gastei uma fábula de conta telefônica e tomei uma bronca daquelas que ficam marcadas.

Mas também chegou a conta de um outro jeito. Eu não suporto mais falar ao telefone. Tenho bode mesmo. Seria o acúmulo de horas pendurada anos atrás? Trauma por ter levado bronca? Ou apenas um reflexo dos novos tempos, onde tudo pode ser resolvido com uma – sucinta e bem escrita – mensagem de texto?

Fato é que tenho pavor de ouvir o telefone tocando. Sou capaz de não atender e mandar mensagem em seguida: me ligou? (Desculpa, pai!) Me julguem. E a famigerada frase que chega via WhatsApp: “Posso te ligar?”. Não, cara pálida! – o problema é que nem sempre dá pra falar não.

Brincadeiras à parte, tenho observado que da minha geração pra cá, as pessoas não gostam mesmo e têm usado cada vez menos o telefone em sua prosaica forma de uso: falar. Quanto tempo pode ser poupado com uma conversa por e-mail ou WhatsApp, não é mesmo?

Fora que hoje se tornou até um pouco falta de educação e invasão de privacidade, já que não se sabe o que o receptor está fazendo do outro lado da linha. Por ora, fica aqui meu apelo, telefone só em caso de emergência. Vivamos os novos tempos, afinal.

Museu da imaginação

Está procurando um passeio gostoso e que as crianças amem, vá ao Museu da Imaginação. É um espaço totalmente interativo que promove o aprendizado de história, arte e ciência através do brincar.

São dois andares divididos entre o espaço do construtor, uma área dedicada a Mondrian, paredes de escalada que ensinam sobre os montes mais altos do mundo e uma parte de esculturas de Lego que retratam as cidades modernas do mundo.

Os brinquedos divertem e envolvem enquanto ensinam as crianças. Otto ficou enlouquecido e explorou todos os espaços. Eles também têm contação de histórias em dois horários ao longo do dia, vale a pena conferir a programação.

O museu fica na Rua Ricardo Cavatton, 251, Lapa. Os valores dos ingressos variam de acordo com idade, é bom conferir no site. Criança aniversariante do mês tem desconto.

Levantar voo

Quando se é mãe, pressupõe-se conduzir uma criação pautada em permitir que a criança seja confiante e autônoma. Na prática muitas vezes não é assim.

No caso dela, que já havia superado a fase em que achava que deveria fazer tudo pelo filho – muito mais pelo medo do julgamento externo do que por convicção própria – foi assim mesmo, sempre incentivando a criança a criar as próprias asas com confiança.

Até dias atrás, quando chegou o comunicado da escola a respeito de um passeio. O primeiro da vida do menino de 4 anos. Um dia todo em uma fazendinha, aprendendo e vivenciando muitas coisas novas. Embora ele já esteja acostumado a ficar na escola, agora será diferente: ele vai entrar em um ônibus com os coleguinhas e a equipe da escola para começar a explorar esse novo mundo.

Na hora em que leu a mensagem, veio um misto de sentimentos: a alegria pelo primeiro passeio e todas as novas descobertas que vão vir com ele, mas também o aperto no coração por pensar no seu menininho tão pequeno indo passear “sozinho”.

Em nenhum momento cogitou não deixar. Esse é só o começo e faz parte de uma vida de voos a serem alçados. O importante é dar força e estabilidade para ele levantar voo (apesar de sua própria base estar bamba). Mas também saber que ele tem o porto seguro quando quiser aterrissar. É só o início de voos lindos e altos.

4 hot tendências de moda no inverno

Das tendências mais observadas nos desfiles das últimas semanas de moda, selecionei aquelas que, na minha opinião, vão se destacar mais de acordo com nosso clima, mas também que são mais fáceis de incluir no look do dia ~ da vida real.

Regata branca

Tem peça mais democrática e plural no guarda-roupa do que uma boa regata branca? Na minha opinião, não tem. E, além dessas qualidades, a boa notícia é que mais do que nunca ela vai estar com tudo no nosso inverno. Não sou eu que estou dizendo. Ela apareceu como protagonista em looks da Prada, Bottega e Chloé.

Como usar

Onde encontrar

Le Blog

https://bit.ly/regataLeBlog

Amaro

https://bit.ly/regataAmaro

Le Lis Blanc

https://bit.ly/regataLeLis


Alfaiataria

Uma boa fashionista de terninho bem cortado não quer guerra com ninguém! Depois de dois anos de pandemia, já estamos cansadas do moletom e a vontade de se arrumar e ficar chique pede alfaiataria. Louis Vuitton, Hermés, Gucci e Saint Laurent – cada um à sua maneira – desfilaram peças que chamaram atenção.

Como usar

Onde encontrar

Blazer Amaro

https://bit.ly/blazerAmaro

Calça Amaro

https://bit.ly/CalcaAmaro

Blazer Zara

https://go.zara/3wWwEcZ

https://go.zara/36JhLAe

Brilho

Shine, shine! É tempo de brilhar! Os desfiles disseram e as novas coleções das marcas por aqui estão confirmando que os paetês vieram para ficar. Não só em produções noturnas e mais arrumadas, mas também fazendo um hi-lo com peças mais básicas para o dia.

Como usar

Onde encontrar

Vestido Blessed

https://bit.ly/VestidoBlessed

Calça Le Blog

https://bit.ly/3DMaQlK

Top Le Blog

https://bit.ly/topLeblog

Botas over the knee

Pernas, pra que te quero? Pra usar aquelas maravilhas de botas over the knee, claro! Elas já apareceram algumas temporadas atrás e agora estão de volta. Tem para todos os gostos: bem alta, não tão alta, mais justa, mais larga, com e sem salto… É só escolher aquela que é mais sua cara e se jogar!

Como usar

Onde encontrar

Arezzo

https://bit.ly/ArezzoBoots

Schutz com salto

https://bit.ly/3NSdQ4v

Schutz sem salto

https://bit.ly/SchutzBoots

A maternidade

Ela sempre gostou de crianças. Era aquela pessoa que não podia ver um bebê que já logo pedia para pegar no colo e acompanhava de perto os bebês de amigas e familiares, sempre atenta a esse universo.

Depois de casada, sabia que queria, mas não o fez logo de cara. Quando pensou que poderia ser a hora, chegou a se questionar se iria percorrer aquele caminho por vontade própria ou se estava apenas fazendo “o que manda o figurino”, já que vinha compondo a tríade – faculdade, casamento e então, filhos.

O casamento estava na melhor forma, a idade era boa, a liberdade conquistada também. Após atravessar problemas familiares, aquele período era um respiro para o casal, vivendo momentos de plena felicidade em sua própria casa, indo a restaurantes, curtindo viagens…

Após ponderar tudo, concluiu que a jornada da maternidade aconteceria. E que todos aqueles bons momentos eram efêmeros. O tempo iria passar e chegaria um hora em que seriam apenas os dois, e isso seria muito sem graça na velhice.

Partiu rumo a essa jornada tão romantizada quanto desconhecida. E por mais que as pessoas falem e espalhem teorias por aí, cada caminho é muito particular. Primeira lição: você não tem controle de nada – um problema para alguém que vinha se descobrindo altamente controladora.

Mas a parte boa que ela encontrou nisso tudo foi ter se descoberto. Sim, porque na busca por conhecer e oferecer seu melhor ao filho, deparou com um caminho tão lindo quanto tortuoso e dolorido: o de se autoconhecer.

Um caminho sem volta que proporcionou um mergulho interno profundo e constante. Que expõe feridas, mas também apara arestas e a torna melhor para ensinar o melhor ao filho. Não é fácil, mas é bonito e gratificante.

A terapia

Ela sempre foi simpatizante da psique e de diferentes formas de terapia que explorassem a mente humana. Psicologia, inclusive, foi uma das opções de faculdade cogitadas na época do vestibular.

Porém, a terapia ainda não tinha sido um terreno explorado por ela. Achava chique quem fazia e sempre teve curiosidade sobre o processo para o conhecimento próprio. De alguma forma, seu momento de adentrar esse universo ainda não tinha chegado.

Depois de identificar uma certa ansiedade invadindo sua vida e atrapalhando de alguma forma, achou que era hora. Não foi fácil conseguir horário.

Chegado o dia, a temida ansiedade e uma certa tensão por medo do desconhecido apareceram. Apesar disso, ela conseguiu se abrir, e, com as perguntas certas feitas pela psicóloga, pôde acessar gatilhos que ela própria não sabia que poderiam sê-lo.

Fez um retrospecto e muitas coisas passaram a fazer sentido. A sessão foi curta, passou rápido, e apesar de não entender ainda muito bem a dinâmica entre profissional e paciente (aquela cara de paisagem e ausência de expressões durante seus relatos pareceram estranho num primeiro momento), ela acredita que foi uma boa primeira impressão e que pode agregar de maneira positiva em sua vida.

Exposição: Beyond Van Gogh

Semana passada chegou a São Paulo essa exposição super aguardada e que já passou por cem cidades ao redor do mundo. A mostra imersiva conta vida e obra de Vincent Van Gogh através de projeções que envolvem o visitante.

Logo na entrada, atravessamos uma cortina de girassóis – símbolo forte na obra de Van Gogh por remetê-lo à infância nos campos da zona rural da Holanda – e passamos por um caminho iluminado e repleto das mesmas flores. A experiência já começa ali.

Na antessala, painéis exibem trechos de cartas trocadas entre Vincent Van Gogh e seu irmão Theo, além de contar parte de sua história, como quando se descobriu artista e todo o sofrimentos envolvido nesse processo.

“O que sou aos olhos da maioria das pessoas? Um ninguém ou uma raridade ou uma pessoa desagradável, alguém que não tem e não terá uma posição na sociedade, em resumo, estou um pouco mais abaixo que o mais baixo. Muito bem, supondo que tudo é realmente assim, então através do meu trabalho eu gostaria de mostrar o que há no coração de um estranho, de um senhor ninguém.”

(Trecho de carta a seu irmão)

Por fim, o grand finale: o salão principal exibe o espetáculo formado por 40 projetores a laser (pela primeira vez no Brasil) que exibem 300 obras do artista produzidas em seus últimos anos de vida. São 82 milhões de pixels exibidos em 35 minutos de looping. Para tornar isso possível, há um servidor com potência para abastecer uma empresa com 100 mil funcionários. É, além de tudo, um show de tecnologia.

É encantador e emocionante. Você está dentro das obras. No chão, em volta, tudo tem cores, pinceladas, sentimentos e emoções. Otto ficou super atento. E eu, sem palavras. É um passeio e tanto, que traz não só cultura e conhecimento, mas também, emociona. Imperdível.

Beyond Van Gogh está no estacionamento do Morumbi Shopping (Piso G4) até dia 03/07. Os ingressos vão de R$ 70 a R$ 200. Com apenas uma semana em cartaz, já foram vendidos 20 mil ingressos; a expectativa é que sejam vendidos 200 mil até o final da temporada. Corre para garantir o seu e não perder essa experiência!

Uma reflexão sobre morte

A única certeza absoluta que temos na vida é que a morte um dia irá chegar para todos nós, cedo ou tarde.

Quando ela chega cedo a pessoas conhecidas, esse pensamento toma conta e traz a reflexão. Esse fim de semana soube da morte de um ex-colega de trabalho que me deixou chocada e me fez questionar: não foi cedo demais? Afinal, quando não é cedo demais?

Uma pessoa jovem, que deixa família, amigos, enfim, uma vida que se vai e deixa rastros. Acredito que temos uma missão a cumprir nesse plano, e uma vez cumprida, após nossa evolução e aprendizados enquanto seres espirituais, a passagem acontece.

Mesmo sabendo disso, é difícil não questionar qual o plano quando a partida é prematura. Quantos desejos e sonhos ficam para trás, quantos momentos especiais deixam de ser vividos.

O clichê cabe muito bem aqui: é preciso viver cada dia como se fosse o último. Nunca saberemos quando será o último beijo, o último eu te amo, o último abraço. Então nos resta cumprir nossa missão aqui com amor e alegria para que, quando nossa hora chegar, deixarmos saudade e o perfume de uma vida bem vivida e preenchida de amor.

Amizade

Existem diferentes tipos de amizade. Desde crianças até a fase adulta vamos conhecendo pessoas e ampliando nosso círculo. Algumas seguem a caminhada ao nosso lado, outras vão por outros rumos e nunca mais ouvimos falar.

Tem a amiga da escola, do prédio, do bairro, do inglês; os amigos da faculdade, do trabalho; amigo do amigo; amigo do marido/esposa; filho da amiga da mãe, enteados da mãe ou do pai… são diferentes relações com um só propósito: a cumplicidade.

Para dividir, histórias, momentos, dúvidas. Em diferentes fases da vida, aparecem diferentes amigos. Com uns, temos mais intimidade, com outros menos. Mas uma coisa é certa e comum entre eles: todos vêm para nos ensinar alguma coisa.

Por isso alguns vão embora. Talvez já tenham cumprido a missão deles. Aqueles amigos-irmãos que parece que nunca vão sair de perto, uma hora simplesmente somem. Mas o mais legal de tudo isso é que quando há verdade e cumplicidade, pode ficar o tempo que for sem ver, mas quando se encontra, é como se tivesse sido ontem.

E quando a relação estremece? A parte boa da maturidade em amizades verdadeiras é que tudo se resolve com uma conversa sincera e de coração aberto. Sem cobranças ou ofensas. Apenas expressão de sentimentos com muito respeito.

Uma das coisas mais valiosas da vida é saber que se passou por ela e pôde contar com bons amigos. Não precisam ser muitos. Podem ser poucos, mas que sejam amizades verdadeiras.

Socializar é preciso (?)

Ela tinha uma personalidade que já foi classificada como bicho do mato, antissocial ou até “a que não se mistura”. Mas com o passar dos anos e um pouquinho de autoconhecimento, ela descobriu que só era um pouco introspectiva mesmo.

Não era do tipo que puxa assunto na fila do caixa ou sai contando a vida para o motorista do táxi. Para adentrar naquele universo particular tão confortável pra ela, era preciso tempo e simpatia. Aquela coisa de “bater o santo, sabe?”

Eis que ela se tornou mãe. E se viu tendo que sair dessa zona de conforto ao precisar socializar com outras mães. É a piscina do prédio, o playground, o parque, as mães da escola. Muitas vezes desejava internamente que não encontrasse ninguém, só para não ter que conversar.

Mas à medida que o filho cresce e sua vida social começa a se estabelecer, o relacionamento com as outras mães passa a se fazer necessário. As mães do prédio e as da escola começam a se tornar mais presentes. E ela começa a perceber que pode ser bom. São experiências trocadas e amizades entre mães e filhos que podem nascer.

E, se percebendo, se observando, e, aos poucos, se abrindo para o novo, saindo da zona de conforto do mundinho particular em que ela sempre gostou de viver, ela foi se permitindo aprender com essas relações e, assim, evoluir.

Afinal, já dizia Aristóteles: o homem é um ser social porque precisa dos outros membros da espécie. Seguindo essa teoria, mesmo que algumas pessoas prefiram ter algum isolamento, ninguém vive bem totalmente sozinho. Embora ela ainda goste muito de estar sozinha, é na presença de novas pessoas que ela se sente vista, ouvida e em constante aprendizado. Estar só é bom, mas socializar também pode ser.

Viagem: Beto Carrero com criança

Com exceção do primeiro ano, na comemoração dos aniversários do Otto sempre optei por viajar. Não sei até quando será possível porque ele está crescendo e já começou a cobrar por festa (tema para outro post). Mas fato é que procuro lugares que ele tenha boas vivências e possa levar memórias para a vida.

Aniversário de 2 anos fomos para Disney, 3 anos fomos para o Grande Hotel São Pedro e esse ano escolhi o Beto Carrero. Há tempos estava com esse destino na cabeça e acho que foi uma feliz escolha. Vou contar tudo agora!

Localização e hospedagem

O parque Beto Carrero World fica na cidade de Penha, em Santa Catarina. Saindo de SP pegamos um voo rápido de aproximadamente 60 minutos e desembarcamos no Aeroporto de Navegantes. De lá, foram 20 minutos até o hotel que escolhi (cerca de 10 minutos de caminhada até o parque).

Algumas pessoas optam por se hospedar em Balneário Camboriú, que tem lindas praias, mas fica a quase uma hora do parque. Então é preciso alugar carro ou ficar na dependência de Uber. Como nosso foco era total o parque, escolhi um hotel bem próximo que dava para ir a pé. Para quem quer curtir Balneário, sugiro dividir o roteiro em duas partes: parque (com hospedagem ali na região) e praia (ficando num hotel em Balneário.

Pelo que eu pesquisei, as hospedagens na região de Penha são mais simples, porém oferecem conforto para o necessário: café da manhã e cama para descansar depois de um dia de parque.

Ingressos

Os ingressos podem ser comprados pelo site oficial do Beto Carrero ou pelos hotéis parceiros credenciados (geralmente um pouco mais caros). Comprando até um dia antes sai mais barato do que no dia da visita. E, se você for dois dias, sugiro comprar o passaporte que sai com desconto.

Nossa visita foi em fevereiro e março de 2022 e pagamos 109 por adulto/dia – crianças de até 4 anos e 11 meses não pagam.

Nossa programação contemplava dois dias de visita ao parque e um dia livre, mas no terceiro dia tínhamos achado tão legal, que em vez de ficar na piscina do hotel, optamos por ir ao parque novamente. Porém, quando falta planejamento, o bolso sente: no dia, comprando pelo hotel, cada ingresso saiu por 189 (comprando no parque seria ainda mais caro).

O parque

O complexo é bem grande, possui mais de cem atrações e é dividido por temas: Mundo Animal, Atrações Infantis, Hot Wheels Epic! entre outros. Diariamente, são exibidos sete shows. A dica é: logo que chegar, já se informar sobre os horários, quais quer assistir e garantir a pulseira vip (R$ 35) para não perder tempo na fila. Todos os shows são gratuitos (com exceção do Excalibur), mas as pessoas chegam em torno de uma hora antes para garantir um bom lugar. Pra gente era muito tempo perdido e com criança não rola. Com a pulseirinha, é só chegar no horário do show e tem uma área reservada garantida.

Atrações

O ponto alto lá, na minha opinião, são os shows. Assistimos quatro dos sete shows e gostamos muito.

Excalibur é uma apresentação medieval, onde cavaleiros duelam em uma arena. O público assiste durante o almoço (o ingresso inclui um lanche com batata frita + uma bebida) com duração de uma hora.

Hot Wheels é o único show dessa dimensão no mundo. A partir de uma história que começa no telão, os motoristas dos famosos “carrinhos” dão um show na pista com acrobacias, perseguições, cavalos de pau e até andando em duas rodas.

Madagascar é baseado no filme. Numa tenda enorme que lembra um circo, os simpáticos animais precisam escapar da polícia que tenta captura-los.

Acqua é bem bonito de se ver e mostra os personagens do fundo do mar se apresentando em danças e acrobacias no palco.

Alimentação

Contei no Instagram que nós aproveitamos para comer nas estações do Festival Master Chef que estava acontecendo. O único lugar que comemos além das estações, foi um restaurante alemão que fica na área da Oktoberfest e estava muito gostoso. Mas posso dizer que comida não falta, a praça de alimentação é grande e tem restaurantes espalhados por todo o parque. Meu marido brincou que tem mais restaurante do que atração.

Quando ir

Eu havia lido que em fevereiro chove muito. Mas, ao contrário, pegamos dias extremamente abafados e sem chuva. Inclusive, achamos quente demais. Se fosse para ir novamente, iríamos em maio ou junho que tem temperaturas amenas. Julho é o mês mais vazio, porém muito frio. O parque é totalmente aberto, com sol batendo o tempo todo – com exceção da área do Zoo, que tem mais árvores e sombras – o que dificulta passar tempo nas filas das atrações em dias muito quentes ou chuvosos.

Carrinho de bebê

Como fomos sem despachar bagagem, e Otto não tem mais direito a embarcar com carrinho sem custo extra, optamos por alugar o carrinho do parque (me arrependi um pouco porque durante o trânsito nos aeroportos ele estava sonolento só quis colo – haja braço! e no fim, saiu um pouquinho mais caro alugar do que pagar por bagagem extra na viagem). Lá tem a opção de carrinhos de bebê e aqueles carrinhos com cara de brinquedo (foi o que nós escolhemos); tem também cadeira de rodas elétrica para deficiente físico ou quem tem dificuldade de andar muito.

O valor do modelo que escolhemos é R$ 50 + R$ 20 de caução (quando você devolve no horário, o dinheiro retorna). Tem uma questão aqui que é, dependendo do horário que você chegar e o parque estiver muito lotado, não tem mais disponibilidade. No primeiro dia, pegamos dos últimos; para o segundo dia, deixamos reservado – existe essa opção.

Foi uma das viagens mais legais que fizemos, especialmente por ser aniversário do Otto. Os dias renderam, não teve perrengue e nos divertimos muito! Recomendo fortemente essa visita!

E então, curtiu? Deixe seu comentário que eu vou adorar saber sua opinião!

A magia do aniversário

Aniversários sempre tiveram grande significado pra mim. Depois que Otto nasceu, comemorar os aninhos dele têm sido ainda mais mágico.

No primeiro aninho fizemos festa, que eu também adoro e achei que era importante para selar o primeiro ano de vida depois de uma chegada meio bagunçada, eu diria rs.

Nos anos seguintes, optei sempre por viagens. Por toda vivência e bagagem que uma viagem traz. Poder aprender vivendo, conhecer coisas novas: lugares, comidas, pessoas. Acho encantador. E, com o passar dos anos e aumento do entendimento dele, ele também tem achado.

Esse ano, pensando em um lugar que fosse bem divertido pra ele, fomos ao Beto Carrero. Normalmente eu faço mil pesquisas, sei tudo sobre o destino antes. Mas, dessa vez, me informei sobre o básico e necessário para ficar numa boa localização e garantir ingressos com antecedência. Só. E, talvez por isso, foi uma grata surpresa. Não criei expectativas, e mesmo assim, elas foram atendidas com muito sucesso.

O parque é imenso, cheio de experiências, bonito e muito bem cuidado. Interessante conhecer a história de empreendedorismo do homem por trás deste sonho que ele fez virar realidade.

Para o Otto, diversão garantida. Ele assistiu aos shows com os olhinhos vidrados. Tomou sorvete, correu, deu risada, viu muitos bichos: “Estou vendo animais que eu não sabia que existiam”, ele disse.

E, de forma espontânea, no dia do aniversário dele, ele disse: “Mamãe, estou me divertindo muito”. E, pra mim, nesse momento o tempo parou e a missão tinha sido cumprida.

Mas a cereja do bolo é o presente:

“Mamãe, hoje é meu aniversário?”

“Sim, filho”

“Mas no aniversário tem que ter presente também 😂”

Então ele escolheu um hot wheels. Ver o carro do show que ele tinha acabado de assistir materializado naquele brinquedo, foi elevar toda empolgação à máxima potência!

Voltou empolgado com as novidades e dizendo que vai contar tudo para os amigos da escola. E eu, com o coração cheio de amor e muitas lembranças boas.

Hoje eu lembrei da minha mãe

Hoje eu lembrei da minha mãe. Todos os dias eu lembro da minha mãe. Não, não estou forçando a barra. Todos os dias eu lembro dela.

Coisas que ela falaria, comportamentos meus parecidos com os dela (muitos eu criticava, inclusive, mas faço igual) ou lugares que ela teria gostado de conhecer.

Hoje fui fazer a unha em uma esmalteria e chegou uma moça com a mãe. Fiquei observando as duas e lembrei da minha. Não ser parecida fisicamente, mas por estarem juntas fazendo um programa que tantas vezes fiz com ela. E me peguei pensando quanta coisa estaríamos fazendo juntas hoje.

Como ela seria uma boa avó para o Otto, como estaríamos próximas hoje ajudando e aprendendo uma com a outra. E teria a oportunidade de olhar para ela agora com olhar de mãe, que entende tantas coisas que ela falava.

Não sou adepta ao drama, me considero muito bem resolvida com a morte dela. Acho que aceitei bem e entendi que tudo tem seu tempo e ordem de acontecer. E a ausência dela me tornou uma pessoa muito mais forte.

Mas hoje deu aquela saudadinha gostosa, lembranças que vêm e aquecem o coração e a alma. Sei que ela me acompanha e a proteção é forte. Mas senti vontade de externar esses sentimentos e dizer que hoje eu lembrei da minha mãe.

Teatro com crianças: Sítio do Pica-Pau Amarelo

Esse fim de semana estreou no Teatro J. Safra a peça inspirada no clássico de Monteiro Lobato que encanta gerações.

Emília, Narizinho, Pedrinho, Tia Nastácia e todos os personagens do sítio mais encantado da literatura infantil ganham vida nesse espetáculo cheio de música.

Tia Nastácia costura a boneca de pano que vai dar de presente para Narizinho; Doutor Caramujo aparece e dá à Emília umas pílulas mágicas que a fazem criar vida. Pedrinho chega ao sítio para passar férias e precisa resgatar Narizinho das mãos da Cuca, que pretende se casar com o Príncipe Escamado para governar todos os rios e mares.

Essas são algumas das peripécias vividas pela turma do sítio retratadas durante uma hora de peça. Foi a primeira vez do Otto no teatro. Ele se mostrou interessado e curioso. Disse que gostou e quer ir de novo rs. Delícia de programa para uma tarde de domingo!

O espetáculo fica em cartaz até dia 20/03. Os ingressos podem ser comprados pelo site e é preciso apresentar a carteira de vacinação da Covid para entrar (adultos e crianças a partir de 5 anos).

Serviço

Teatro J. Safra

https://www.teatrojsafra.com.br

Rua Josef Kryss, 318 – Barra Funda

And just like that

Esse texto contém spoilers!!

A série se despediu dos fãs com o último capítulo da primeira temporada. O reboot de Sex and The City traz Carrie e suas best friends na casa dos 50 anos. Agora a novidade é que a personagem Samantha está fora do elenco.

Os (apenas) dez episódios dessa temporada – por mim, poderia ser mais – abordam luto, relacionamentos, sexualidade, recomeços, amizade. Ao longo dos anos, através da série e depois em dois filmes, a história de Carrie, Miranda e Charlotte, que começou aos trinta e poucos, foi acompanhando os dilemas então vividos pelas personagens: a busca pelo amor, amizade, o mundo dos solteiros, casamento, maternidade.

Agora, mais maduras, realizadas e bem sucedidas, elas vão viver outras peripécias. Começando com a principal mudança que me pegou super desprevenida: a morte de Mr. Big (#chateada) já no primeiro episódio. Viúva, Carrie vai ter que se reencontrar e redescobrir a vida agora sozinha. Charlotte enfrenta os desafios de ser mãe de adolescentes e Miranda está redescobrindo sua sexualidade.

A protagonista Carrie não abandonou a escrita, mas está também se aventurando agora em um podcast sobre relacionamentos – novos tempos, novos formatos – e ela se mostra bem desenvolta na função. No quesito looks, ela continua não decepcionando, ao contrário, só surpreende. Ela volta trazendo muita informação de moda com looks atualizados, mas também inspirações do passado – inclusive, algumas peças da série e do filme reapareceram agora, como o icônico scarpin azul Manolo Blahnik usado em seu casamento, o broche de flor e a bolsa estilo Baguette de lantejoulas da Fendi que foi relançada em 2019 (e da qual Sarah Jessica Parker faz parte da campanha como garota-propaganda).

A série ainda não teve a segunda temporada confirmada, mas a expectativa é grande. Para os fãs, a HBO também soltou um documentário chamado “And Just Like That…The Documentary” que mostra o behind the scenes da série, um bate-papo com as atrizes, e, claro que não poderia faltar um belo tour pelo acervo de figurino. Seguimos aguardando a continuação!

O casal

Juntos há quase 14 anos – sendo 8 deles casados – se conheceram ainda jovens: ele com 28 e ela com 22 anos. Depois que ficaram juntos, não se largaram mais. Tinham suas individualidades respeitadas, mas também amavam estar e curtir programas juntos. Eram viagens, restaurantes ou simplesmente o dolce far niente. Mas sempre juntos.

Após cinco anos de casados e acostumados à vida independente de um jovem casal, eles tiveram um filho. E, apesar de terem familiares e amigos, sempre fizeram questão de ser “só eles”, e não tinham uma rede de apoio próxima: a mãe dela já era falecida, e a sogra morava em outra cidade.

Viveram muito bem essa dinâmica até os 2 anos do menino, quando ele foi para a escola, o que deu um respiro para a mãe, que passava 24 horas dedicada aos cuidados com o filho.

Mesmo assim, jantares românticos e viagens de casal nunca mais fizeram parte de suas vidas. Agora, com o menino prestes a completar 4 anos, foram viajar para um resort com recreação infantil. Não pensaram duas vezes e inscreveram a criança.

O menino, extremamente sociável, amou a experiência, e só queria saber de “ficar com os tios”. O casal, por sua vez, após quase quatro anos, pôde aproveitar almoços e jantares a sós, apreciar uma taça de vinho com calma ou apenas fazer nada à beira da piscina tomando um drink. Tudo sem se preocupar com a inquietação do filho que já havia terminado de comer e queria sair da mesa, por exemplo.

Puderam realmente estar presentes um para o o outro. Ouvir um ao outro. Sem o peso na consciência de estar “deixando o filho”. Ao contrário, ele estava muito feliz. O pai, certas vezes preocupado, ia até os locais da recreação para dar uma espiada no menino e ter certeza de que estava tudo bem.

Ao final da viagem, os três seguiram felizes para casa. O casal, por ter redescoberto momentos de conexão tão importantes a dois; o menino, por ter aberto um novo mundo a sua frente: novos amigos, novas brincadeiras, em um lugar diferente, mas ainda perto dos pais. Voltaram para casa uma criança feliz perguntando à mãe quando iria voltar àquele lugar e um velho-novo casal.

Um novo mundo

Quando se é mãe, por alguns momentos pode parecer que o tempo demora a passar e que algumas fases nunca vão terminar. Como o puerpério, com um micro bebê que demanda muito, consome noites de sono e nos deixa cansada e emocionalmente esgotada.

Curiosamente, essas fases vão embora e, num piscar de olhos, a criança já fez 1, 2, 3 anos… Meu filho vai fazer 4 anos no próximo mês – e tem horas que até eu desacredito do quão rápido isso aconteceu.

Mas o fato é que cada momento é único e cada fase é diferente. Ano passado ele deixou de ser um bebê, largou chupeta, fralda, várias mudanças. Agora, nesse ano, estamos adentrando um novo mundo: o das atividades além da escola.

Ele começou aulas de natação e taekwondo. E é interessante assisti-lo conhecendo essas novidades. Na natação começa a ganhar confiança. Mas o que mais me chamou a atenção foi o taekwondo: ele vai trabalhar disciplina, concentração, companheirismo e trabalho em equipe, respeito pelo professor e pelos coleguinhas… a despeito do desastre que foram as primeiras aulas (rs), acredito no processo e logo ele vai conseguir assimilar e aprender muito.

Por ora, fico aqui, do meu lugar de mãe, observando tudo acontecer, a evolução dele como criança, orgulhosa, claro, mas, acima de tudo, aprendendo junto. É um novo mundo encantador. E, embora me sinta saudosa do bebezinho que até outro dia estava no colo, estou entusiasmada com esse novo mundo e muitos outros que ainda virão.

Sincretismo religioso

Criada por uma mãe muito católica, cresceu frequentando semanalmente as missas de domingo. Foi batizada – pois quem não é vira pagão, segundo a mãe – e fez primeira comunhão.

A mãe ouvia diariamente a missa do padre Marcelo no rádio. Era um ritual sagrado. Mas também flertava com umbanda e espiritismo.

Já adulta, após o falecimento da mãe, passou a se questionar sobre quais desses rituais religiosos fazia sentido para ela. Se não tinham se tornado apenas um hábito, não por convicção, mas por respeito às tradições seguidas por sua mãe.

Chegou à conclusão de que não se encaixa em uma doutrina específica, já que bebe de várias fontes: reza o Pai Nosso e a Ave-Maria todas as noites, acredita em Deus e também fortemente no poder da intuição, da energia; acende incenso diariamente, e, há quase três anos, passou a praticar a meditação, o que a deixa muito centrada e conectada com um poder maior.

Também tem um cantinho com a estátua do Buda e alguns cristais que possuem vibração energética fortíssima e ajudam a afastar as más energias. Uma junção de várias crenças formando sua própria religião.

O importante é a fé depositada em cada um desses pequenos rituais. Por falar nisso, ontem foi dia 1 do mês, dia de soprar canela na porta de casa para atrair prosperidade e fartura.

Hey, brother!

Há uma semana começou o programa mais amado, odiado, polêmico e controverso da história da TV brasileira. O que o Big Brother tem que faz tanto sucesso há tantos anos? E por que tanta gente tem o sonho de entrar na casa mais vigiada do país?

Eu assistia muito as primeiras edições. Depois fui perdendo o interesse e não tinha muita paciência de assistir. Em 2020, uma edição histórica que bateu recordes de audiência e votação – e que coincidiu com o início da pandemia e isolamento social – não pude deixar de acompanhar.

Fato é que é um entretenimento, gera conexão, assunto nas rodinhas de conversa. E, em todos esses anos, refletiu comportamentos e valores da nossa sociedade e é visível as diversas mudanças ao longo do tempo. Láaa no comecinho, eram muitos corpos sarados à mostra, casais formados, pegação, atitudes machistas. Teve até triângulo amoroso – algo que não sei se seria visto com bons olhos atualmente.

Hoje, além de mesclar pessoas famosas com anônimos, são discutidas questões relevantes como gênero, representatividade, preconceitos, valores. Os corpos bombados e a pegação ficaram em último plano.

Para quem entra, além de estar de olho no prêmio gordo de R$ 1,5 milhão, há a busca por desafio, superação, autoconhecimento, conexão, fama, reconhecimento.

Para quem está aqui fora assistindo, é uma grande oportunidade de observar o outro, conhecer histórias de vida – que são da mais variadas possíveis – e aprender com elas, assistir a competitividade e o que as pessoas são capazes de fazer para atingir um objetivo.

Tudo depende do olhar que é dispensado. Para alguns pode ser classificado como baixaria, entretenimento medíocre. Para outros, entretenimento apenas. Por enquanto, simpatizei com essa edição e sigo com olhar curioso acompanhando.

A esteira ergométrica

Nunca fui a pessoa de praticar esportes, movimentar o corpo, fazer ginástica. Na escola sempre dava desculpas pra furar a aula de educação física.

Já na adolescência, ensaiei uma temporada rápida de musculação e foi assim também na fase adulta: fazia matrícula na academia, ficava um tempo, depois parava.

Ano retrasado descobri a yoga e me encontrei. Com a ajuda de um canal no YouTube passei a praticar sozinha em casa e, quase dois anos depois, além de adorar, posso ver pequenos progressos que venho conquistando.

Depois foi a vez da corrida. Comecei e me encantei. Mas, depois de uns seis meses treinando e sem conseguir passar muito dos 3km, me senti desmotivada e parei (mas ando com o mosquitinho me picando para voltar).

Fato é que eu sinto que meu corpo quer e precisa de cuidados e movimento. Achei que essa necessidade estava bem preenchida com a yoga, mas não. Na última consulta com minha médica ela foi direta: tem que fazer musculação; o tempo é cruel e não falha. Para fortalecer, só mesmo com musculação.

Eis que semana passada precisei fazer um teste ergométrico (depois dos 30, a gente começa a ampliar o cardápio de exames que precisa fazer). Estava me achando a atleta.

O médico: você não pratica atividade física, né? Só yoga. Atividade física não, né? (🤷🏼‍♀️😂). Não. Praticava corrida, mas parei (tentei aliviar para o meu lado).

Subi na esteira e comecei a caminhar. Ao lado havia uma escala para avaliar o nível de cansaço. Em poucos minutos, quando o médico me perguntou, eu já me sentia “muito cansada” de acordo com a escala. Ele então me pediu pra dar uma corridinha. Tiro de letra, pensei. Num piscar de olhos meu coração já tinha acelerado e eu havia atingido o nível máximo de cansaço. Ok, pode andar, ele avisou.

O exame acabou em torno de dez minutos. Pareciam eternos. O médico explicou que o uso de máscara não ajuda mesmo. Acatei a desculpa para não me sentir tão mal. Mas saí de lá decidida a mudar esse condicionamento físico sedentário. A musculação – por recomendação médica, e a corrida – por gosto pessoal mesmo, definitivamente devem fazer parte da minha vida em 2022 e além.

Silêncio e individualidade

Ela é filha única, os pais se separaram quando ainda era criança. Morando com a mãe, se acostumou ao silêncio e calmaria que essa convivência trazia. Sem falar da necessidade de individualidade que foi desenvolvendo ao longo do tempo.

Casas cheias, convivência com muitas pessoas e o barulho e conflitos que esses cenários podem gerar nunca foram muito sua praia. Sempre fez tudo para fugir dessas situações.

Dias atrás ela e a família foram convidados para passar uns dias na casa de praia de amigos queridos. Lá estariam muitas pessoas, barulho, falta de rotina, enfim, tudo que ela não gosta. Mesmo assim decidiu aceitar.

Chegando lá a recepção não poderia ser mais calorosa. Todos muito atenciosos. Inclusive as crianças, que receberam o menino, filho único, mas super sociável – ao contrário da mãe, com alegria e curiosidade.

Foram dias mais barulhentos sim, mas mais alegres, que proporcionaram novas amizades ao menino, brincadeiras, momentos de aprendizado e autonomia. Para o casal, muitas conversas e trocas, risadas, drinks e lembranças de outras boas memórias.

Depois de ir embora, ela percebeu que nem tudo precisa pender sempre para um só lado. É possível sair da zona de conforto e transitar por situações que ela acreditava não ser agradáveis por se fechar no seu universo paralelo. Isso é equilíbrio, é autoconhecimento e aprender a lidar com os próprios sentimentos.

Quando chegou na sua casa tranquila e silenciosa, teve saudade dos momentos que passou na casa de praia. E entendeu que ela pode se permitir viver momentos barulhentos e fora da rotina milimetricamente calculada; e, quando voltar, se encontrar novamente dentro da própria individualidade.

Feliz ano novo!

Início de ano é sempre tempo de recomeçar com esperança. Após o tumulto e correria que costuma ser o mês de dezembro, janeiro traz a paz e a calmaria necessárias para se reenergizar, pensar em novos projetos, começar algo novo, que está sendo adiado faz tempo, dar start no exercício, na dieta… Muitos planos.

Esse ano, especialmente, traz a expectativa de mudanças positivas depois de dois anos da crise mundial que atravessamos com a pandemia de Covid-19. A sensação é de ter dado uma pausa na vida durante esse período; alguns planos e projetos tiveram que ser adiados ou deixados para trás.

Apesar disso, não fiz uma extensa lista de objetivos para esse ano. São metas realistas, mas que exigem foco e determinação para saírem do papel para a vida real.

Fazer aula presencial de yoga, voltar a correr e retomar meu ritmo de leitura (por algum motivo me perdi nesse objetivo ano passado, mas ainda assim foi um saldo positivo) são alguns deles. Por último, mas não menos importante, está escrever mais. Uma atividade que me dá muito prazer, mas que acabo deixando de lado.

Tenho ideias de temas e pautas que vou deixando de lado e acabo não dando vida a eles. Esse ano, quero que seja uma prioridade pra mim. Além das pautas que costumo abordar aqui no blog, me comprometo a escrever, semanalmente, uma coluna com cara de crônica/pensata inspirada em artigos de personalidades da grande mídia que leio, admiro e são fonte de grande inspiração pra mim.

Essa de hoje é a primeira delas. Quero exercitar meu olhar sobre o cotidiano, sobre a vida, as relações familiares, de amizade, os dilemas profissionais e da maternidade, entre tantos outros assuntos, e traduzi-lo em textos agradáveis que sirvam de insights e reflexões para quem ler.

Vamos comigo nessa caminhada. Espero que você goste de acompanhar.

Busca pela missão de vida

Muito se fala sobre missão e propósito de vida. Sempre pensei muito sobre isso e, sinceramente, ainda não descobri os meus. Aquele principal, da vida mesmo, que vai fazer sentido na minha trajetória.

Mas eu sei que me descobri e me reconheci em uma linda missão que é ser mãe. O amor, a alegria, encantamento e aprendizados que esse papel me traz são inesgotáveis. E, sem falsa modéstia, eu venho desenvolvendo muito bem essa faceta. Ainda estou só no começo, é verdade, mas já sinto que peguei a trilha certa.

O caminho é longo e pode ter umas pedrinhas no caminho. Mas quando tem intenção e leveza, não tem como dar errado.

Então, ainda que eu nunca encontre meu propósito, já terei me encontrado e reencontrado inúmeras vezes dentro dessa longa estrada que é ser mãe.

O infinito universo da meditação

“Meditação não é algo que a gente faz. É algo que acontece com a gente.”

Ouvi essa frase esses dias e fiquei refletindo sobre ela. É verdade.

Comecei a meditar há quase três anos num misto de curiosidade com uma busca por me conhecer mais e também como uma ferramenta para tornar os dias mais tranquilos.

Depois de ler que pessoas importantes faziam uso da prática e mudaram suas vidas com ela, queria conhecer o poder da meditação.

No início, eu não sabia se estava fazendo direito ou se aquilo estava “fazendo efeito”. Eu simplesmente fazia. Sozinha, com a ajuda de um aplicativo, eu fui mergulhando nesse universo.

Não tem certo e errado, o importante é se concentrar, relaxar e deixar as coisas acontecerem. E acontece. A sensação de paz e calmaria é tão boa, que tem dia que tenho vontade de não abrir mais os olhos.

Como benefícios, além da sensação de tranquilidade que eu falei, é possível ter insights e receber respostas para certas questões, além de permitir viver mais em momento presente, tendo total consciência de cada momento vivido e cada pensamento que possa passar pela mente.

É tipo mágica. Você fecha os olhos e mergulha num universo infinito, que está logo aí, dentro de você. Sua consciência expande e você deixa de viver no automático. Passa a examinar de perto seus sentimentos, emoções, reações e comportamentos, buscando entender e acolher cada um deles.

E realmente acontece, basta se entregar que simplesmente acontece!

Desfralde e mecanismo de retenção fecal

Otto começou o processo de desfralde no início desse ano e saiu totalmente da fralda para fazer xixi durante o dia. Para a hora da soneca e para fazer cocô, ele ainda usava. Já sabia controlar, sentia vontade de fazer cocô, pedia a fralda, fazia e já tirávamos.

E foi assim durante uns bons meses. De repente, ele começou a não querer mais usar a fralda na hora do cocô. Mas também não queria usar o banheiro. Ele sentia vontade e segurava. Ficava com dor de barriga e sofria um pouco.

Conversei com a pediatra e ela explicou que o nome disso é mecanismo de retenção fecal. Essa fase que pode acontecer durante a transição da fralda para o vaso/penico.

Mas também tem a questão de não querer parar de brincar e perder tempo para ir ao banheiro. No caso do Otto, comecei a perceber que ele também ficava muito incomodado com medo de ficar sujo.

Paciência e muita conversa são importantes nesse momento. Explicar que é normal, que todo mundo faz cocô, que ele não vai ficar sujo… etc

Também é importante ter o banheiro preparado: penico ou redutor de assento ajudam a criança a se sentir segura, sem ter a impressão que vai cair dentro do vaso, além de deixar as pernas bem apoiadas, na posição ideal para fazer cocô.

A pediatra também sugeriu que criássemos uma rotina para a hora do cocô, como sentar junto com ele no banheiro, passar um tempo lá concentrados, ler histórias… Mas confesso que com ele não rolou muito.

Foram quase dois meses nesse processo em que ele se recusava a ir ao banheiro fazer cocô, chorava muito, segurava, e só conseguia fazer quando já estava no limite e não conseguia mais segurar.

Hoje posso dizer que ele passou por essa fase e superou tudo isso. Já faz quase uma semana que ele pede para ir ao banheiro tranquilamente sem chorar e também não se nega a fazer cocô.

A pediatra explicou que é muito comum nessa idade, e, conversando com outras mães da escola, algumas relataram ter passado pelo mesmo processo. Então se você está passando por algo parecido, confie que vai dar certo. Tenha sempre a orientação do seu pediatra de confiança e mantenha a calma para passar tranquilidade e segurança para seu filho.

Os incríveis 3 anos

Se os 2 anos são considerados a adolescência dos bebês e chamados de terríveis 2 (em referência ao terrible two, em inglês), por aqui não teve nada disso. Em compensação, os 3 anos vieram cheios de emoções e mudanças.

Foi o momento de dar tchau para a chupeta, para a fralda, o quarto passou pela transformação de quarto de bebê para quarto de criança, com cama de solteiro. E, por falar em quarto, é lá que agora ele dorme todas as noites. E é lá que ele quer continuar quando acorda assustado no meio da noite; prefere minha presença ali ao lado dele do que correr para a minha cama.

São cada vez mais palavras, conversas e percepções novas. Ele já se enxerga como indivíduo, que tem sentimentos e vontades.

Foi também o ano em que enfrentamos uma internação na UTI que nos deixou marcas, mas que também nos fortaleceu e ensinou muito, além de aumentar ainda mais nosso laço e conexão.

Foi aos 3 anos que ele vivenciou a primeira festinha da amiguinha da escola. E como ficou feliz de de estar brincando com todos os amiguinhos com quem passa boa parte dos dias.

Me peguei pensando em tudo isso esses dias e fiquei reflexiva, relembrando tudo, pensando na importância desses marcos, como isso contribui para o crescimento e amadurecimento dele. Mas também me pega um pouco de jeito porque cada vez mais vou me distanciando do bebê (que ele já não é há muito tempo, sei disso – ele mesmo gosta de dizer que é um menino grande), que cresce mais a cada dia.

Ainda tem alguns meses até que acabem os 3 anos e outras coisas ainda devem acontecer. Mas, por enquanto, já posso dizer que são incríveis 3 e que vão ficar marcados na minha memória como fase de transição do bebê para o “menino grande”, como ele diz, me deixando saudade das fases que passaram, mas também me enchendo de orgulho do grande menino que ele está se tornando.

Saúde e gratidão

A saúde muitas vezes pode ser vista como uma analogia à limpeza de uma casa: quando está tudo limpo e ajeitado, ok. Talvez ninguém nem repare. Mas experimenta deixar tudo sujo e bagunçado pra ver.

Com a saúde é assim também. Enquanto está tudo bem, muitas pessoas talvez não deem o devido valor. Mas se ela faltar, vai fazer uma diferença enorme. E só assim que se vai reparar.

Aprendi que a saúde é um bem maior quando a minha mãe descobriu o primeiro câncer, em 2009. E isso foi reforçado no retorno da doença em 2013/2014, quando ela faleceu. E, mais recentemente, recebi o lembrete quando todos em casa tivemos covid e meu filho ficou 5 dias na UTI.

Não tem preço que pague uma vida saudável, livre de doenças e de hospitais, consultas médicas, exames e afins.

Me peguei pensando nisso essa semana, quando meu filho ficou doentinho – aquelas viroses de criança – e me veio à cabeça todos esses cenários anteriores que eu citei.

Depois daquela maratona de noite acordada, criança vomitando, passar o dia caindo de sono, mas no fim do dia ver que ele estava melhor, cheio de energia, e pensar que apesar de ter passado o fim de semana fechada em casa, me sentia grata. Pela nossa casa confortável para poder cuidar dele, pela nossa família que está sempre unida, nas horas boas e naquelas nem tanto, pelo tempo junto…

É a arte de estar presente e de sentir gratidão até mesmo pelas pequenas dificuldades diárias. São elas que nos ensinam, nos fortalecem e nos formam. Gratidão pela vida e pela saúde, sem ela não somos nada.

Restaurantes em Gramado e Canela

A cidade foi uma feliz surpresa pra mim no quesito gastronômico. Já tinha garimpado algumas indicações na internet e fizemos algumas descobertas também. Vou dividir aqui as dicas.

Festival de cultura e gastronomia de Gramado

Estava acontecendo no período em que estivemos na cidade. Foram reunidos 12 restaurantes e cada um deles oferecia um prato de comida, sanduíche ou sobremesa. O preço fixo era de R$ 30.

Escolhi um risoto de costela com crispy de couve do restaurante Belle Vitrine. Estava muito gostoso.

Para beber, escolhi um vinho tinto (R$ 25) e por mais R$ 10 comprei uma taça da Strauss bem lindinha.

Neni

Jantamos nesse restaurante que possui um menu bem variado de massas, pizzas e lanches. Todos do nosso grupo ficaram impressionados e muito satisfeitos com a qualidade e apresentação da comida.

Eu pedi um risoto de alho poró que estava de comer rezando. Reuber pediu massa com parmigiana e dividiu com nosso amigo. Minha amiga pediu lasanha. Todos amaram.

Férreo Restaurante


Esse fica em Canela, cidade vizinha de Gramado. É um lugar que tem vários restaurantes juntos e imita uma estação de trem. O próprio Férreo tem uma área com mesas dentro de um vagão onde é possível comer também.

Pedi um macarrão carbonara com medalhão de filé mignon diferente de todos que já provei. Estava DI – VI – NO!

Tomei uma tacinha de rosê para acompanhar.

O atendimento lá foi excepcional. Nos stories do Instagram contei tudo e expliquei em detalhes. Tem um destaque salvo como Gramado.

Churrascaria Baggio


Também em Canela, é uma churrascaria típica gaúcha, no estilo rodízio. Os garçons estão vestidos com bombachas e são bem simpáticos. Eu não sou muito fã de carne, comi um pouco. Destaque para a linguiça recheada (não me lembro o nome).

Cacique Restô Bar


Ambiente bonito e super agradável, com mesinhas na rua, na região central de Gramado, próximo à Rua Coberta. Paramos em princípio apenas para tomar alguma coisa, mas acabamos com fome e pedimos uma tábua de pães e frios e um prato de picanha com arroz, feijão e legumes (conseguimos dividir em três pessoas de tão bem servido). Esse não foi tão uau, mas estava gostoso.

Eles têm uma carta de vinhos bem ampla e escolhemos um Malbec, que segundo o garçom, foi uma ótima pedida. Ando me arriscando nas escolhas e tenho gostado!

Aquecee


É um restaurante de pratos rápidos no estilo executivos. Possui carne, peixe, frango, massas. Pedi um peixe que estava meia boca, Reuber foi de macarrão que disse que não estava muito bom. Mas nossos amigos pediram outros pratos e gostaram. É uma boa opção pelo custo-benefício.

Chateau de la Fondue


Para nosso último jantar na cidade escolhemos um fondue. Eu tinha duas boas indicações, mas uma delas custava um rim e a outra, um pouco mais barata, não abria às segundas (nossa última noite). Então fiz uma busca rápida e encontrei esse.

Começou a perder a graça com a fila na porta. Chegamos antes das 20h e ficamos mais de uma hora esperando mesa. Estava frio, tínhamos fome, Otto com sono, aquela coisa.

O restaurante é apertado, as mesas menores ficam no andar de baixo e as mesas grandes, no andar de cima. Com o restaurante cheio, os garçons não estavam conseguindo dar atenção direito. Pedíamos as coisas e demorava para chegar.

A comida é gostosa. É uma sequência de fondue de carne, legumes e frutas com chocolate. Você pode pedir reposição se quiser.

Preços: R$ 96 (pagamento com cartão de crédito) ou R$ 65 (pagamento em dinheiro). Também tem promoções comprando antecipado pela internet.

Apesar da comida boa, desencantou um pouco pelo atendimento a desejar e o tempo todo de espera.

Dica extra – Restaurante Komka (Porto Alegre)

Para quem vai emendar Porto Alegre no roteiro, esse restaurante é boa pedida. Cardápio variado com porções bem servidas que podem ser divididas. Gostoso para o bom e velho arroz com feijão, sabe? Destaque para a polenta frita recheada com queijo. Delícia!

Sono compartilhado

Quando a gente se torna mãe, passa a conhecer conceitos que antes nem imaginava. Um deles é o sono compartilhado, quando o bebê / criança dorme no quarto dos pais.

Quando chegou da maternidade, meu filho passou a dormir em um um mini-berço no meu quarto, por sugestão da pediatra e também porque nos sentíamos mais seguros assim, já que ele era prematuro, além de tudo.

Ele foi crescendo, o mini-berço diminuindo, ele aprendeu a pular o tal do berço e muitas vezes dormia na nossa cama. Aos seis meses, a pediatra já tinha dito que ele estava preparado para ir para o próprio quarto. Mas aquela comodidade, misturada com uma preguicinha de ensinar a criança a dormir sozinha, ter que perder noites de sono novamente, quando tudo já caminhava muito bem – obrigada, não era uma opção atraente.

O mini-berço então deixou de servir; pelos motivos acima tive a ideia de colocar o colchão do berço ao lado da minha cama. Assim, ele estaria no meu quarto, mas teria sua “própria cama”.

Lá se foram 3 anos e meio (😂). É, minha gente, maternidade é isso: pagar a língua no crédito e no débito!

Agora ele já tem uma cama de solteiro, com seu telhado e tendinha. Estava todo animado no início. Mas na hora do vamos ver, ficou desconfiado, assustado. Não queria dormir. Já são quatro noites que ele pega no sono na própria cama, no próprio quarto. Do jeito que eu imaginava: eu ali do ladinho dele, depois de contar uma história ou assistir um desenho juntos.

Ele ainda levanta de madrugada e vai correndo pra minha cama. Também pudera, tanto tempo fazendo isso, não é de se esperar que ele vá mudar de uma hora pra outra, né? A sensação é de ver o tempo voar, ver meu menino crescer, se tornar autônomo e independente. E, apesar da nostalgia de perder meu bebê, vem o orgulho da criança que ele está se tornando e do trabalho que fazemos como família. Com sono compartilhado ou não, o importante é ele saber que sempre vai ter um colo quentinho pra correr quando ele quiser.

Adeus, Apollo

Ela não era muito ligada em animais. Ele gostava e queria muito ter, mas faltou oportunidade. Quando completaram um ano de namoro, ele a encontrou. Resolveu dar um filhotinho de labrador como presente de comemoração.

Não precisou de muito esforço para convencer os envolvidos. Aquela bolinha gorda e peluda com olhar pidão conquistava até o mais duro dos seres humanos. Foi batizado Apollo, o deus do sol, apesar dos pelos pretos azulados de tão brilhantes.

A bolinha de pelos foi crescendo, aprontando trapalhadas como as do Marley no filme. Comeu porta de madeira, sapatos, rasgou sacos de lixo… mas era muito querido por todos.

O cachorro, que “deveria ser tratado como cachorro”, nas palavras dele e morar no quintal, passou a morar dentro de casa quando a sogra faleceu e o casal se mudou. Apollo, que a essa altura era membro muito querido da família, foi promovido e dormia dentro do quarto nos dias mais frios, quem diria.

Viveram juntos por vários anos. Viajaram, iam a parques, casa de amigos, era muito companheiro. Mudaram de casa novamente, chegou um bebê para disputar espaço com ele. Mas Apollo sempre foi resiliente, conhecia seu espaço, passou por todas as fases com muita elegância.

Quando o bebê chegou, ele já tinha certa idade, não mais o pique e energia inesgotáveis de filhote. Mesmo assim, aguentou pacientemente todos os abraços, puxões de orelha e mais algumas travessuras que aquela bolota humana fazia com ele.

Porque ele era assim: amável, carinhoso, sabia quando alguém estava triste e conseguia consolar apenas pelo olhar amoroso ou pela simples presença.

Doze anos se passaram. Aquela fortaleza agora não aguentava mais os longos passeios; a audição não era mais a mesma e ele passava boa parte do tempo dormindo.

Ela achava que ele ainda viveria uns bons anos, mas ele dizia que não. Apollo estava velhinho e logo chegaria sua hora de partir. Talvez ele soubesse que esse momento havia chegado, já que nas duas últimas noites dormiu no quarto do casal – algo que há muito tempo não fazia.

Naquela manhã de sábado não deu seu religioso passeio pelas ruas do bairro. Ela o abraçou, fez carinho, conversou, mas Apollo não respondia. Quando saíram de casa, ela sentiu que ele poderia não mais voltar. Aquela era a despedida.

Apollo foi passear no céu dos cachorros e deixou aqui memórias e aprendizados de uma vida inteira de muito amor que deu e recebeu. O amor mais puro, verdadeiro e incondicional que existe: o de um bichinho pelo seu dono. A dor da partida é grande demais. Mas fica toda honra e gratidão que eles sentiram por ter convivido com Apollo nessa vida.

Beleza: Hidra gloss

O que é

Um procedimento não invasivo para hidratação profunda dos lábios. É um tratamento para revitalização dos lábios, principalmente aqueles ressecados (meu caso). Não é preenchimento.

Como é feito

Uma caneta chamada dermapen aplica ácido hialurônico na região. O resultado são lábios com a cor viçosa e extremamente hidratados. Eu tenho micropigmentação nos lábios e a cor realçou ainda mais.

O que eu achei

Na hora que faz, os lábios ficam com a cor um pouco mais destacada e super hidratados. Mas você não percebe grandes diferenças logo de cara. O resultado, na minha opinião, se mostrou melhor nos dias seguintes. Eu senti os lábios muito mais hidratados (eu os meus são extremamente secos) e consequentemente, com a cor realçada.

Vale lembrar que são necessárias três sessões para obter melhor resultado.

A última carta de amor

No dia que assisti, comentei nos stories do Instagram (me segue lá @fabiolamininel) como adoro ver filmes baseados em livros que já li. Embora geralmente seja bem diferente, é muito gostoso ver aquela história, que antes fora criada na sua cabeça, tomando vida na tela e você até comparando alguns elementos.

A Última carta de amor, baseado no livro homônimo de Jojo Moyes, conta a história de um casal apaixonado dos anos 60 que vive um romance proibido e acaba separado por rasteiras do destino.

Eles se comunicam por cartas de amor que acabam perdidas com o passar dos anos. Corta para os dias atuais. Uma jornalista descobre uma das cartas no arquivo do jornal onde trabalha e seu radar apita para uma possível história interessante.

Ela vai atrás e consegue encontrar os personagens das cartas. O restante é preciso assistir para saber rs.

A história trata de amor, traição, posição da mulher naquela época.

Mas o que me chamou bastante atenção foi o figurino da protagonista. Um mais lindo que o outro. Silhuetas bem femininas, minimalistas, peças em tweed, chapéus, trench coat. Algumas produções eu usaria tranquilamente nos dias de hoje. Separei alguns looks para mostrar aqui.

Perdoe a qualidade de algumas imagens. Como não encontrei muitas fotos na internet, fotografei a tela da TV.

Ah, esqueci de mencionar que o filme está disponível na Netflix! Depois me conta o que achou!

Bota branca como acessório para transformar o look

Sabe aquelas manias que as fashionistas têm? Algumas por bolsas, outras por roupas, a minha é sapato. Quem me conhece sabe que sou louca por eles. Essa bota branca, em especial, tem o poder de transformar a produção dependendo da maneira que for editada.

Mais cool com vestido curto de tricô, mais básica com jeans wide, mostrando só a pontinha, ou até por fora de um skinny jeans, com uma legging, enfim, as possibilidades são muitas.

Contei no meu insta (se você ainda não me segue, vai lá @fabiolamininel) que fui convidada pela mybest Brasil para escrever sobre um acessório que transforma o look e essa bota foi minha escolhida. A mybest é um site de recomendação de produtos para ajudar os consumidores em suas escolhas de compras. A resenha que eu escrevi está aqui nesse link (clique para ler na íntegra) e tem também outros textos de influenciadoras de moda contando qual acessório transforma o look delas. Ah, além disso, tem indicação de onde encontrar esses acessórios. Vale a pena conferir!

Encontro com a própria sombra

O que acontece quando se está em contato profundo consigo mesmo e é possível acessar camadas do subconsciente e da memória que você nem lembrava mais (ou preferia deixar lá esquecido)?

É como estar numa sessão de terapia, mas o terapeuta é você mesmo. Você é capaz de escolher as portas que deseja abrir e as memórias e traumas que deseja acessar e trabalhar. A relação de tempo e espaço fica completamente distorcida: um momento agradável e aconchegante pode parecer durar pouco, já um desconforto de minutos parece horas intermináveis. Tudo isso no intervalo de uma música.

É uma experiência tão terrível quanto maravilhosa. Terrível porque lidar com sentimentos, crenças e talvez traumas que até então você não queria trazer à tona, ou, ainda, nem sabia da existência, dói. E maravilhoso porque é incrível ter o poder de acessar e curar feridas que antes machucavam, fazer as pazes com o passado.

A verdade é que todas as vivências estão lá guardadas em algum compartimento. Mas o cérebro deixa arquivado e escondido como mecanismo de proteção. Como o universo é perfeito, esse acesso será feito no momento certo.

Ouvir a voz do eu superior pode ser libertador e ao mesmo tempo uma luta interna consigo mesmo. Lá no fundo, você sabe o melhor caminho, mas às vezes, prefere ficar brigando com as possibilidades.

O mais maravilhoso de passar por uma experiência dessa, de mergulhar profundamente para dentro de si, é se conhecer ainda mais, ampliar a consciência sobre si mesmo, sobre o mundo. E saber que nunca mais será igual. A certeza é de mudança muito positiva e de um passinho a mais no caminho da evolução.

Um passinho a mais no entendimento do porquê passamos por algumas situações e o que temos que aprender com cada uma delas. Só passando pela tempestade é possível encontrar o arco-íris. E, para isso, encontrar a própria sombra é imprescindível na jornada do autoconhecimento.

Série: The Bold Type

Esse texto contém spoiler!

A série que estreou há pouco tempo na Netflix está cheia de assuntos importantes e que valem nossa reflexão, porém, embrulhados num entretenimento leve e gostoso de assistir com elementos que eu amo e são importantes pra mim: amigas, moda, jornalismo e Nova York. Fórmula perfeita!

A história gira em torno das três amigas que são protagonistas da série: Jane, Sutton e Kat. Elas trabalham em uma importante revista feminina e compartilham histórias de amizade, relacionamentos amorosos, carreira, família e vários outros.

Como eu disse, as mensagens são muitas, mas resolvi separar alguns tópicos para contar aqui:

Jornalismo
A história gira em torno de três amigas que trabalham na Scarlet, uma importante revista de moda em Nova York. Jane, uma das protagonistas, é jornalista, e entre drinks e confissões de suas bffs no closet da revista, busca inspiração e fontes para suas pautas. Sou jornalista e amo escrever, e me identifiquei logo de cara com essa personagem.

Moda
A revista cobre diferentes assuntos e um de grande destaque é a moda. Sutton é a personagem que sonha em trabalhar nessa área e batalha por uma vaga de assistente de moda, quando produz e faz o styling de lindos ensaios de fotos. Os looks das protagonistas também não ficam atrás no quesito fashion.

Empoderamento feminino
Mulheres fortes, que sabem o que quer, que não se calam, que buscam o próprio prazer, que lutam por espaço no ambiente corporativo. São alguns dos ângulos mostrados na série.

Influência digital
A série começa em 2017 e já mostra fortemente a presença e força do digital, tanto na vida pessoal, como na trajetória de marcas como a revista Scarlet. Como um Tweet pode alavancar ou enterrar uma pessoa (e/ou marca) e sua carreira.

Líderes humanizados
A série foge totalmente do estereótipo de chefe carrasco, que põe medo e humilha seus funcionários. Muito pelo contrário. Jacqueline, a editora-chefe da revista, age sempre com muito cuidado, carinho e dá direcionamento. É exigente e sabe tirar o melhor de cada um deles, sem perder o lado humano.
Oliver, stylist e chefe de Sutton, também cria uma relação de carinho e cumplicidade com sua pupila. Bonito de ver os ensinamentos que ele passa e até conselhos amorosos.

Maternidade
É um assunto sobre o qual adoro falar. Na série ele aparece através da Jacqueline, editora de sucesso da revista Scarlet, que divide a vida profissional e o casamento com dois filhos.
Sutton também aborda esse tema quando perde um bebê e se sente aliviada. Ela então se dá conta de que não quer ser mãe e isso se torna uma questão no seu casamento.
Outro viés desse assunto aparece quando Jane descobre, aos 26 anos, que possui uma mutação genética que indica grande chance de ter câncer de mama e, entre outras decisões difíceis que terá de tomar, precisa pensar sobre se quer ter filhos ou não para poder congelar óculos.

Bem, esses são alguns pontos que achei interessante destacar. Mas na série ainda se fala muito sobre sexismo, racismo, diversidade, rótulos, sexualidade… Tudo envolvido de humor, amizade das protagonistas, bons drinks e, claro, Nova York, que é sempre um charme.
As quatro temporadas estão disponíveis na plataforma e já espero por uma quinta em breve. Mal terminei e já me sinto órfã da série. Quem também se sente assim quando termina uma que gosta muito?

Um brinde aos 35 🍸

Me peguei lembrando de quando estava completando 25. Toda expectativa que as pessoas geralmente colocam sobre os 30 anos, eu coloquei nos meus 25. Havia criado todo um cenário de vida perfeita: bem sucedida no trabalho, com um super salário e morando sozinha no próprio apartamento. Aquela fórmula pronta de estudo, carreira, sucesso e dinheiro que nos enfiam guela abaixo a vida toda.

Eis que agora, dez anos depois, a poucos dias de completar 35, fiz novamente um balanço. Como eu era boba naquela idade. Não sabia metade do que estava por vir. Mas aquela menina que pouco sabia foi importante e faz parte de quem sou hoje.

Minha vida não é como a que eu esperava ou idealizava lá atrás. Ela é muito melhor. É perfeita? Não. Significa que não haja pontos que devam ser mudados ou com os quais não estou totalmente realizada? Sim. Mas tudo isso faz parte da pessoa que estou construindo.

Hoje sou muito feliz com tudo que fiz e como me transformei nesses anos. O destaque vai para meu lado mãe, que é o melhor dos meus papéis. E foi com ele que pude viajar internamente e revelar tantas coisas escondidas, trazer à tona partes de mim que eu nem sabia existir.

Minha viagem pelo autoconhecimento está no começo ainda, mas já diz tanto sobre a minha jornada e meu papel aqui. Os 35 vêm como um marco. Não mais a juventude e imaturidade dos 20, ainda não tão sábia e madura como acredito que sejam os 40. Mas no melhor que posso ter dos meus 30 e poucos. Não há tempo melhor do que o presente. E é esse que quero viver com todas as dores e delícias que me traz. Um brinde aos 35!

Bota branca como usar

De tendência polêmica à queridinha da estação, é assim que podemos definir as icônicas botas brancas. Elas que já foram chamadas de botas de paquita (quem lembra?), hoje ocupam lugar de destaque nos looks mais cool das fashionistas hoje

Mas, apesar disso, pode surgir muita dificuldade na hora de combinar e editar os looks com bota branca, por isso, reuni aqui algumas formas bacanas para se inspirar e adotar nos seus looks.

Curti muito alguns looks enquanto fiz a pesquisa de imagens para o post. Procurei incluir mais alguns looks que considero básicos e mais fáceis de reproduzir no dia a dia, mas também tem alguns mais chiques e arrumados para quem curte essa proposta!

Meu mundo cinza

Tenho dificuldade de usar cores. Venho me observando há algum tempo e essa característica vinha se mostrando cada vez mais forte. Sempre amei um pretinho neutro e básico (amplio o leque para cinza e azul marinho). Dia desses, me lembrei de uma frase da minha mãe: “Ai, filha, você só usa preto. Escolhe outra cor”. Analisando essa lembrança, constatei que essa característica me acompanha há bastante tempo (visto que já faz sete anos que minha mãe se foi).

Porém, tenho notado que isso passou a me incomodar. Como já escrevi aqui antes, a moda – e, consequentemente, as cores – tem o papel de traduzir um estilo e também estado de espírito naquele dia. Talvez por isso tenha surgido a necessidade de incluir cores nos meus dias.

Não quero ser todo dia apenas cinza (apagadinha e sem graça), preto (apesar de elegante, também pode passar a imagem de uma pessoa muito fechada e até mesmo em luto), ou marinho (básica sem chamar atenção). Quero trazer luz, irradiar cores e mostrar nos meus looks do dia que também posso ser pink, roxo ou verde-água, por exemplo. Cor da qual eu gosto muito, inclusive. Houve um tempo em que usei com bastante frequência, mas depois enjoei e aboli do armário.

Já é tão automático pra mim, que, ao escolher uma nova peça, nem penso, “vou pegar o preto mesmo que não tem erro”. Mas, aos poucos, devagarzinho, vou mudando essa realidade. Já tenho peça rosa, púrpura, verde erva doce… E gosto delas. E, o mais legal de brincar com as novas cores é descobrir as combinações e como elas se encaixam com as minhas antigas peças neutras. Pudera, não é tão difícil fazer combinações com preto, cinza ou marinho.

Dia a dia, assim como novos hábitos que exigem paciência, treino e persistência, incluo uma peça de cor no meu look. O próximo passo nessa busca que também entra no âmbito do autoconhecimento é fazer uma análise cromática. Quando fizer, conto aqui. E espero ampliar meu mundo que era cinza para um lindo arco-íris, com todas as cores que tenho direito.

Beleza: Rotina de skincare de Beyoung

Fui introduzida ao mundo da marca Beyoung através do primer. Conheci há algum tempo, e, desde então, não parei de usar. Recentemente, incluí outros produtos da linha na minha rotina de beleza e vim compartilhar aqui.

Cleanser

Estou usando há uns 15 dias. Ele é um sabonete fácil com textura em gel. Minha pele sempre foi muito seca, mas, de uns tempos pra cá, ficou oleosa, e agora posso dizer que é mista. Então, pra mim, funcionou muito bem. Ele tira a oleosidade na medida, sem deixar a pele ressecada. Uso diariamente, de manhã e à noite. Um defeitinho na minha opinião: a tampa dele é de rosquear e ela sai, o que acho menos prático; gosto de tampas fixas, como a do protetor solar, que é só abrir e fechar e ela continua fixa na embalagem.

Booster

É um sérum com textura bem leve, desliza na pele. Possui ativos anti-idade e promete combater o envelhecimento e reduzir os primeiros sinais de idade. Esses efeitos mais significativos ainda não observei, visto que não faz tanto tempo que estou usando. Mas o que eu gosto de imediato dele é que ele estica a pele no momento da aplicação, o que facilita muito o uso da base.

Protetor solar

Esse eu já vinha usando há bastante tempo, logo que foi lançado. Ele tem FPS 50 e a melhor parte é que ele é transparente, não interfere na maquiagem, além da textura leve em gel, que não pesa e não deixa a pele oleosa.

Primer

O primer é meu queridinho. Ele prepara a pele para receber a base. A textura dele é super leve e agora ele tem variações diferentes de acabamento: Studio (matte), Silver, Rosê e Gold (esses com acabamento glow). Estou usando o Rosê e ele dá um efeito iluminado bem bonito para a pele.

Livro: Como superar seus limites internos

Este é o título para a nova edição de A Guerra da Arte, best seller de Steven Pressfield. O prefácio é da professora de filosofia Lúcia Helena Galvão, que também tem no Youtube, uma aula bem completa sobre o clássico livro.

O livro, embora seja bem voltado para quem trabalha com criatividade, é bem-vindo para todo mundo. O autor nos apresenta a resistência, essa força invisível contra quem temos que lutar todos os dias para realizar nossas tarefas.

Afinal, quem nunca procrastinou, se diminuiu ou se sentiu incapaz? Colocando à frente de si mesmo obstáculos que só nós mesmos podemos retirar para fazer acontecer. Me lembrou muito o livro Grande Magia (clique para ler meu post sobre), de Liz Gilbert. Ela também fala sobre focar no trabalho puro e simples, o famoso sentar e fazer. Sem se importar com os outros, em agradar os outros, ou se vão rir da gente, o que vão pensar etc.

Faça por você. Nesse caso, seja egoísta. Faça porque você gosta e vai te fazer bem. Sente-se todos os dias e execute seu trabalho da melhor maneira possível. Só assim você sai da inércia, há movimento e o universo vai conspirar a seu favor.

É um livro rápido de ler (li praticamente em um fim de semana), fácil, gostoso e ainda acalentador. Acredito que haja identificação com todos os leitores. Todos nós já passamos por situações semelhantes as descritas pelo autor. Na minha opinião, é uma leitura bem útil e que vale muito a pena!

“Desprezo a resistência. Não permito que ela me bloqueie. Sento-me e trabalho.”

“Porque, quando nos sentamos todos os dias para trabalhar, algo misterioso começa a acontecer. Um processo é posto em movimento, e, por ele, inevitável e infalivelmente o céu vem em nosso auxílio. Forças invisíveis perfilham nossa causa, e o acaso reforça nosso objetivo.”

Dica de série: O Gambito da Rainha

Série curtinha da Netflix, mas que vale as horinhas frente à TV. Apesar de ser mais parada, é uma história que prende.

Elizabeth fica órfã ainda menina e vai para um orfanato. Lá, aprende xadrez com o zelador do local e desenvolve uma habilidade surpreendente para o jogo.

Ambientada nos anos 60/70, mostra uma moça inteligente, determinada e muito esforçada. Ainda no orfanato, lia livros sobre grandes jogadores de xadrez e estudava suas principais jogadas.

Na adolescência foi adotada e sua mãe adotiva ofereceu suporte e companhia durante dezenas de torneios de xadrez dos quais ela participou mundo afora, rompendo barreiras como uma jogadora mulher, algo que não se via na época.

A principal lição aqui é a maneira como a personagem enxergou uma oportunidade, acreditou no próprio potencial e trabalhou muito duro para se aprimorar e atingir seus objetivos. Mesmo quando ganhava as partidas, ela nunca parou de estudar. E ficava cada vez melhor. Algo para se adotar também na vida real.

Alinhadas às tendências, marcas de calçados buscam oferecer conforto e aconchego em suas coleções

Alinhadas à tendência do conforto chique, sobre a qual já falei aqui, marcas de calçados conquistam as fashionistas com modelos macios de pelos, remetendo a uma pantufa, só que chique e com informação de moda, que transita da casa, no look home office, àquela saidinha para resolver coisas na rua.

Trouxe aqui as coleções da Schutz, Arezzo e Ugg. As opções das três marcas são parecidas, todas bem desejáveis e super instagramáveis rs. Vamos a elas:

Qual é o seu chinelinho favorito? Tá difícil escolher, né? Os modelos podem ser encontrados no site das respectivas marcas.

Imagens: Divulgação e Instagram

A importância do lúdico em período de isolamento

Já é sabido da importância do brincar e que crianças aprendem através de brincadeiras e vivências. Também já foi comprovado cientificamente que brincar não faz bem apenas para as crianças, mas também para os adultos: alivia o estresse.

Hoje, nesse contexto que vivemos, em que pais e filhos passam cada vez mais tempo juntos em casa, pode ser desafiador conciliar trabalho e brincadeiras com os filhos.

Nesse momento, qualidade é melhor que quantidade. Mais vale tirar pequenos períodos do dia para dar atenção às crianças, com brincadeiras curtas, mas de verdadeira interação por parte dos pais, do que passar o dia apagando incêndios, tentando fazer a criança se distrair enquanto você tenta trabalhar. Estabelecendo isso como rotina, eles passam a entender que tem o tempo deles, mas também tem os momentos em que precisam brincar sozinhos.

Aqui em casa já retomamos as aulas presenciais. Otto passa meio período na escola. Chega em casa por volta de 14h30, toma banho, faz um lanche e então tem a tarde livre para brincar. Como já gastou bastante energia na escola, fica tranquilo, brinca bastante sozinho.

Geralmente procuro deixar esse tempo para estar com ele. Mas se preciso trabalhar no computador, por exemplo, sento perto dele e ele me vê enquanto brinca, percebo que isso o deixa mais calmo.

À noite, começamos com a rotina de leitura antes de dormir visando diminuir o tempo na frente da televisão, que acaba agitando muito as crianças. Ele se mostrou bem animado com a novidade. Após a leitura, luzes apagadas e hora de dormir. São momentos de conexão entre nós e de tranquilidade minutos antes de pegar no sono, o que o faz dormir melhor.

Além de toda importância para o aprendizado e desenvolvimento, o brincar também deixa memórias e cria laços. Ainda que não se esteja brincando junto, é importante interagir, mostrar interesse. No futuro, esses vínculos estarão fortalecidos e esse período deixará boas memórias de um tempo caótico lá fora, mas de amor e companheirismo aqui dentro.

Looks com bota western

Bota lindíssima @paulatorresbrand de cano alto combinada com jeans skinny e blazer oversized

Dias mais fresquinhos chegando e a gente já fica querendo tirar as botas do armário. Quem também é assim? São muitos modelos, dos mais variados estilos e materiais. Mas hoje vamos falar especificamente do tipo western, aquela bota estilo country, de bico mais fino, salto grosso e baixo. Aparece com cano longo e curto, e algumas ainda possuem desenhos e aplicações. Ficam lindas com looks básicos de jeans, mas também arrasam com vestidos longos e midi fluidos. Veja as inspirações de como usar:

Onde encontrar:

Amaro
https://amaro.com/br/pt/c/moda-feminina/sapatos/botas/50000710_0002/bota-western-cano-curto-0/preto
Le Blog
https://www.leblogstore.com.br/bota-nobuck-dandara-arena/p
Paula Torres https://www.paulatorres.com.br/bota-berlim-militar-p1001220

A tendência do conforto chique para o home office

O estilo que traz o conforto chique como protagonista é a bola da vez. Com o home office cada vez mais em alta, a ideia de uma roupa que seja apresentável na chamada de vídeo e ao mesmo tempo super confortável para o tempo que está em casa, é o must have dos tempos atuais.

Estamos falando de roupas mais casuais, peças oversized, tricôs, chinelinhos de pelo super macios, conjuntos de moletom (já falei deles aqui)…

Porque nós queremos estar bonitas, chiques e confortáveis, sem perder o estilo. Veja algumas inspirações. E por aí, como está o seu conforto chique?